
Casos de dengue sobem em todo o país
O número de casos de dengue registrados no país este ano subiu 109% em relação ao ano passado.
Até o dia 13 de fevereiro, foram registrados 108.640 casos.
No mesmo período de 2009, haviam sido contabilizados 51.873 casos.
Cinco estados registram epidemia e concentram 71% dos casos da doença: Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Goiás e Mato Grosso. Cinco municípios registram 34% de todos os casos de dengue no País. São eles: Campo Grande (MS), com 12.712 casos; Goiânia (GO), com 12.316 casos; Rio Branco (AC), com 5.056 casos; Porto Velho (RO), com 3.412 casos; e Aparecida de Goiânia (GO), com 3.280 casos.
De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, Giovanini Coelho, o aumento de casos registrados neste ano está relacionado ao forte calor, ao alto volume de chuvas e ao crescimento da circulação do vírus dengue 1.
Existem quatro tipos de vírus de dengue – dengue 1, dengue 2, dengue 3 e dengue 4.
Quanto ao último (dengue 4), não há registro de circulação dele no Brasil.
Os demais, cada ano, há uma circulação maior de um dos tipos e o dengue 1 há muitos anos não circulava de forma tão intensa como a registrada neste ano.
Justamente por isso, há um número maior de pessoas suscetíveis ao vírus, que podem contrair a doença.
Outros Estados despertam preocupação do ministério.
Minas Gerais este ano notificou 15.626 casos nas primeiras seis semanas de 2010.
São Paulo apresentou 2.930 casos e o Distrito Federal, 1.167 casos.
Crescimento ordenado, BH terá novas regras para ocupação
No próximo mês, a Prefeitura de Belo Horizonte deve encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei com as propostas de alteração no Plano Diretor, na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e no Código de Posturas da cidade formuladas pela 3ª Conferência Municipal de Política Urbana, que reuniu 243 delegados, representantes dos segmentos popular, técnico e empresarial.
De acordo com o presidente da Comissão da Indústria da Construção da Fiemg (CIC-Fiemg), que representou a entidade nas discussões da conferência, Teodomiro Diniz Camargos, entre as principais mudanças propostas e com impacto direto no mercado imobiliário, estão medidas para conter o adensamento na capital, como a redução linear de 10% no coeficiente de aproveitamento (CA) dos terrenos, e a proibição de que as áreas de circulação verticais e horizontais, como escadas e hall, sejam descontadas do cálculo geral da área construída dos empreendimentos.
Diniz Camargos informa que, para compensar em parte tais restrições, o projeto de lei deve propor a introdução da outorga onerosa, mecanismo de controle de adensamento previsto no Estatuto das Cidades e já implementado em capitais como Goiânia e São Paulo.
O instrumento permite ao incorporador comprar da prefeitura a autorização para aumentar a área construída de seu empreendimento, em índices máximos entre 25% e 30% dos CAs dos terrenos.
Os recursos da outorga onerosa serão revertidos para o Fundo Municipal de Habitação, que financia os programas habitacionais do município destinados à população de baixa renda.
O projeto de lei também vai propor alteração no processo de licenciamento dos novos empreendimentos, observa o presidente da CIC-Fiemg, com a introdução do Estudo de Impacto de Vizinhança, em substituição ao Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para construções de até 20 mil metros quadrados.
“É um avanço importante. O Estudo de Impacto de Vizinhança é mais compatível com o meio urbano, porque leva em consideração outras variáveis, como trânsito e a questão ambiental.
Isso evita, por exemplo, que seja necessária a contratação de um biólogo para a avaliação do impacto de um empreendimento a ser erguido na Avenida do Contorno”, explica, ao lembrar que para o licenciamento de empreendimentos a partir de 20 mil m² de área construída a exigência de apresentação do EIA-Rima será mantida.
Vendas computadores seguem em expansão
A fábrica da Positivo Informática, em Curitiba, emprega cerca de 4,5 mil funcionários, divididos em três turnos de trabalho. São três linhas de montagem de computadores de mesa e três de notebook.
Por hora, cada montador fabrica em média quatro desktops ou três notebooks, que dão mais trabalho que os computadores de mesa. São despachadas da fábrica cerca de 8 mil máquinas por dia.
Para Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, maior fabricante de PCs do Brasil, a crise já ficou para trás.
“O mercado começa a crescer”, disse o executivo.
Ele afirmou que agosto foi o primeiro mês a registrar crescimento das vendas, levando-se em conta os mesmos clientes que haviam comprado da Positivo no mesmo mês de 2008. A alta foi de 2%.
“Os dois primeiros meses deste ano foram muito ruins”, explicou Rotenberg. “Em algumas semanas de janeiro, a queda havia sido de 30%.
Segundo Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data, o mercado de PCs tem melhorado mês a mês. “Julho foi o melhor mês do ano”, disse Rodrigues. “Ainda não fechei os números de agosto.
As vendas já estão se aproximando de 1 milhão de unidades por mês, como em 2008.” Apesar disso, 2009 ainda está abaixo do ano passado, mesmo nas comparações mensais.
Esta semana, a Positivo anunciou um aumento de sua capacidade produtiva até o fim deste ano, com investimento de R$ 10 milhões.
A capacidade de produção mensal de PCs será aumentada de 240 mil para 330 mil unidades, e a de placas-mãe, de 94 mil para 127 mil.
A crise e o mercado em TI
A crise tem afetado muito para uns, mas para outros nada mudou. O fato é que o mercado de TI deu uma mudada nesses últimos meses. Microsoft entre outras grandes demitiram seus funcionários. Empresários prevendo queda do crescimento e faturamento de suas empresas e por ai vai.
Pode ser que para você, sim, você mesmo sentado na sua mesa de trabalho lendo este post, nada tenha mudado na sua vida. Você continua recebendo em dia, pagando seu carnê das Casas Bahia, saindo com os amigos etc.
Como a crise está mais feia lá fora, muitas empresas perderam projetos e clientes no exterior. Aqui no Brasil, aquelas que vivem do mercado interno, não sentiram seus efeitos.
Outras acabam aproveitando do momento oportuno para levar vantagem em algumas situações. Salários congelados e contratações abaixo da média de mercado são só algumas dessas “vantagens”. Com uma “mãozinha da marolinha” tudo fica mais fácil, não é mesmo!?
Como nosso amigo Diego Nunes disse em seu post Evolução da carreira em TI, o profissional tem de passar da figura de um mero empregado, para um colaborador. Tá mais do que certo! Se o mercado evolui, tecnologia evolui, o profissional também tem que seguir o bonde…
Mas o que vemos hoje são exigências absurdas de algumas corporações, que o profissional tem que passar de um colaborador para um “Expert Colaborator nível JEDI”. Nesses tempos de crise, isso fica mais evidente.
Dia dos Pais em Belo Horizonte
O mercado aguarda por grandes vendas para o “Dia dos Pais”.
Segundo o economista da CDL/BH, Fernando Sasso, apesar de não estar entre as três melhores datas para o varejo, o Dia dos Pais figura como alternativa para os lojistas.
“É esperado melhor resultado para o setor de vestuário, mais precisamente moda masculina.
Mas os setores de calçados, perfumes e cosméticos, artigos esportivos, bebidas e tabacaria, além de eletroeletrônicos, terão crescimento significativo”.
As boas expectativas são consequência de medidas do governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), continuidade da queda na taxa básica de juros, controle da inflação e o alto do poder de compra dos trabalhadores.
O valor médio dos presentes para este ano, segundo 45,92% dos lojistas, ficará entre R$ 50,01 e R$ 100.
Para 26,53%, os consumidores gastarão de R$ 100,01 a R$ 250.
Na opinião de 18,37%, a média não deve ultrapassar R$ 50.
Apenas 5,1% acreditam que os clientes gastarão entre R$ 205,01 e R$ 500.
E 4,08% esperam vender presentes acima de R$ 500,01.
Seja qual for o valor, financeiro ou não, o importante é lembrar a data.
Fazer valer o dia.
Faça a sua parte, não precisa gastar nada, um abraço pode ser o melhor presente do mundo, se for verdadeiro!
Faremos aqui a nossa parte, deixando algumas dicas de onde comprar o presente, caso seja essa a sua proposta para o “Dia dos Pais”.
Entre roupas, perfumes, acessórios, eletrônicos…
Tem presente para todo tipo de pai, do mais conservador até o mais moderno.
Segue abaixo uma pequena lista com endereços dos principais shoppings de Belo Horizonte.
- BH Shopping
Endereço: BR 356, número 3.049
Bairro: Belvedere – Belo Horizonte
Telefone: 3228-4000
Site: www.bhshopping.com.br
- Minas Shopping
Endereço: Av. Cristiano Machado, 4.000
Bairro: União – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3429-3545
Site: www.minasshopping.com.br
- Shopping Cidade
Endereço: Rua Tupis, 337
Bairro: Centro – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3279-1200
Site: www.shoppingcidade.com.br
- Big Shopping
Endereço: Avenida João César de Oliveira, 1275
Bairro: Eldorado – Contagem
Telefone: (31) 33913300
Site: www.bigshopping.com.br
E se a pedida for um grande almoço com o “velho”, nada melhor, não é mesmo?
Segue a lista com alguns dos melhores restaurantes de Belo Horizonte.
Bom apetite!
Restaurantes
- Restaurante do Porto
Endereço: Rua Conselheiro Lafaiete, 2099
Bairro: Sagrada Família – Belo Horizonte
Telefone: (31) 3482-9870
- Adega do Sul
Endereço: Avenida do Contorno 8.835
Bairro: Gutierrez – Belo Horizonte
Telefones: (31) 3292-6333
Site: www.adegadosul.com.br
- Porcão
Endereço: Av. Raja Gabaglia, 2985
Bairro: São Bento – BELO HORIZONTE
Telefones: (31) 3293-8787
Site: www.porcao.com.br
Os maiores Shoppings de BH juntos na Liquidação do Lápis Vermelho
O BH Shopping, o DiamondMall e o Pátio Savassi promovem simultaneamente a tradicional Liquidação do Lápis Vermelho, entre os dias 30 de julho e 02 de agosto, com descontos de até 70%.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, o BH Shopping tem expectativa de crescimento em vendas de 15% e 4% no fluxo, já o DiamondMall aposta num crescimento de 11% nas vendas e o Pátio Savassi, o crescimento esperado é de 12% em vendas e 5% no fluxo.
O investimento dos shoppings foi de aproximadamente meio milhão de reais na promoção.
Ciente da importância da comunicação no ponto de venda e para estimular ainda mais os lojistas, o BH Shopping, o DiamondMall e o Pátio Savassi estão distribuindo o kit-lojista com material de merchandising para “vestir” as lojas de lápis vermelho: camisetas, etiquetas de preço, aventais, bandanas e até balões para criar uma ambientação exclusiva para a data.
A decoração do mall e das lojas é fundamental para a criação de um clima único de liquidação, impactando significativamente na decisão de compra do consumidor.
Segundo a gerente de marketing do BH Shopping, Lívia Paolucci, um concurso interno, realizado em cada um dos shoppings da Multiplan, premiará a melhor vitrine com cinco iPods para distribuir com a equipe da loja. Além disso, a loja vencedora ainda concorrerá nacionalmente a cinco TVs de LCD para a equipe.
“A Liquidação do Lápis Vermelho é identificada por nossos clientes como um período de preços baixos, com promoções consistentes.
Esta é uma ótima oportunidade para a compra de roupas e acessórios da estação atual com preços muito atraentes, além, é claro, de produtos de outros segmentos que também participam do evento” afirma a gerente de marketing do DiamondMall, Flávia Louzada.
“Nossa expectativa com relação à promoção é bastante positiva”, destaca Rejane Duarte, gerente de Marketing do Pátio Savassi.
Ainda segundo as gerentes dos shoppings, hoje o que dita o movimento de liquidação é o São Paulo Fashion Week, principal lançador de tendência.
Ele dita o calendário das liquidações, pois a partir de seu encerramento as lojas começam a se preparar para a nova coleção, trocando os estoques antigos pelos lançamentos.
É uma necessidade de calendário e um movimento para estar sempre à frente das necessidades dos consumidores, que buscam cada vez mais novidades e informações atualizadas de moda e tendência.
A campanha, criada pela TOM Comunicação, prevê mídia impressa, rádio, internet e comunicação nos malls.
Com o slogan “As melhores ofertas na ponta do lápis”, a campanha utiliza o ícone do lápis vermelho para falar da liquidação.
A partir do dia 30 de julho, as principais ofertas estarão em destaque no www.liquidacaolapisvermelho.com.br.
Histórico
A “Liquidação do Lápis Vermelho” foi realizada pela primeira vez em 1981, no BH Shopping (MG), no RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto (SP) e no BarraShoping (RJ) – primeiros shoppings da Multiplan.
Na época os publicitários Rogério Steinberg e Armando Strozenberg, sócios da extinta agência Estrutural, criaram a primeira campanha para a Liquidação na qual a grande estrela era o personagem “Lápis Vermelho”, um boneco em desenho animado em formato de lápis de cor.
Essa imagem foi utilizada durante toda a década de 80 e início da década de 90.
Diversas campanhas foram criadas pelas agências que atendiam aos shoppings da Multiplan até o início dos anos 2000.
Ano passado, a Liquidação foi realizada pela primeira vez simultaneamente em todos os shoppings da empresa.
O sucesso das duas edições (verão e inverno) fez a empresa retomar o formato, que será adotado de agora em diante.
“A consolidação das datas de varejo se dá através da continuidade e da repetição do período da promoção ao longo dos anos”, reforça Eduardo Novaes, superintendente da Multiplan.
Prorrogação da redução do IPI
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje (25/06) que o governo deverá decidir na próxima semana sobre uma eventual prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os automóveis.
“Só na próxima semana decidiremos sobre essa eventual prorrogação e também sobre outras reduções de IPI”, disse o ministro, após deixar a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a empresária Luiza Trajano, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) e do Magazine Luiza.
A redução de IPI dos automóveis termina na terça-feira da semana que vem (dia 30). Luiza e outros dirigentes do IDV estiveram com o presidente Lula para tentar convencê-lo a prorrogar a redução do IPI sobre produtos de linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras).
O governo reduziu de 15% para 5% o IPI para as geladeiras e de 20% para 10% o imposto sobre as máquinas de lavar. Também houve reduções para fogões e tanquinhos. O benefício, porém, está programado para terminar no dia 17 de julho.
“A gente veio mostrar que a redução do imposto não atrapalhou a arrecadação, aumentou as vendas e nós repassamos a redução para o preço cobrado na ponta”, disse Luiza. Segundo ela, o presidente gostou dos dados apresentados, foi receptivo, mas não antecipou a decisão do governo.
Os varejistas mostraram a Lula que no mês passado houve um crescimento de 20% a 25% nas vendas da chamada linha branca e que no mesmo mês a indústria do setor gerou mais de 300 novos empregos.
Miguel Jorge disse que os números mostram que há possibilidade de “avaliar com carinho” a prorrogação do IPI para a linha branca.
Com relação aos automóveis, cujo fim do benefício está mais o próximo, o ministro disse que deve haver uma definição nas próximas horas para que a decisão seja anunciada na próxima semana.
Imposto de Renda Acima da expectativa
A Secretaria da Receita Federal informou esta segunda-feira que recebeu aproximadamente 25,566 milhões de declarações de ajuste do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2009 (ano-base 2008), até o encerramento do prazo, que foi à meia-noite da quinta-feira da semana passada (dia 30 de abril).
O coordenador nacional do programa do IRPF, Joaquim Adir, disse que esse número superou, pela primeira vez nos últimos anos, a expectativa inicial da Receita, que era de receber 25 milhões de declarações até o prazo final.
Na comparação com o número de declarações entregues dentro do prazo em 2008, houve um crescimento de 5,3% já que, até 30 de abril do ano passado, foram entregues 24,3 milhões de declarações.
Por causa disso, Adir afirmou que a expectativa é que este ano haja um número menor de declarações entregues em atraso. A Receita espera que pelo menos 500 mil documentos sejam entregues após o prazo final, enquanto, em 2008, esse número foi em torno de um milhão de declarações.
“Houve uma grande divulgação, que na nossa avaliação superou a divulgação de muitos outros anos, e isso de alguma forma estimulou as pessoas a entregarem no prazo”, afirmou Adir.
No entanto, quase seis milhões de pessoas deixaram para entregar a declaração nos dois últimos dias de prazo (dias 29 e 30 de abril).
Segundo Adir, 2,954 milhões de documentos chegaram à Receita no penúltimo dia, quando foi registrado o maior número de entregas de todo o período de recebimento da declaração. No último dia, até a meia-noite, foram entregues 2,922 milhões.
O coordenador do programa da Receita informou ainda que, para quem entregar a declaração em atraso, a multa mínima é de R$ 165,74 e pode chegar a até 20% do imposto devido.
Quem for entregar a declaração original a partir desta segunda ou uma retificadora terá de baixar novamente a versão do programa da Receita Federal na internet (www.receita.fazenda.gov.br).
Desemprego sobe em regiões metropolitanas
A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese aumentou de 13,9% em fevereiro para 15,1% em março, segundo dados divulgados hoje.
Embora o crescimento do desemprego seja um comportamento usual para meses de março, a intensidade verificada no mês passado foi a maior para meses de março em toda a série da pesquisa, iniciada em 1998.
O contingente de desempregados aumentou em 254 mil pessoas em março, para 3,01 milhões de pessoas. A taxa de desemprego estava em 15% em igual mês do ano passado.
A pesquisa é realizada nas regiões metropolitanas das seguintes capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal.
O rendimento médio real dos ocupados nessas regiões aumentou 1% em fevereiro ante janeiro e 4% ante fevereiro de 2008, para R$ 1.208. Para este dado, a variação de fevereiro é a mais atualizada da pesquisa.
Setores
A exemplo do que ocorreu em São Paulo, a perda de emprego no mês de março foi liderada pelo comércio, que substituiu a indústria no primeiro lugar em demissões. O comércio nas seis regiões demitiu 145 mil pessoas em março, enquanto a indústria dispensou 30 mil.
Confiança do consumidor começa a melhorar
A população da capital mineira continua pessimista em relação à economia brasileira e suas próprias finanças. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICCBH), que fechou abril em 48,74 pontos. A avaliação é considerada otimista quando ultrapassa os 50 pontos. O indicador, no entanto, apresentou o primeiro crescimento no ano (0,43%), na comparação com o mês anterior, após registrar três quedas consecutivas. A pretensão de compra também teve alta (1,96%), às vésperas do Dia das Mães. Já o acumulado de 2009 ainda apresenta retração de 4,26%.
Para a coordenadora do Departamento de Economia da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), Silvânia Araújo, os números retratam a atual situação do mercado. “A avaliação feita pelas pessoas da economia brasileira continua negativa (-2,85%), contaminada pelas notícias e impactos da crise mundial. Mas o positivo é que houve melhora na avaliação da situação financeira das famílias (1,16%), o que é importante neste momento”, ressalta.
Para a economista, a inflação sob controle e a melhoria do emprego, sobretudo na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foram fatores fundamentais para essa reação nas expectativas captadas pelo ICC em abril. “Não houve uma corrosão tão forte do poder aquisitivo no último mês. E a RMBH foi a única que teve queda do desemprego, segundo as últimas pesquisas”, argumenta Silvânia. Tudo isso, de acordo com ela, contribuiu para um crescimento também das pretensões de compra, nesse período que antecede o Dia das Mães, considerada a segunda melhor data para o comércio.
Esse indicador obteve uma avaliação de 60,34 pontos pelos consumidores, acréscimo de 1,96%, na comparação com março. “Foi a maior variação do ano e reflete também as medidas de estímulo ao consumo (redução do IPI para eletrodomésticos, automóvel e construção, principalmente) e as condições de crédito, que estão melhores novamente”, conclui.
Silvânia comenta que a preocupação com relação ao ICC foi a queda no indicador de pontualidade de pagamento (-0,22%). “Principalmente pelo fato de sua composição estar, em grande parte, no cartão de crédito, que tem um dos mais altos juros do mercado. É preciso ficar atento a isso”, complementa.
Presente das mães será de até R$ 100
Entretanto, um levantamento realizado, entre os dias 13 e 22 de abril, pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), revela que os consumidores também não querem se endividar. Quase 76% dos entrevistados afirmaram que não gastarão mais que R$ 100 com as compras. Em 2008, 41,52% responderam que iriam gastar entre R$ 101 e R$ 250 com o presente. “O tíquete irá cair neste ano, como já era esperado pelos lojistas que participaram de uma pesquisa anterior. As pessoas querem pagar à vista (48,75%) e gastar apenas o dinheiro que têm à mão”, afirma o presidente da CDL/BH, Roberto Alfeu.
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