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Réveillon Mix Garden


No último dia do ano o Mix Garden preparou uma grande festa.
A noite será animada pela dupla Fred & Paulinho, pelos grupos Manitu e Us Cara Samba e ainda DJs convidados.
A festa é open bar e open food com whisky, energético, espumante, vodka, cerveja, suco, refrigerante, água e buffet completo de massas, petiscos e pizzas.

 

Local:
Mix Garden

 

Data:
Dia 31/12 às 21h00

 

Informações:
3209.8181

 

Ponto de Vendas:
Central dos Eventos – R. Fernandes Tourinho 470 / Loja 12 – Savassi
Lojas Chili Beans (Todos os Shoppings)


Água limpa na África e alimento para crianças soropositivas de BH


BH Take The Walk

Caminhada ajuda a fornecer água limpa na África e alimento para crianças soropositivas de BH
No dia 10 de Janeiro de 2010, Belo Horizonte se transformará em uma importante via para que a solidariedade siga passagem.
Nesse dia, às 10h da manhã, no Parque das Mangabeiras, acontecerá a 1ª edição da Take the Walk em BH, caminhada que ocorre no mundo inteiro, realizada por voluntários, em busca de melhores condições para comunidades carentes africanas.

O Take the Walk (TTW) é um projeto que apóia financeiramente instituições com ações voltadas para as comunidades africanas, nas seguintes áreas: água limpa, calçados para crianças, cuidados médicos pre-natais, tratamento de HIV e construção de escolas.

 

O TTW funciona assim: em qualquer lugar do mundo, voluntários realizam uma caminhada por uma dessas causas e preenchem uma ficha, com assinaturas dos participantes e a causa apoiada. Para cada assinatura na ficha, o TTW doa diretamente, sem que passe pelas mãos dos organizadores da caminhada, 1 dólar para o projeto escolhido.

 

A caminhada que acontecerá em BH será em favor da Blood:Water Mission (BWM), uma instituição sem fins lucrativos, que luta pela construção de cisternas e centros para tratamento de HIV em comunidades africanas. A BWM é um dos projetos apoiados pelo Take the Walk. Com 1 dólar, a BWM consegue fornecer para um africano, água limpa durante um ano.
Por isso, a presença de cada um dos participantes na caminhada é muito representativa.

 

No dia 10 de Janeiro de 2009, a caminhada aconteceu em Brasília, organizada pelas mesmas pessoas que a organizam em BH e a terceira já está pré-agendada para o início de 2011, em Campinas, SP.
No entanto, o evento em BH apresenta um diferencial: os organizadores incentivam que os participantes levem 1 kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite longa-vida, para serem doados à Casa Refúgio, da JOCUM-BH, que cuida de cerca de 20 crianças com o vírus HIV.

 

Segundo Jenny de Oliveira, uma das envolvidas na organização, “o objetivo é promover, num mesmo evento, reflexões sobre como agir local e globalmente, levando as pessoas a assumirem sua parcela individual no trabalho de oferecer ao próximo, uma melhor qualidade de vida, que todos têm igual direito de desfrutar.”

 

Após a caminhada de aproximadamente 1,5 Km, os presentes participarão de um momento de descontração, com muita música. Portanto, lanchinhos e instrumentos musicais serão muito benvindos.

 

Informações:

 

Evento: I BH Take The Walk em favor da BWM e da Casa Refúgio da JOCUM-BH

Local: Parque das Mangabeiras – BH

Data: 10 de Janeiro de 2010 / Hora: 10h da manhã

Contatos: (31) 9613-0675 – Jenny /(31) 8803-9940 – Juca /(31) 9934-9410 – Marcela


Copasa interrompe fornecimento de água neste domingo


O fornecimento de água será interrompido neste domingo (17) em vários bairros de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano, e para os municípios de Igarapé, Mário Campos, Pedro Leopoldo, São Joaquim de Bicas e Sarzedo.
O fornecimento será interrompido a partir das 6 horas da manhã. Segundo a Copasa, a medida é necessária para a realização de manutenção que será feita pela Cemig, na rede elétrica que alimenta uma unidade de bombeamento da Copasa.
Aproveitando a oportunidade, a Copasa também fará interrupção do abastecimento de água na região do Barreiro e no bairro Nova Pampulha, visando ampliar e melhorar a oferta de água para a região metropolitana.
A normalização do abastecimento será gradativa, no decorrer da noite de domingo (17).
A paralisação deixará aproximadamente duas milhões de pessoas sem água em toda a região.

 

Para mais informações, ligue:
Em Belo Horizonte, Betim, Contagem e Santa Luzia, 115
Em Ibirité, (31) 3533-4733
Em Igarapé, (31) 3534-4909
Em Mário Campos, (31) 3577-2133
Em Pedro Leopoldo, (31) 3662-8995
Em Ribeirão das Neves, (31) 3624-6893
Em São Joaquim de Bicas, (31) 3534-9391
Em Sarzedo, (31) 3577-7324
Em Vespasiano, (31) 3621-2780

 


Fornecimento de água será interrompido no domingo em 12 cidades da Grande BH


Cerca de 2 milhões de moradores de 12 municípios da Grande Belo Horizonte terão o fornecimento de água suspenso no próximo domingo, 17 de maio. A interrupção do serviço está prevista para começar às 6 horas e será restabelecido ao longo do dia.

 

De acordo com a Copasa, a interrupção do fornecimento de água será necessária para que a Cemig realize a manutenção da rede elétrica que alimenta uma unidade de bombeamento da Copasa.

 

O órgão aproveitará para interligar redes na região do Barreiro e Nova Pampulha, em Belo Horizonte, com o objetivo de melhorar o serviço nestas regiões.

 

Confira os bairros onde o fornecimento de água será interrompido no próximo domingo:

 

Belo Horizonte:  Ana Lúcia, Antônio Teixeira Dias, Araguaia, Bairro das Indústrias, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Brasil Industrial, Braúnas, Buritis, Cabana, Califórnia, Campo Alegre, Canaã, Candelária, Cardoso, Celestino, Cenáculo, Céu Azul, Cidade Industrial, Cinquentenário, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto. Bonsucesso, Conjunto Felicidade, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto Helena Antipoff, Conjunto João Paulo II, Conjunto Marilene, Conjunto Monte Castelo, Conjunto Estrela Dalva, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto Túnel de Ibirité, Copacabana, Coração Eucarístico, Cristo Redentor, Diamante, Dom Bosco, Dom Cabral, Durval de Barros, Estoril, Estrela do Oriente, Etelvina Carneiro, Europa, Flávio Marques Lisboa, Floramar, Frei Leopoldo, Gameleira, Garças, Glalijá, Havaí, Indian’s, Ipiranga, Itaipu, Itapoá, Jaqueline, Jardim América, Jardim Atlântico, Jardim das Nações, Jardim dos Comerciários, Jardim Europa, Jardim Guanabara, Jardim Leblon, Jardinópolis, Jatobá, João Pinheiro, Juliana, Lagoa, Lagoinha, Laranjeira, Letícia, Lindéia, Luar da Pampulha, Madre Gertrudes, Mangueiras, Mansões, Mantiqueira, Marajó, Maria Helena, Marilândia, Maringá, Marize, Milionários, Minas Brasil, Minas Caixa, Miramar, Nosso Lar, Nova América, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Nova Iorque, Nova Pampulha, Olaria, Padre Eustáquio, Palmeiras, Paraibuna, Paraúna, Parque Arizona, Parque São Sebastião, Patrocínio, Pedra Branca, Piratininga, Planalto, Pongelupe, Regina, Resplendor, Rio Branco, Santa Amélia, Santa Branca, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, Santa Isabel, Santa Mônica, São João Batista, São Joaquim, São Paulo, São Pedro, São Sebastião, São Tomás, Satélite, Serra Verde, Sical, Sinimbu, Solar, Solimões, Teixeira Dias, Tirol, Trevo, Urucuia, Venda Nova, Vila Cemig, Vila Clóris, Vila Conquista, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Monte Carmelo, Vila Monte Castelo, Vila Oeste, Vila Palmas, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Santa, Vila Vânia, Vila Ventosa, Vila Virgínia, Vista Alegre.

 

Betim: Amarante, Amazonas, Campos Elíseos, Chácaras Arapuã, Chácaras Reunidas Guaraciaba, Cruzeiro, Distrito Industrial do Bandeirinha, Distrito Industrial Paulo Camilo, Dom Bosco, Dona Isabel, Estância do Sereno, Guanabara, Industrial São Luiz, Jardim das Alterosas 2ª Seção, Jardim Nazareno, Jardim Perla, Jardim Primavera, Jardim Santa Cruz, Jardim Teresópolis, Laranjeiras, Nova Baden, Parque das Acácias, Paulo Camilo, Petrovale, Recreio dos Caiçaras, Santa Cruz, São Caetano, São Cristóvão, São Miguel, Sítios Guarani, Vila Imbiruçu, Vila Inconfidência, Vila Kennedy e Vista Alegre.

 

Contagem: Água Branca, Alto da Penitenciária, Amazonas, Arpoador, Arvoredo, Bairro dos Funcionários, Balneário da Ressaca, Bandeirantes, Beatriz, Bernardo Monteiro, Bom Jesus, Braúnas, Buganville, Cabral, Caiapós, Carajás, Ceasa, Campina Verde, Cândida Ferreira, Chácaras Boa Vista, Chácaras Campestre, Chácaras Campo Alegre, Chácaras Campo do Meio, Chácaras Cotia, Chácaras Planalto, Chácaras Novo Horizonte, Chácaras Reunidas S Terezinha, Chácaras Solar do Madeira, Cidade Industrial, Cincão, Cinco, Colorado, Cond Estância San Remo, Cond Vila do Lago, Conjunto Habitacional Água Branca, Conjunto Habitacional Campo Alto, Conjunto Habitacional Fonte Grande, Conjunto Habitacional Jardim Califórnia, Conjunto Habitacional Monte Castelo, Conjunto Habitacional Riacho III, Conjunto Habitacional Santa Cruz Industrial, Conjunto Habitacional Confisco, Conjunto João Paulo II, Darci Vargas, Das Indústrias, Dist Ind Dr Helio P Guimarães, Dist Ind Riacho das Pedras, Do Comércio, Durval de Barros, Eldoradinho, Eldorado, Estâncias Imperiais do Madeira, Estrela Dalva, Europa, Fazenda da Tapera, Fazenda do Cabral, Fazenda do Confisco, Feijão Miúdo, Flamengo, Glória, Granja Ouro Branco, Guanabara, Inconfidentes, Industrial, Ind Itaú, JK, Jardim Alvorada, Jardim Balneário, Jardim Bandeirantes, Jardim das Oliveiras, Jardim do Lago, Jardim Laguna, Jardim Perola, Jardim Riacho das Pedras, Lua Nova de Pampulha, Lúcio de Abreu, Maracanã, Maria da Conceição, Milanez, Morada Nova, Morro do Confisco, Nacional, Nazaré, Nossa Senhora da Conceição, Novo Boa Vista, Novo Eldorado, Novo Progresso, Novo Recanto, Novo Riacho, Oitis, Parque Airton Sena, Parque dos Turistas, Parque Recreio, Parque São João, Pedra Azul, Perobas I, Perobas II, Pôr do Sol, Presidente Kennedy, Recanto da Mata, Recanto da Pampulha, Riacho das Pedras, Rose Jaire, Santa Cruz Industrial, Santa Filomena, Santa Maria, São Gotardo, São Joaquim, São Salvador, São Sebastião, Sarandi, Senhora Da Conceição, Sítios Rurais Jardim Recreio, Tijuca, Três Barras, Vale das Amendoeiras, Vale das Perobas, Vera Cruz, Vila Barroquinha, Vila Boa Vista, Vila Dom Bosco, Vila Esperança, Vila Francisco Mariano, Vila Ipê Amarelo, Vila Itália, Vila Itaú, Vila Paris, Vila Pernambucana, Vila PTO, Vila Riachinho, Vila Santa Luzia, Vila São Mateus, Vila Santo Antonio, Vila São Paulo, Vila Tijolinho e Xangrilá.

 

Ibirité: Bela Vista, Cascata, Colorado, Eldorado, Industrial, Jardim das Oliveiras, Jardim das Rosas, Jardim Montreal, José do Prado, Ouro Negro, Palmares, Parque Durval de Barros, Petrovale, Piratininga, Recanto da Lagoa, São Pedro, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila Ideal e Washington Pires.

 

Igarapé: todo o município.

 

Mário Campos: todo o município.

 

Pedro Leopoldo: todo o município.

 

Ribeirão das Neves: todo o município, exceto os bairros Cruzeiro, Fazenda Castro, Florença, Jardim Verona, Metropolitano, San Genaro, Santa Cecília, São Francisco.

 

São Joaquim de Bicas: todo o município.

 

Santa Luzia: Asteca, Baronesa, Belo Vale, Chácara Gervásio Lara, Chácara Santa Inês, Duquesa I, Duquesa II, Londrina, Luxemburgo, Monte Carlo, Morro Santo Antônio, Nova Conquista, Palmital, Posada Del Rei, São Benedito, São Cosme, Serra Pelada, Três Corações, Vila Cristina, Vila Santo Antônio e Vila Satélite.

 

Sarzedo: todo o município.

 

Vespasiano: Bernardo de Souza, Bonsucesso, Jardim Daliana, Morro Alto, Morro Quaresma, Nova Pampulha, Nova Iorque 4ª Seção, Parque Jardim Maria José, Pouso Alegre, Santa Clara, Santa Maria, Serra Dourada, Serra Verde, São Damião, Vida Nova, Vila Esportiva.

 


Dia Mundial da Terra


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta.

 

 

A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3).

 

 

A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.
A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.

Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente.

 

 

Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.

 

O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem.

O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar.

A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.

 

 

A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples.

As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).

As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas.

 

As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades.

 

 

As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.

A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio.

Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis.

Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.

 

 

A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.

Para mantermos o equlíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças.

 

Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.


Cobrança pelo uso da água em bacias hidrográficas


A cobrança pelo uso da água em bacias hidrográficas que cortam Minas Gerais já tem data para começar. Em dezembro, indústrias, produtores rurais que trabalham com agricultura irrigada e concessionárias de saneamento, como a Copasa, passarão a pagar pela captação do líquido nas bacias do Rio das Velhas e Araguari.

 

O prazo foi anunciado ontem pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, durante o 8º Fórum das Águas. Só na região do Rio das Velhas, que engloba 51 municípios – inclusive Belo Horizonte e Contagem –, a cobrança deve render R$ 13 milhões por ano. O montante será aplicado na recuperação da própria bacia, bancando desde projetos de revegetação do entorno dos cursos d’água ao tratamento de esgoto.

 

A cobrança da água é prevista em lei e, embora não incida diretamente sobre o consumidor domiciliar, terá reflexos na conta recebida por ele no fim do mês. Como as concessionárias de saneamento serão taxadas pela captação do líquido, a tendência é de que repassem o valor para o usuário final – que hoje só paga pelo tratamento da água que consome em casa.

 

Os termos da cobrança são definidos por comitês criados em cada uma das bacias hidrográficas. Das 36 existentes em Minas, 34 já têm as comissões e outras duas estão sendo formadas. Os grupos reúnem representantes do Governo do Estado, das prefeituras da área da bacia, usuários e sociedade civil. Cabe ao comitê definir a aplicação da verba arrecadada.

 

“A cobrança não veio para ser uma taxa, mas para imprimir na sociedade a questão do uso racional da água”, diz a diretora de gestão de recursos hídricos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Luiza de Marilac Camargos. Membro do comitê da Bacia do Rio das Velhas, ela diz que a ideia é atribuir valor econômico para a água, estimular a utilização racional dela e permitir o uso dos recursos na revitalização de cada bacia.

 

A Copasa ainda estuda se vai repassar a cobrança aos consumidores nas bacias do Rio das Velhas e Araguari. No entanto, segundo o superintendente comercial da concessionária, Cláudio Gomes, isso já acontece nas áreas da bacia do Paraíba do Sul, que é federal. Lá, o valor médio pago pelo usuário residencial é de R$ 0,01 por mil litros de água usado.

 

Em setembro, um projeto piloto de cobrança será lançado na bacia dos rios Piracicaba e Jaguari, no extremo Sul do Estado. Até dezembro, a medida será ampliada até as bacias do Rio das Velhas, Araguari, Pomba e Muriaé e Paraibuna e Preto. Das 36 bacias e regiões hidrográficas mineiras, estima-se que 60% possam implementar a cobrança, de acordo com a avaliação de cada comitê. Nas regiões do Jequitinhonha e Mucuri, por exemplo, o modelo não será adotado.

 

O secretário José Carlos Carvalho classificou o valor da cobrança como “pedagógico”. “É um valor mínimo, mas tem que ser considerado. Não é mais possível imaginar o uso da água para fins menos nobres, como lavar calçadas”. A cobrança já existe em bacias hidrográficas federais. Em nível estadual, será pioneira em Minas.

 


Dicas para economizar água


O jogo começa com a afirmação “Água é vida. Sem ela, não existiríamos” e termina com uma recomendação: “Pense! Compre menos, não jogue lixo na rua. Recicle, reutilize, desperdice menos. Nosso planeta agradece!”. Entre uma e outra frase, dicas, pensamentos e repreensões para quem não respeita o meio ambiente. O jogo em questão foi montado no gramado do Parque das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, ontem, durante as comemorações pelo Dia Mundial da Água. As peças que percorriam o “tabuleiro” eram as crianças, que, a cada casa, aprendiam uma lição para preservar o planeta.

 

João Monteiro Delveaux Silva, 6 anos, brincou no jogo, pelo menos, três vezes e já estava com as dicas na ponta da língua. “Aprendi a economizar água e luz. Vou tomar banho mais rápido, de um minuto”, afirmou. A irmã, Sofia Monteiro Delveaux Silva, 10 anos, também já está conscientizada. “É importante conscientizar as pessoas.

 

A gente vê muitas pessoas que já têm informação jogando lixo na rua. Acho que é por que elas já se acostumaram a fazer isso”, lamentou. A mãe de João e Sofia, a dona de casa Fernanda Luiza Monteiro, 46 anos, diz que, desde cedo, orienta os filhos para os cuidados com o meio ambiente e meios de não desperdiçar água, como fechar a torneira ao escovar os dentes e não usar a mangueira para “varrer” o chão.

 

Também envolvido nas atividades, o pequeno Gustavo Henrique Teles de Oliveira, 5 anos, gostou da história que ouviu sobre a trajetória de uma gotinha, desde a nascente – local para onde volta depois de virar vapor, chuva e ser sugada pela terra. “Não pode poluir a água porque, senão ela seca e quase todo mundo morre porque água faz bem para a saúde”, disse. O pai do garoto, o motorista Agnaldo Silva de Oliveira, 35 anos, acha importantes ações de conscientização voltadas para as crianças. “É nessa idade que eles começam a se conscientizar. Ainda falta muito a fazer. Deveria ter mais divulgação e projetos assim”.

 

As atividades no parque também incluíram oficinas de desenho, música, origami e percepção ambiental, contação de histórias e trilha ecológica. A programação foi montada pela prefeitura para comemorar a data e vai se repetir até o dia 24, nos parques municipais da cidade – Lagoa do Nado, na Pampulha, Nossa Senhora da Piedade e Primeiro de Maio, na Região Norte, e Américo Renné Giannetti, no Centro.

 

A ação é promovida pela Fundação de Parques Municipais e executada pelo Projeto Teia, composto por três turismólogos. “É bacana ver o retorno das crianças. A gente vê que elas fixam as coisas na cabeça”, disse Camilo Milagres, um dos idealizadores do projeto. E fixam mesmo.

 

O estudante Glaubert Fabiano do Nascimento, 11 anos, disse que aprendeu várias lições e prometeu adotar novos hábitos em casa. “Não vou mais demorar no banho”, afirmou. Ele conta que costuma ficar cerca de 20 minutos com o chuveiro ligado e, agora, não vai passar de dez minutos.

O garoto também disse que só vai jogar lixo no lixo, como aprendeu nas oficinas .
Além das atividades nos parque, de hoje até sexta-feira, será realizado o 9º Fórum das Águas, na Assembleia Legislativa de Minas.

 


Brasil joga fora por dia 2,5 mil piscinas olímpicas de água tratada


 

Água
Ela está presente em mais de 70% do corpo humano e da superfície terrestre. Sua importância é fundamental para a vida, mas, nem mesmo em tempo de escassez ou de seca completa, é respeitada e tratada como merece. Hoje, Dia Mundial da Água, dados alarmantes revelam quanto o desperdício e a falta de consciência ambiental empurram para o ralo o recurso natural mais precioso do planeta. Levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) e do Instituto Socioambiental (ISA), de 2006, mostra que, antes mesmo de chegar à torneira dos brasileiros, são perdidos, por dia, 6 bilhões de litros d’água potável no país, o equivalente a 2,5 mil piscinas olímpicas. Esse total seria suficiente para abastecer 38 milhões de pessoas, ou quase o dobro da população de Minas, estado em que quase um terço do total produzido é escoado indevidamente. 

 

 

Essa perda líquida e certa, que ocorre em todas as grandes concessionárias do país entre a captação de água dos mananciais e a chegada aos imóveis, é apenas a ponta do iceberg. Dados do Snis denunciam que, em média, as companhias brasileiras de saneamento jogam fora 42% do que produzem, sendo que o índice considerado tolerável pela Agência Nacional das Águas (ANA) é de 20%. Por tubulações velhas, vazamentos, submedição dos hidrômetros e fraudes escorre uma verdadeira cachoeira que daria para abastecer 6 milhões de caixas-d’água por dia. O dano ambiental já seria motivo suficiente para preocupação, mas, além dele, há o prejuízo financeiro. E é você, consumidor, que paga por isso.

 

Em Minas, a perda da Copasa atinge 30% e isso significa que, diariamente, são escoados, sem destino algum, mais de 777 milhões de litros de água. Somente o sistema de distribuição da capital derrama volume superior a 222 milhões de litros/dia. A companhia informa que a população de Belo Horizonte consome a média de 404 milhões de litros a cada 24 horas. Ou seja, com a quantidade perdida no estado, daria para abastecer quase duas vezes a capital mineira. 

 

O gerente da divisão de Macro-Operação de Água da Copasa, Glaycon de Brito Cordeiro, explica que o desperdício ocorre, principalmente, em quatro momentos da distribuição. Um deles é chamado de perda virtual, atribuída às ligações irregulares ou “gatos”, feitos na maioria das vezes em aglomerados. “Há também o uso da água a partir dos hidrantes, aproveitados pelo Corpo de Bombeiros para combater incêndios, e os vazamentos na rede de abastecimento, que também são preocupantes. Além disso, os filtros e os decantadores das estações de tratamento são limpos com água potável. O conjunto desses volumes é incluído nas contas de perda. Para minimizar o dano, há um programa na Copasa que busca, especialmente, reduzir esse prejuízo”, afirma Cordeiro. 

 

Mesmo com o conhecimento das estatísticas e o esforço para mudá-las, a perda de água é um problema longe de ser resolvido. Segundo o especialista em recursos hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA) Eduardo Cavalcanti, o desperdício é generalizado no país. “As concessionárias deixam muito a desejar. A maioria delas gasta mais que o tolerável”, afirma. Levantamento de 2006 do Snis mostra o tamanho do rombo: 10 prestadores apresentaram índices de perda superiores a 50%, exemplo do Piauí, Amazonas, Acre e Alagoas. 

 

Estrago

 

O desperdício, apesar de ocorrer em escala industrial nas concessionárias, não se limita a elas. Depois de alcançar as torneiras, a ação perdulária dos consumidores, aliada a técnicas inadequadas de irrigação e pecuária, contribui com a escassez. Da produção ao gasto, o mal uso ganha forma do maior inimigo do provimento de água no Brasil. Como se os dados já não fossem suficientemente preocupantes, para muitos, o problema ainda é subestimado.

 

A arquiteta e coordenadora da campanha de Olho nos Mananciais do ISA, Marússia Whately, observa que o Brasil acumula 12% da água doce no mundo, mas, nem por isso, pode se dar ao luxo de esbanjar o recurso natural. “Acredito que a perda no sistema é mais significativa do que o padrão de consumo. Cada vez mais, as águas disponíveis estão poluídas e, por isso, escassas. Tratá-las fica, dia após dia, mais caro e as projeções para o futuro são desanimadoras. O Brasil, em vez de cuidar bem da água já disponível, busca sempre explorar novos mananciais”, analisa a especialista. 

 

Enquanto a consciência não vem, muitos cidadãos dão de ombros para os alertas e o poder público, se não os ignora, é ineficiente no combate ao problema. Em metrópoles como Belo Horizonte, onde o abastecimento é uma questão especialmente delicada, não é difícil flagrar o líquido mais importante do planeta sendo desperdiçado nas calçadas, em torneiras com defeito ou mal fechadas e no próprio excesso de consumo. 

 

Na Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de BH, e em canteiros centrais espalhados por diversos pontos da Região Centro- Sul de BH, como os da Avenida Bias Fortes, por exemplo, parte do líquido que deveria irrigar os jardins molha o asfalto, o passeio, os carros e eventualmente motoristas e pedestres. Na hora de limpar o quintal, muitas vezes a mangueira faz o serviço da vassoura, com água pura e potável que se transforma em esgoto em segundos de falta de consciência.


Chuva, lixo e rede de drenagegem insuficiente alagam BH


Excesso de chuva, lixo espalhado nas ruas, o crescimento urbano desordenado e uma rede de drenagem insuficiente para escoar a enxurrada. Essas são as causas apontadas por especialistas ouvidos pelo HOJE EM DIA para explicar os alagamentos provocados pelos temporais que estão assustando os moradores de Belo Horizonte.

A taxa de permeabilização na Região Centro-Sul de Belo Horizonte não chega a 30%. O ideal seria um índice de 40%, o que ajudaria no escoamento da água da chuva. A opinião é do engenheiro Eduardo de Oliveira Bueno, especialista em recursos hídricos. Segundo ele, como a rede coletora não está suportando a quantidade de água, outras soluções urgentes são necessárias.

 

Para acabar com as enchentes no Ribeirão Arrudas são necessários pelo menos R$ 60 milhões. Esse dinheiro seria usado para construir cinco barragens de contenção da água da chuva com capacidade de cada uma armazenar 100 mil litros cúbicos de água, mas algumas medidas práticas, como evitar jogar lixo na rua, poderia evitar as inundações. Uma média de sete quilos de entulho é retirada dos bueiros de Belo Horizonte. Um projeto que tramita na Câmara Municipal obriga a construção de reservatórios em prédios de grande porte para armazenar as águas da chuva.

 

Ontem, a Secretaria de Políticas Urbanas divulgou a Carta das Inundações de Belo Horizonte, que detalha os principais pontos de risco de transbordamento de córregos. O mapeamento não garante uma solução para o problema, mas segundo o secretário de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, será importante para iniciar um trabalho de prevenção de tragédias que se tornaram rotina nos últimos anos, como as ocorridas na Avenida Tereza Cristina, em janeiro. Para isto está prevista a instalação de sensores de nível de córregos e ribeirões da cidade que avisariam onde está para ocorrer um alagamento. Placas também serão instaladas nestes locais.

 

Segundo o secretário, Belo Horizonte tem 100 pontos de alagamento, divididos em 67 áreas, nas nove regionais da cidade. Até o final do ano, 22 sensores estarão funcionando, prevê Valadares. “Estamos buscando as verbas necessárias e, para esta primeira etapa, até outubro, teremos os aparelhos funcionando”, afirmou, acrescentando que os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

O sistema de sensores avisaria quando determinado local está para ser inundado, com algumas horas de antecedência e seria necessário uma estrutura local para evacuar as pessoas, alterar ou bloquear o trânsito. “Um núcleo será montado com o apoio da Defesa Civil, associações de moradores e outros setores, criando uma cadeia de informação para a retirada das pessoas dos locais de risco”, disse Valadares. Ele afirma que além disto serão instaladas sirenes e placas identificarão áreas de inundação.

 

O secretário, no entanto, não anunciou qualquer medida de curto prazo para evitar o transtorno da última segunda-feira, que foi fatal para o aposentado Aloisio Carlos de Paula, morto em decorrência da inundação da Avenida Prudente de Moraes. “Perdemos o controle sobre o clima. Hoje chove muito mais que há alguns anos e, em alguns setores da cidade, mais que outros. Temos que pedir a São Pedro que tenha pena da gente e torcer para que não chova”, acrescentou. Ele explicou que segundo informe do 5º Distrito de Metereologia, anteontem, das 20h10 às 21h10, choveu, na região do Santo Antônio, 77 mm, o que corresponde a ciclo de 100 anos sem que isto ocorra.

 

Para justificar a inundação na Rua Joaquim Murtinho, o secretário informou que o canal que existe neste local suportaria no máximo 58 mm de chuva e que a construção da Barragem Santa Lúcia, que seria uma solução, acabou não sendo eficiente. O radar metereológico, sistema de prevenção de chuvas e tempestades, que avisa com antecedencia de até 24 horas, do volume de chuva que cairá em determinada região não tem prazo para ser instalado em BH.


Prefeituras afetadas pela crise começam a cortar gastos


A redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), influenciada pela crise econômica, mudou a rotina de funcionamento das pequenas prefeituras do interior de Minas. Para se adequar à falta de recursos, prefeitos de Norte a Sul do estado estão tomando providências que afetam diretamente o cotidiano da população – tais como redução do horário de atendimento ao público, corte de ligações telefônicas nos órgãos da administração e diminuição do uso de carros oficiais –, além de medidas mais drásticas, como a demissão de pessoal e cancelamento de obras. As receitas despencaram ainda mais depois que o governo federal, como uma das ações para o enfrentar a crise e estimular o consumo, baixou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda, principais formadores do FPM.

 

De acordo com estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em fevereiro de 2009, o FPM teve uma redução média de 12,96% em relação a fevereiro de 2008. Para os municípios menores (com até 10.188 habitantes, que têm percentual de 0,6 no FPM) a queda foi maior, de 13,43%. Em Minas, o impacto da redução de receitas é mais pesado porque, dos 853 municípios, mais da metade (492) tem o percentual mínimo do fundo.

 

Um bom exemplo da mudança de rotina forçada está na pequena Glaucilândia – de 2,9 mil habitantes, a 448 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte de Minas. Na semana passada, além do carnaval e da quarta-feira de cinzas, a prefeitura também não abriu as portas na quinta e na sexta-feira. “Tivemos de decretar ponto facultativo, para economizar e fazer um planejamento para o enfrentamento da crise com a diminuição do FPM”, justificativa o prefeito Marcelo Brant (PSDB). Na segunda-feira, a prefeitura retomou suas atividades, mas com o horário de funcionamento reduzido: das 13h às 17h. Com expediente menor, a prefeitura economiza luz, telefone, limpeza e o tradicional cafezinho. Marcelo Brant anuncia que pretende adotar uma série de outras restrições para se adequar à carência de recursos.

 

Economia

Em Matias Cardoso, cidade com 6,3 mil habitantes, também no Norte de Minas, a prefeitura permaneceu praticamente fechada em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro. “Mantivemos somente os serviços essenciais de limpeza pública e saúde. Foi uma maneira que encontramos para economizar”, justifica o prefeito da cidade, João Cordoval (PT). Segundo ele, nos últimos meses, o FPM repassado à prefeitura caiu mais de 50%. Em Matias Cardoso, o tempo de funcionamento da prefeitura também encurtou: das 8 às 14 horas – até o fim do ano passado, o expediente era encerrado às 17 horas. “Estamos cortando em tudo que é possível, no consumo de energia, em telefones e no uso de impressoras de computador”, acrescenta Cordoval, anunciando que também demitiu cerca de 120 funcionários contratados, mantendo somente os cerca de 280 efetivos.“Também tivemos que paralisar algumas obras por causa da queda do FPM”, acrescentou.

 

Em Japonvar, outra cidade do Norte do estado, de 6,8 mil habitantes, a prefeitura está atendendo o público somente na parte da manhã, das 7h às 13h. “Estamos economizando no uso do telefone e reduzindo o consumo de energia e outros gastos”, revela o prefeito do município, Leonardo Durães (PR), acrescentando que o quadro de pessoal foi reduzido de 400 para 250 funcionários e foram suspensos alguns contratos de aluguel de prédios pela prefeitura. Em Capitão Enéas, cidade com 14,1 mil habitantes, o quadro de pessoal também foi reduzido, de 700 para 560 servidores. Segundo o prefeito, Reinaldo Teixeira (PTB), o FPM que é repassado ao município caiu 25% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Sistema

A crise atingiu em cheio não só os municípios do Norte de Minas. Em outras regiões, a mesma preocupação com a falta de dinheiro se repete. Em Araújos, cidade com 10 mil habitantes no Centro-Oeste, a queda do FPM já é sentida pela prefeitura local, que decidiu cortar gastos na administração. Segundo o prefeito Júlio César Ferreira do Amaral, um novo plano de telefonia foi adotado para diminuir o valor da conta. Esta semana, será implantado também um sistema para controle do gasto com combustível. Amaral ressalta que os primeiros prejudicados na administração são os próprios funcionários públicos, que até o momento não receberam os 12% de aumento em cima do salário mínimo. “Eles estão chateados, e com razão. Mas não tenho como aumentar agora”, explica.

 

Em outra cidade do Centro-Oeste, Cachoeira da Prata, a queda do FPM é um problema a mais para a prefeitura, que tem uma dívida de mais de R$ 5 milhões. Cerca de 60% dela com o INSS. Para conseguir administrar a cidade neste início de mandato, o prefeito Domício Maciel (PMDB) teve de fazer cortes significativos. “Tivemos de fazer uma contenção de despesas para poder começar a sobreviver”, conta o prefeito. Uma das primeiras ações foi justamente fazer um corte profundo no funcionalismo público e reduzir a folha de pessoal, dos antigos R$ 240 mil, para R$ 150 mil, uma economia de R$ 90 mil aos cofres da cidade.

 

Sul

Até mesmo no Sul de Minas, uma das regiões mais ricas do estado, a crise e a perda de receita com o FPM estão fazendo com que as prefeituras cortem na carne. Com 2,5 mil habitantes, Ingaí, a 268 quilômetros de Belo Horizonte, está na lista dos que sobrevivem do FPM. Somente no início deste ano, o município teve uma queda na arrecadação de R$ 235 mil, em comparação ao mesmo período de 2008. Segundo o prefeito Giulliano Ribeiro Pinto (PTB), em janeiro houve uma perda de 20% e em fevereiro chegou a 28%. Para tentar driblar as dificuldades, o prefeito determinou que todas as secretarias economizem – até na água. Passeios públicos e fachadas de prédios da prefeitura não são mais lavados. A ordem agora é varrer e economizar água. O Executivo também cortou o investimento em festas, como foi o caso do carnaval, que este ano não foi realizado na cidade. Com a ação, a prefeitura economizou R$ 80 mil.

 

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