
Fortalecimento de relação Brasil-Portugal é tema de seminário
As relações entre Brasil e Portugal estão marcadas por uma forte intensificação dos contatos em vários domínios, proporcionando no âmbito acadêmico a base institucional para um numeroso conjunto de atividades que envolvem professores, pesquisadores e estudantes dos dois países.
Com base nesse entendimento, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil- Minas Gerais, promove nos dias 26 e 27 deste mês o VI Seminário Brasil Portugal Internacionalização de Empresas.
O evento, que oferece inscrições gratuitas, será realizado no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (campus Pampulha). Esta será a segunda vez que Belo Horizonte sedia o encontro.
De acordo com os promotores, por meio desse seminário, o objetivo é integrar organizações públicas e privadas, representações diplomáticas e universidades através de uma larga diversidade temática em um contexto de diferentes sensibilidades e interesses.
Ao mesmo tempo em que permite o aprofundamento do conhecimento recíproco em bases científicas, o seminário é também momento de encontro para interessados de diferentes áreas científicas no fortalecimento dos laços entre os dois países, de acordo com os organizadores do evento.
Programa Especial para a Copa do Mundo
Contagem regressiva para o grande lançamento do “Senac na Copa, Minas no Mundo”. O programa entra em campo amanhã, terça feira (17), às 19h30, no Ilustríssimo, em Belo Horizonte. Cerca de 500 convidados, entre autoridades, empresários e nomes de referência nos segmentos econômicos envolvidos e interessados na organização para a Copa do Mundo, estarão inseridos no grande plano de ação do Senac Minas para o maior evento de futebol do planeta.
Com foco na qualificação profissional, uma grande estrutura será montada para formar um time de campeões. O programa pretende, entre outros objetivos, oferecer soluções educacionais para atender à demanda de educação profissional do Estado, visando o desenvolvimento e a preparação dos vários segmentos econômicos para o evento.
A Copa do Mundo no Brasil será uma oportunidade de ouro e um grande desafio para o país e para Minas Gerais, um ciclo econômico de crescimento que começa agora e vai se estender por pelo menos mais oito anos. Mas, para que o Estado possa receber os visitantes com excelência e qualidade, é necessário que os profissionais mineiros estejam muito bem preparados.
Com atuação em diversos segmentos – desde a área de Hotelaria, Turismo, Comércio, Serviços, Gastronomia à Comunicação -, o Senac Minas apresenta o seu know-how em mais de 60 anos de referência em educação profissional. Junto a empresários, empresas e instituições, a estratégia é sensibilizá-los sobre a importância da organização e da preparação para sediar uma Copa do Mundo.
Taxa de desemprego da Grande BH cai
A taxa de desemprego na Grande Belo Horizonte voltou a apresentar queda em setembro, atigindo percentual de 10,4% da população economicamente ativa. Em agosto, a taxa havia ficado em 10,9%. Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Dieese e Fundação Seade, em setembro, foram criados 19 mil postos de trabalho na região.
A maior parte foi gerada no setor de serviços, com 22 mil novas ocupações; seguido pelo comércio, com 9 mil vagas; construção civil, 4 mil; e outros setores, com 2 mil novos postos. Já a indústria cortou 18 mil empregos entre agosto e setembro deste ano.
O setor privado, 11 mil novas vagas com carteira assinadas foram criadas contra 4 mil sem carteira. Já no setor público, houve acréscimo de 7 mil vagas. Entre os autônomos, foram registradas 8 mil novas ocupações, enquanto entre os empregados domésticos, houve corte de mil vagas.
Em agosto, o rendimento médio do trabalhador da Grande Belo Horizonte ficou relativamente estável em relação a julho, ficandoem R$ 1.222. Já a massa de rendimento real dos ocupados cresceu 1%.
Vagas de emprego temporário no comércio
Com a aproximação do fim do ano começam as contratações temporárias. Grande parte da oferta de vagas é destinada ao comércio. E muitas vezes não é necessário ter experiência.
Estatisticamente entre 10% e 25 % das pessoas que são contratadas ficam no emprego.
As vagas são disputadas tanto por jovens quanto por pessoas mais velhas que já se aposentaram do mercado de trabalho, mas precisam complementar a renda.
Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional, o vice-presidente de Relações Trabalhistas Sindicais da Associação Brasileira de Recursos Humanos, ABRH – Nacional, Carlos Pessoa, falou sobre os cuidados que os candidatos devem ter para garantir uma vaga temporária.
“A entrevista é fundamental, o candidato deve demonstrar interesse pelo trabalho.
Numa loja, por exemplo, o candidato deve mostrar que tem aptidão para vendas”, disse.
O vice-presidente da ABRH disse também que a experiência é uma vantagem na disputa por um emprego, mesmo temporário. Entretanto, a demanda por mão de obra faz com que as empresas deem chance também para os candidatos inexperientes.
“O que se observa mais, ainda nesta segunda-feira, é a experiência do candidato, mas nessa época de fim de ano aparecem oportunidades para quem não têm experiência, principalmente os jovens”.
Carlos ressaltou ainda que se o contratado tiver bom desempenho ele pode se tornar um empregado efetivo. “Tudo é importante nesse momento, é importante ele ser um bom funcionário, ter atitudes corretas. Essa é uma grande chance de seleção.
O empregado tem seis meses para mostrar serviço”.
As regras para os contratos temporários não são muito diferentes dos contratos efetivos.
A jornada de trabalho é em média de oito horas por dia, ou 44 horas semanais.
Os empregados têm todas as garantias trabalhistas, décimo terceiro e férias proporcionais e salários equivalentes ao dos empregados fixos.
Direitos regulamentados pela Lei 6.019, em vigor desde janeiro de 1974. Para as empresas, a vantagem está nos encargos sociais que são menores.
Reformas da Praça Raul Soares
Gostaria de opinar a reformas de Belo Horizonte na qual a praça Raul Soares foi reformada e quase nada mudou.
Cade os arquitetos modernos e paisagistas que estão sempre viajando para o Exterior e não fazem nada de diferente.
Pois igual aquela passarela da lagoinha ficou bonita mas poderiam ter la um locar de turismo como também em Curitiba no jardim Botânico.
Na Pampulha poderiam colocar barcos e comércio como também não entendi aquela praça de cimento que fizeram por la perto da lagoa sem nada.
Porque não colocam fontes diferentes como os da Europa ou nos EUA.
E um absurdo o governo injetando orçamento e ao invés dos arquitetos fazerem alguma coisa diferente em BH fica tudo a mesma coisa .
A praça da rodoviária como tem gente que admira.
Sei que Oscar e um grande arquiteto mas esta na hora de mudar aqui.
Agora o centro administrativo este sim ficou bonito moderno e diferente.
Ajudem a BH ficar mais bonito para copa ou sera que a única cidade do Estado do Brasil na qual não tem nada de turismo.
A torre na saída de Nova Lima realmente iria ficar bonito se fosse em outro local mais visível e aproveitavel para o turismo, Contudo isso deveriam tirar algum aproveito ou ideia na cidade de Curitiba pois,os ônibus e as praças são modernas e o paisagismo e maravilhoso.
Na Praça do Papa e no mirante estão abandonadas poderiam fazer também como algo parecido ou diferente como jardim Botânico também da cidade de Curitiba.
Não considero como critica mas realmente precisa de um toque porque as pessoas que passam pelo Rio ou outros Estados ficam decepcionados ao chegar e BH e com isso poderíamos promover mais o nosso turismo.
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Empresas apostam em Natal de boas vendas
O inverno só termina na semana que vem, mas o Natal parece já ter elevado a temperatura. Papai Noel vai usar o trenó para fazer uma ponte entre a indústria, o comércio e a casa dos consumidores e, desta forma, alavancar a produção e as vendas. Embalados pela recuperação da economia brasileira, o otimismo toma conta de setores como calçados, brinquedos, vestuário e alimentos.
A projeção é de ganhos de 30%, em média, maiores para o Natal deste ano, em comparação com igual data do ano passado.
O bom humor dos empresários valeu uma elevação de 6% no Índice Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas em agosto, quando o indicador atingiu o maior número de pontos dede setembro de 2008.
De olho no Dia das Crianças e no Natal, a fabricante de brinquedos Estrela investiu pesado.
O montante chega a R$ 15 milhões, usados pela empresa para a elaboração de 182 novos brinquedos e peças publicitárias que começam a rodar nos próximos meses.
A expectativa é de que mais de 8 milhões de brinquedos sejam comercializados. “Estamos muito otimistas. O Natal deste ano será bem melhor do que o de 2008”, acredita o diretor de marketing da Estrela, Aires Fernandes.
É de olho nesses consumidores mirins que a loja infantil PBKids espera aumentar as vendas em mais de 50%.
A expectativa é do gerente da loja do shopping Pátio Savassi, Cristiano Alexandre de Oliveira, que trabalha na rede há três anos. No mix de produtos, mais de 2 mil opções entre carrinhos, bonecas, bolas e jogos. “O Dia das Crianças vai nos dar uma noção exata de como será o Natal, mas estamos muito otimistas.
O público infantil é fiel e sempre quer algo novo que chame a atenção”, afirma.
Sacos de presentes bastante recheados também são a aposta dos lojistas mineiros do setor de calçados. Segundo o diretor da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Vitor Gomes Gontijo, as vendas das lojas mineiras que atuam no segmento devem ter um aumento de até 30%.
“Todos estão fazendo encomendas e acreditando em um Natal bem positivo, já que, no ano passado, em razão da crise financeira, as pessoas foram muito cautelosas nas compras”, disse.
Sapatos de couro, em especial os femininos, sempre mais cobiçados, conforme Gontijo, deverão liderar as vendas.
E as mulheres que querem garantir logo o presente de Natal não precisam esperar até o final do ano. “Muitos lançamentos já estão disponíveis”, adianta Gontijo. “As lojas estão no período de contratações temporárias e pedidos para reforçar o estoque, mas muito já pode ser encontrado”, diz o lojista, que é proprietário da rede Katuxa Calçados, com mais de 56 lojas espalhados por Minas e Vitória, no Espírito Santo.
Ao todo, são 900 funcionários, e a meta é reforçar o grupo em pelo menos 40% com contratação de quase 400 funcionários temporários. “Justamente por acreditar em um Natal muito bom é que vamos contratar ainda mais pessoas esse ano”.
Na rede de calçados Elmo, as vendas podem crescer até 50%. Pelo menos, esse é o sentimento de uma das lojas de Belo Horizonte, no Shopping Cidade.
De acordo com a sub-gerente Kezia Silva, os estoques estão reforçados e novos pedidos poderão ser feitos a qualquer momento. “Para dar conta do recado já estamos contratando os tradicionais temporários para se juntarem aos 12 profissionais que já trabalham aqui”. No ano passado, foram feitas 10 contratações de temporários na Elmo do Shopping Cidade. A expectativa para este ano é contratar pelo menos 15.
Comércio de Belo Horizonte supera a crise
Levantamento da Fecomércio comprova que o setor encerrou o primeiro semestre de 2009 com faturamento real 0,02% acima do patamar de 2008. Vendas do segmento automotivo são destaque.
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), realizada pelo Departamento de Economia da Fecomércio Minas, comprovou que o comércio da RMBH encerrou o primeiro semestre de 2009 com faturamento real 0,02% acima do patamar alcançado em igual semestre de 2008.
A Fecomércio destaca ser importante ressaltar que a base de comparação do 1º semestre de 2008 com o mesmo período de 2008 foi alta, quando o aumento foi 10,54% ante 2007. Frente a junho de 2008, a pesquisa apurou acréscimo real das vendas de 9,58%.
O indicador de tendência, comparativo dos faturamentos acumulados no período de 12 meses, atingiu taxas negativas de 0,34% em junho/09 contra 0,37% de maio/09, com ínfima melhora da tendência de declínio da curva.
Já na comparação com o mês de maio/09, as vendas reais acusaram expansão de 8,30%, com ajuste sazonal de 7,1%, mostrando um quadro favorável de vendas independente da força das datas comemorativas.
De acordo com a coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio Minas, Silvânia Araújo, os resultados de junho/2009 denotam um panorama positivo de vendas do comércio varejista, comparativamente ao ano passado, a despeito da heterogeneidade de desempenhos natural do setor.
“O comércio vem respondendo de forma positiva às medidas de incentivo ao consumo e, de certa forma, refletindo a gradual recuperação da confiança dos consumidores na economia”, ressalta.
Silvânia Araújo ainda explica que para o segundo semestre, tradicionalmente melhor período de vendas do varejo, o dinamismo da atividade será sustentado pelas datas comemorativas, tais como o Dia dos Pais, Dia das Crianças e o Natal.
“Mas para o movimento ser consistente será necessário empenho dos empresários no sentido de criar atributos de estímulos às compras, com foco principalmente na relação de custo e benefício”, completa.
Vendas do setor automotivo são destaque
O Comércio Automotivo registrou crescimento de 23,66% no faturamento real em junho/09 contra maio/09, fruto dos acréscimos observados pelos segmentos de concessionárias de veículos e de autopeças e acessórios, de 26,51% e 2,52%, respectivamente.
A prorrogação dos descontos de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), somado às campanhas publicitárias focadas no preço e no financiamento, colaboraram para movimentar os negócios.
No caso do setor de Autopeças e Acessórios, as vendas de produtos/acessórios automotivos, juntamente com as vendas de carros novos/usados, bem como as revisões necessárias para assegurar a integridade do veículo, podem ser consideradas as responsáveis pelos resultados do grupo.
Na comparação de junho/09 frente a junho/08, o aumento é ainda maior: o comércio automotivo registrou aumento de 35,91% nas vendas reais, justificado pelos crescimentos de 40,38% e 5,27% no faturamento real das concessionárias de veículos e das autopeças e acessórios, respectivamente.
Dia dos Pais em Belo Horizonte
O mercado aguarda por grandes vendas para o “Dia dos Pais”.
Segundo o economista da CDL/BH, Fernando Sasso, apesar de não estar entre as três melhores datas para o varejo, o Dia dos Pais figura como alternativa para os lojistas.
“É esperado melhor resultado para o setor de vestuário, mais precisamente moda masculina.
Mas os setores de calçados, perfumes e cosméticos, artigos esportivos, bebidas e tabacaria, além de eletroeletrônicos, terão crescimento significativo”.
As boas expectativas são consequência de medidas do governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), continuidade da queda na taxa básica de juros, controle da inflação e o alto do poder de compra dos trabalhadores.
O valor médio dos presentes para este ano, segundo 45,92% dos lojistas, ficará entre R$ 50,01 e R$ 100.
Para 26,53%, os consumidores gastarão de R$ 100,01 a R$ 250.
Na opinião de 18,37%, a média não deve ultrapassar R$ 50.
Apenas 5,1% acreditam que os clientes gastarão entre R$ 205,01 e R$ 500.
E 4,08% esperam vender presentes acima de R$ 500,01.
Seja qual for o valor, financeiro ou não, o importante é lembrar a data.
Fazer valer o dia.
Faça a sua parte, não precisa gastar nada, um abraço pode ser o melhor presente do mundo, se for verdadeiro!
Faremos aqui a nossa parte, deixando algumas dicas de onde comprar o presente, caso seja essa a sua proposta para o “Dia dos Pais”.
Entre roupas, perfumes, acessórios, eletrônicos…
Tem presente para todo tipo de pai, do mais conservador até o mais moderno.
Segue abaixo uma pequena lista com endereços dos principais shoppings de Belo Horizonte.
- BH Shopping
Endereço: BR 356, número 3.049
Bairro: Belvedere – Belo Horizonte
Telefone: 3228-4000
Site: www.bhshopping.com.br
- Minas Shopping
Endereço: Av. Cristiano Machado, 4.000
Bairro: União – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3429-3545
Site: www.minasshopping.com.br
- Shopping Cidade
Endereço: Rua Tupis, 337
Bairro: Centro – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3279-1200
Site: www.shoppingcidade.com.br
- Big Shopping
Endereço: Avenida João César de Oliveira, 1275
Bairro: Eldorado – Contagem
Telefone: (31) 33913300
Site: www.bigshopping.com.br
E se a pedida for um grande almoço com o “velho”, nada melhor, não é mesmo?
Segue a lista com alguns dos melhores restaurantes de Belo Horizonte.
Bom apetite!
Restaurantes
- Restaurante do Porto
Endereço: Rua Conselheiro Lafaiete, 2099
Bairro: Sagrada Família – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3482-9870
- Adega do Sul
Endereço: Avenida do Contorno 8.835
Bairro: Gutierrez – Belo Horizonte
Telefones: (31) 3292-6333
Site: www.adegadosul.com.br
- Porcão
Endereço: Av. Raja Gabaglia, 2985
Bairro: São Bento – BELO HORIZONTE
Telefones: (31) 3293-8787
Site: www.porcao.com.br
Comércio varejista de BH confia no segundo semestre
Apesar do fantasma do desemprego e do endividamento do consumidor, empresários acreditam em melhora do desempenho de vendas.
Os empresários do comércio varejista de Belo Horizonte estão confiantes na recuperação da economia e nos chamados efeitos sazonais que normalmente movimentam as vendas do comércio no segundo semestre.
A pesquisa “Sondagem de Opinião do Lojista – Expectativas para o Segundo Semestre de 2009”, realizada pelo Departamento de Economia da Fecomércio Minas, apurou que 80,4% dos entrevistados acreditam que as vendas do 2º semestre de 2009 irão superar as vendas realizadas no 1º semestre.
No calendário de negócios do comércio, a partir de agosto, a força de negócios se orienta para as festas de fim de ano devido ao comportamento pró-ativo da demanda, frente ao recebimento do décimo terceiro salário.
Para os empresários do comércio varejista, o grande pilar dinamizador dos negócios são as datas comemorativas, resposta citada por 21,5% dos entrevistados, que contam com a força comercial e emocional destas datas.
Os entrevistados também destacaram a melhor negociação com os fornecedores, que alcançou 15,8% e o crédito facilitado ao cliente, com 12,2% das respostas.
No cotidiano do comércio varejista, a inadimplência é o principal problema enfrentado, dado confirmado por 24,1% dos entrevistados.
Apesar do crédito facilitado ser uma das maiores alavancas propulsoras para os negócios, impõe risco à saúde econômico-financeira, devido a falta de educação financeira e de planejamento orçamentário.
A inadimplência acentuou-se nos últimos meses devido ao desemprego, fruto da crise econômica. Outros problemas citados foram os juros altos (16,5%), a carga fiscal (12,3%) e a concorrência informal (11,3%).
Do ponto de vista dos empresários, no momento atual, o comportamento dos consumidores é afetado pela piora da expectativa em relação ao comportamento do mercado de trabalho.
O medo do desemprego provocado pela crise financeira é o problema mais citado com 27% das respostas, e o que tem reduzido à disposição para o consumo.
Em seguida, os empresários citaram o endividamento elevado, com 19,8% das respostas; o descontrole financeiro, com 15,2%; e o peso dos impostos sobre a renda, com 13,5%.
Em relação aos efeitos da crise financeira mundial, segundo a sondagem, 48,6% consideram que a crise ainda não passou; 37,9% afirmaram que para seu negócio a crise já passou; e 13,6 responderam que não sentiram os efeitos da crise.
Os cinco sentidos do Mercado Central
Do lado de fora, o movimento das ruas contorna a construção. Dentro, cada corredor é também um trânsito contínuo de cheiros, sons, sabores, cores e texturas das mais diversificadas, misturando-se com os próprios transeuntes e frequentadores cativos do lugar, como o representante comercial Élson Amaral, 74 anos.
Sempre que pode, ele inclui o Mercado Central em sua trajetória pela cidade. “É uma espécie de cacoete”, como gosta de dizer. Assim como muitos outros clientes, Amaral também possui suas preferências.
Às terças-feiras, por exemplo, ele compra pão de centeio. Nos outros dias da semana, obedece aos desejos do paladar e não dispensa o pastel, a empadinha e, especialmente, a dobradinha.
Desde que ficou viúvo, passou a se interessar mais pela culinária e aprendeu a cozinhar. O lugar preferido para as compras é mesmo o Mercado Central, que, em 2009, comemora 80 anos de existência, com 400 lojas, que empregam diretamente 2.400 pessoas, além de 170 funcionários responsáveis pela administração e conservação do lugar.
Quando batizou o neto e quis fazer uma bacalhoada para comemorar a data, foi ali que Amaral comprou todos os ingredientes. O bacalhau foi adquirido na loja de Geraldo Campos, 75 anos, que desde 1950 faz parte da história do lugar.
Campos testemunhou uma época diferente, quando, dentro do próprio Mercado, passavam carroças e havia tantas pessoas que era quase impossível transitar pelo local. Eram 12 horas de trabalho diário e faltava tempo até para comer.
Ele lembra, por exemplo, que, para entregar uma marmita em outro ponto do Mercado, chegava a demorar uma hora, e que a presença de mulheres trabalhando no lugar era improvável, por causa do forte assédio dos homens.
Os tempos são outros. “Isso aqui para mim, hoje, é divertimento”, sintetiza. Trabalhando há quase 60 anos no Mercado, Campos diz que já se acostumou com o cheiro do lugar e, simplesmente, não sabe explicá-lo ou classificá-lo, embora tenha consciência da mistura que envolve o ambiente.
Enquanto a mãe escolhe o bacalhau, a artista plástica Rosângela de Carvalho, 60 anos, tenta explicar o grande encanto que sente pelo Mercado Central. Para ela, a diversidade apresentada ali encontra ressonância apenas com os famosos mercados característicos do Oriente Médio, fato que acredita ser justificado pela influência árabe em Belo Horizonte.
Ela salienta que um dos grandes atrativos encontrados no Mercado é a possibilidade de ter contato direto com a variedade de produtos ofertados, desde o artesanato aos animais, conseguindo se desvencilhar do “convívio mecanizado dos shoppings”.
Essa constatação leva a outra: a de que as pessoas estão perdendo o olfato e o tato por falta de uso, ideia que, por sua vez, comprova, para Rosângela, a importância do lugar. “Belo Horizonte sem o Mercado Central fica sem um pedaço da alma”, ratifica.
É possível encontrar de tudo um pouco
Os olhos dos visitantes que entram diariamente no Mercado Central se deparam com grande quantidade e variedade de produtos. Quem sobe a rampa de um dos acessos, a partir da Avenida Amazonas, encontra uma loja com queijos grandes, redondos e amarelos, os quais dividem a mesma bancada com exemplares de mel, goiabada cascão e geleia de mocotó.
O comércio ao lado, por sua vez, vende utensílios de cozinha, mas atende também quem procura por parafuso, interruptor, cavalinho de brinquedo e tripé de guardar bolsas.
O espaço da loja se amplia diante dos objetos pendurados até o teto e das prateleiras dispostas na frente do estabelecimento.
A advogada Mércia Andrade, 44 anos, tem o hábito de comprar doces no Mercado. A bancada de uma das lojas exibe grandes tachos com as mais diferentes cores e texturas: doce de leite caseiro, doce de figo com calda cristalizada e cocada branca.
“A gente come primeiro com os olhos”, revela Mércia. A diversidade apresentada pelo local chama a sua atenção. “Tem de tudo. Aqui tem peixe, ali tem carne. Aqui tem doce, ali pertinho tem animal, então, quem vem para cá já sabe que vai encontrar isso mesmo”, afirma.
Os sentidos que emergem em cada uma das lojas do Mercado são também um caminho para redescobertas de lembranças, que direcionam-se ao passado, em lampejos da memória. Conceição Araújo, 73 anos, é uma dessas pessoas que têm parte da sua história de vida vinculada ao Mercado Central.
Por isso, ela faz questão de visitar o lugar, que frequenta desde os 12 anos, para comprar produtos que poderiam ser encontrados em outros locais, como verduras e frutas.
Não é a única que vai ao Mercado Central em busca de recordações. Quando morava em uma fazenda, na cidade de Pompeu, no Oeste mineiro, a mãe de Inês Teodoro possuía um guarda-louça que continha uma galinha de vidro.
Aos 70 anos, passeando pelo Mercado Central, hábito que conserva desde os 31, Inês observou um objeto semelhante ao que sua mãe guardava. Não o comprou pelo preço, que ainda considera alto, mas não deve demorar a adquiri-lo. “Eu perguntei se não vinha uma menor e mais barata e o moço diz que vem. Se não vier, eu acabo pegando uma dessas mesmo”.
Contato muda percepção sobre o local
As impressões de Raquel Carneiro, 22 anos, vão além do movimento do Portão 1 do Mercado Central, localizado em frente à Avenida Augusto de Lima.
Desde novembro, ela passou a frequentar o local diariamente, trabalhando como estagiária no Posto de Informação da Belotur no Mercado Central. Antes da atual experiência, Raquel só havia visitado o endereço duas vezes, mas, agora, sente-se integrada à rotina.
“É bem alegre, bem movimentado. Não tem outro igual. O que eu gosto mesmo é das barracas que vendem a fruta pronta para comer”, destaca. Em frente a uma das lojas que oferecem frutas descascadas e geladas na hora, o representante farmacêutico Gleison de Miranda, 31 anos, conta que a qualidade dos produtos lhe chama mais a atenção. “A melancia parece que é mais doce. É um gosto diferente mesmo”, avalia.
Um passeio por um dos corredores revela uma parte com menor influência dos ruídos da rua, localizada abaixo da rampa do estacionamento, construída para dar acesso ao andar superior ao das lojas. “É um canto sem barulho do lado de fora.
Quando chove, a gente não escuta, só vê pelas pessoas chegando com sombrinha molhada”, afirma o engenheiro agrônomo Dazio Vilela Chaves, 61 anos, dono de uma loja de sementes, desde 1991.
O comerciante diz conhecer o perfil da maioria dos frequentadores de seu estabelecimento. Segundo ele, para os fregueses, a influência da visão interfere diretamente na escolha das sementes de flores das mais diversas cores, frutas e legumes variados, as quais ainda nem germinaram.
Quem procura alface, por exemplo, exige que a semente produza uma hortaliça tão bonita quanto a exibida na foto da embalagem. “O cliente vê o envelope e acha que vai colher igual. Para isso, é necessário uma boa adubação, plantio correto”, enfatiza Dazio.
A disposição de alguns bares também chama a atenção. Os atendentes não ficam somente atrás do balcão, mas em cima do mesmo, de onde convidam os clientes para o consumo de algum produto, por meio de assovio, mas valem gritos, simpatia e elogios também.
A balconista Kátia Gonçalves, 28 anos, diz que sua voz se tornou mais grave, pelo esforço que tem que fazer para ser ouvida por todos os clientes, durante os seis anos em que trabalha no lugar.
Ela revela ainda que, nos finais de semana, quando os bares ficam lotados, o barulho chega a atrapalhar a visão. “Você não tem noção, uns te chamam de lá e na mesma hora de cá. Quando você deita seu ouvido faz zuumm”, brinca.
A vida árabe influenciou a cultura não só do Mercado Central, mas também de outros pontos predominantemente comerciais de Belo Horizonte, como a Rua dos Caetés, onde há muitos sírio-libaneses. A comerciante Hana Ahmad Khowli afirma que não existe um país árabe que não tenha um mercado. “Chamamos de Mone”, diz a palestina Hana, há quase 30 anos no Mercado.
Foi no Mercado Central de Belo Horizonte que ela diz ter reencontrado parte de suas raízes. “Eu sinto que estou no meu pedaço, tenho uma lembrança muito grande da minha terra”, comenta ela, que destaca como um dos pratos tradicionais o fígado acebolado.
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