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Taxa de desemprego da Grande BH cai


A taxa de desemprego na Grande Belo Horizonte voltou a apresentar queda em setembro, atigindo percentual de 10,4% da população economicamente ativa. Em agosto, a taxa havia ficado em 10,9%. Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Dieese e Fundação Seade, em setembro, foram criados 19 mil postos de trabalho na região.

A maior parte foi gerada no setor de serviços, com 22 mil novas ocupações; seguido pelo comércio, com 9 mil vagas; construção civil, 4 mil; e outros setores, com 2 mil novos postos. Já a indústria cortou 18 mil empregos entre agosto e setembro deste ano.

O setor privado, 11 mil novas vagas com carteira assinadas foram criadas contra 4 mil sem carteira. Já no setor público, houve acréscimo de 7 mil vagas. Entre os autônomos, foram registradas 8 mil novas ocupações, enquanto entre os empregados domésticos, houve corte de mil vagas.

Em agosto, o rendimento médio do trabalhador da Grande Belo Horizonte ficou relativamente estável em relação a julho, ficandoem R$ 1.222. Já a massa de rendimento real dos ocupados cresceu 1%.


Taxa de desemprego cai após meses sem redução


O nível de ocupação cresceu 0,4%, completando o terceiro mês consecutivo de alta

Após cinco meses sem redução, a taxa de desemprego caiu de 15,3% para 14,8% da População Economicamente Ativa (PEA) em junho em cinco regiões metropolitanas e no Distrito Federal, segundo pesquisa do Dieese/Seade.

O contingente de pessoas desempregadas nas regiões pesquisadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) ficou em 2,984 milhões de pessoas, 112 mil pessoas a menos do que o registrado em maio.

O nível de ocupação cresceu 0,4%, completando o terceiro mês consecutivo de alta. Este percentual representa a criação de 75 mil postos de trabalho.

A pesquisa mostra que todas as regiões apresentaram queda no desemprego, à exceção de Belo Horizonte, onde a taxa manteve-se estável em 11%.

A maior redução foi observada em Recife (passou de 20,4% para 19,4%), seguida por Porto Alegre (passou de 12,6% para 12%), Distrito Federal (passou de 17% para 16,4%), Salvador (21,6% para 21,3%) e São Paulo (14,8% para 14,2%).

Entre os setores, o nível de ocupação expandiu-se 3% no comércio e 0,2% em serviços, mas caiu 1% na indústria e 0,9% na construção civil.

O rendimento médio em maio para os trabalhadores com ou sem carteira assinada caiu 1,2%, para R$ 1.199, enquanto para os assalariados recuou 1,2%, para R$ 1.276.


PSIU da Praça Sete fechado para reforma, onde ir?


Atendendo a muitos pedidos e reclamações, conseguimos algumas informações bastante importantes para a população de Belo Horizonte.

 

Muitas pessoas não sabem onde ir, para solucionar questões de “Onde fazer minha Carteira de Identidade?”, “Onde tirar segunda via da carteira de identidade?”, “Atestado de Antecedentes Criminais?”.
Entre outras questões.

 

Para isso consultamos o portal do governo de Minas Gerais e conseguimos informações sobre onde as pessoas devem procurar a solução para essas e outras questões que antes eram resolvidas no “Psiu da Praça 7″.

 

 

Veja os locais de atendimento:

 

SINE: Seguro Desemprego e Intermediação de Mão de Obra

 

Barro Preto: 3299-9200-Av. Augusto de Lima, 2094 – Barro Preto – 7 às 18 h – 2ª a 6ª

 

CAADE: 3292-7754 Rua da Bahia, 2200 – Lourdes – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Câmara Municipal: 3555-1276 Av. dos Andradas, 3100 – Santa Efigênia-8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Floresta: 3489-4400 – Av. Flávio dos Santos, 325 – Floresta – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Gameleira: 3332-2891 – R. Cândido de Souza, 510 – Nova Cintra – 7 às 17 h – 2ª a 5ª 7 às 16h – 6 ª

 

Vetor Norte: 3455-3778 R. José Maria Alckmin, 1276 – Serra Verde – 7 às 16 h – 2ª a 6ª

 

IIMG: Carteira de Identidade e Atestado de Antecedentes Criminais

 

Inst. Identificação: 3330-1831 Av. Augusto de Lima, 1.833 – Barro Preto – 7 às 19 h – 2ª a 6ª

 

Rodoviária Centro – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Banco do Povo  – Central de Certidões – DETRAN -Juizado de Conciliação – PROCON – SEF

 

Banco do Povo: 3282-8311 R. Grão Mogol, 650 – Sion – 9 às 18 h – 2ª a 6ª

 

Central de Certidões: 3272-7178 R. Caetés, 422 – Centro – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Detran: Av. João Pinheiro, 417 – Lourdes – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Detran: (entrega de CNH) Av. Santos Dumont, 308 – Centro – 8 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Juizado Conciliação: 3222-3076 Av. Augusto de Lima, 233 – Sala 17 – Centro – 13 às 17 h – 2ª a 6ª

 

Procon: 3253-5500 R. Curitiba, 2.002 – Lourdes – 7:30 às 18 h – 2ª a 6ª

 

Sec. Est. Fazenda: 3270-6824 R. Rio de Janeiro, 341 – Centro – 9 às 17 h – 2ª a 6ª

 

 

Para mais informações:


E-mail: psiubhz@planejamento.mg.gov.br
Site: Portal do Governo de Minas Gerais


Comércio varejista de BH confia no segundo semestre


Apesar do fantasma do desemprego e do endividamento do consumidor, empresários acreditam em melhora do desempenho de vendas.

Os empresários do comércio varejista de Belo Horizonte estão confiantes na recuperação da economia e nos chamados efeitos sazonais que normalmente movimentam as vendas do comércio no segundo semestre.

A pesquisa “Sondagem de Opinião do Lojista – Expectativas para o Segundo Semestre de 2009”, realizada pelo Departamento de Economia da Fecomércio Minas, apurou que 80,4% dos entrevistados acreditam que as vendas do 2º semestre de 2009 irão superar as vendas realizadas no 1º semestre.

No calendário de negócios do comércio, a partir de agosto, a força de negócios se orienta para as festas de fim de ano devido ao comportamento pró-ativo da demanda, frente ao recebimento do décimo terceiro salário.

Para os empresários do comércio varejista, o grande pilar dinamizador dos negócios são as datas comemorativas, resposta citada por 21,5% dos entrevistados, que contam com a força comercial e emocional destas datas.

Os entrevistados também destacaram a melhor negociação com os fornecedores, que alcançou 15,8% e o crédito facilitado ao cliente, com 12,2% das respostas.

No cotidiano do comércio varejista, a inadimplência é o principal problema enfrentado, dado confirmado por 24,1% dos entrevistados.

Apesar do crédito facilitado ser uma das maiores alavancas propulsoras para os negócios, impõe risco à saúde econômico-financeira, devido a falta de educação financeira e de planejamento orçamentário.

A inadimplência acentuou-se nos últimos meses devido ao desemprego, fruto da crise econômica. Outros problemas citados foram os juros altos (16,5%), a carga fiscal (12,3%) e a concorrência informal (11,3%).

Do ponto de vista dos empresários, no momento atual, o comportamento dos consumidores é afetado pela piora da expectativa em relação ao comportamento do mercado de trabalho.

O medo do desemprego provocado pela crise financeira é o problema mais citado com 27% das respostas, e o que tem reduzido à disposição para o consumo.

Em seguida, os empresários citaram o endividamento elevado, com 19,8% das respostas; o descontrole financeiro, com 15,2%; e o peso dos impostos sobre a renda, com 13,5%.

Em relação aos efeitos da crise financeira mundial, segundo a sondagem, 48,6% consideram que a crise ainda não passou; 37,9% afirmaram que para seu negócio a crise já passou; e 13,6 responderam que não sentiram os efeitos da crise.


Em defesa ao “emprego verde” e da proteção ao trabalhador


Genebra (Suíça) – A pauta de recomendações definida nesta semana pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) – em meio à 92ª Conferência Internacional do Trabalho – deverá estimular a criação de políticas anticíclicas de estímulo ao crescimento e também o fortalecimento de redes de proteção social ao trabalhador afetado pela crise financeira.

 A expectativa é da representante da OIT no Brasil, Laís Abramo.

 

Estão reunidos em Genebra, cidade sede de inúmeras entidades internacionais, cerca de 4 mil representantes de governos, de trabalhadores e de empresários em busca de respostas para o impacto da crise financeira sobre a empregabilidade.

 O objetivo é discutir meios de proteger trabalhadores, famílias e empresas afetadas pela instabilidade econômica.

 

Dentre as estratégias a serem consideradas pelos países membros da organização em tempos de instabilidade econômica, Laís citou investimentos em seguro-desemprego, políticas de salário mínimo e programas de transferência de renda.

 

Para ela, que acompanhou o desenrolar das discussões desde a abertura do encontro, no último dia 3, o documento final deverá destacar ainda “uma atenção redobrada” aos direitos humanos no âmbito do trabalho, de modo a coibir ou pelo menos reduzir os índices de trabalho infantil e de trabalho forçado e degradante.

 

Outro ponto que, segundo Laís, será abordado pelo relatório da OIT trata da “preocupação ambiental” por meio de estímulo aos chamados “empregos verdes”.

Ela acredita que esta pode ser parte da resposta aos reflexos da crise – desde que acompanhada de mecanismos de diálogo social entre governo, empregadores e trabalhadores.

 

Sobre os temas de maior destaque na conferência – HIV/aids e igualdade de gênero no universo do trabalho – Laís considerou as discussões “fundamentais”, uma vez que o local de trabalho deve funcionar como um ambiente de divulgação e de prevenção.

 “O problema da discriminação por HIV/aids pode ser tão grave quanto a própria doença. Já a igualdade de gênero é um tema transversal, fundamental em uma agenda do trabalho decente”, disse.

 

Ao comentar o cenário apresentado pela América Latina, ela ressaltou também a discussão sobre trabalho e família por meio da ideia – voltada, sobretudo, para o empregador – de como agir com responsabilidade social.

 “A crise é um problema que afeta as condições de trabalho, e a OIT vem dizendo que, além de manter os níveis de emprego e desemprego, é fundamental manter a preocupação com a qualidade do trabalho e evitar o processo de precarização.”


Procurando Emprego? Vá Para Belo Horizonte


Depois de sentir o pesado baque da crise financeira internacional, o mercado de trabalho em Belo Horizonte e cercanias mostra sinais claros de que está em plena recuperação.

 

Mesmo durante os momentos mais críticos da crise, o setor responsável pela prestação de serviços na Grande Belo Horizonte não se ressentiu da diminuição dos postos de trabalho e vem se mantendo, ainda hoje, como principal mola propulsora da empregabilidade do morador da cidade e de suas redondezas.

 

O aquecimento de setores-chave na cadeia produtiva de Belo Horizonte como a construção civil e os inúmeros novos empreendimentos que estão sendo levados a cabo na cidade, fazem do mercado de trabalho na cidade uma fonte de boas surpresas para o trabalhador que, por um motivo ou outro, se viu afetado pelos reflexos da crise econômica mundial.

 

Muitos trabalhadores que sobreviviam na base dos famosos “bicos”; estão encontrando colocação em vagas de trabalho legalizada e com plenas garantias trabalhistas no setor da construção civil e no setor de serviços de Belo Horizonte.

 

O Sine – Sistema Nacional de Empregos – de Belo Horizonte vem oferecendo um grande número de vagas que, mesmo ainda aquém do total de colocações que foram perdidas durante os piores momentos da crise, já mostram claramente que a economia local vem se recuperando a passos largos.

 

Os setores mais prejudicados, na grande Belo Horizonte, são as áreas do mercado de trabalho ligadas às atividades industriais e de transformação.

Essa queda acentuada só não foi pior porque as áreas de construção civil, comércio e a prestação de serviços conseguiram absorver uma grande porcentagem de pessoas que perderam os seus empregos e de novos profissionais que chegaram ao mercado de trabalho mineiro.

 

Um setor da área de serviços que vem se expandindo na capital mineira é o de TI. Os profissionais ligados às áreas de tecnologia da informação estão sendo disputados quase diretamente de dentro das salas de aula.

Quando não por empresas locais. Por empresas oriundas de outras cidades ou de outros estados.

Com uma demanda reprimida por profissionais qualificados, a área de TI vem sendo uma importante alavanca de sucesso para os profissionais mais bem preparados.

 

No setor do comércio, a maioria dos empresários vem contratando e pretende continuar investindo em mão-de-obra durante todo o ano de 2009.

Sem sombra de dúvidas, esse investimento é uma importante sinalização para profissionais que tenham nível médio para o preenchimento de cargos de caixas, balconistas, atendentes, vendedores e todas as profissões que têm, no comércio, a sua principal casa.

 

É importante ressaltar que se o governo continuar com a sua correta política de desoneração da produção, através da redução progressiva e localizada de impostos, esses valores seguramente retornarão para a economia na forma de geração de novos postos de mais consumo,

investimentos e consequentemente de novos postos de trabalho; restabelecendo o círculo virtuoso que foi interrompido pelo início da crise financeira internacional e pelo pessimismo exagerado que se abateu sobre o mercado produtivo brasileiro ao final do ano passado.

 


Desemprego sobe em regiões metropolitanas


A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese aumentou de 13,9% em fevereiro para 15,1% em março, segundo dados divulgados hoje.

Embora o crescimento do desemprego seja um comportamento usual para meses de março, a intensidade verificada no mês passado foi a maior para meses de março em toda a série da pesquisa, iniciada em 1998.

 

O contingente de desempregados aumentou em 254 mil pessoas em março, para 3,01 milhões de pessoas. A taxa de desemprego estava em 15% em igual mês do ano passado.

A pesquisa é realizada nas regiões metropolitanas das seguintes capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal.

 

O rendimento médio real dos ocupados nessas regiões aumentou 1% em fevereiro ante janeiro e 4% ante fevereiro de 2008, para R$ 1.208. Para este dado, a variação de fevereiro é a mais atualizada da pesquisa.

 

Setores

A exemplo do que ocorreu em São Paulo, a perda de emprego no mês de março foi liderada pelo comércio, que substituiu a indústria no primeiro lugar em demissões. O comércio nas seis regiões demitiu 145 mil pessoas em março, enquanto a indústria dispensou 30 mil.


Mantega pede rapidez para controlar a crise


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou a necessidade de se “avançar mais rápido de anúncios para atitudes”. Em discurso feito no Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), o ministro advertiu que “a falta de ação pode conduzir a uma recessão prolongada”.

 

De acordo com o ministro, uma ação rápida é necessária para “restaurar a confiança” e tornar a impulsionar o crescimento. O IMFC, órgão que estabelece as estratégias do Fundo Monetário Internacional, é composto por 24 membros, que representam os 185 membros do FMI.

 

O ministro reconhece que a crise se espalhou para o restante do mundo, mas pondera que, apesar das projeções sombrias para os PIBs das diversas economias, “é justo” dizer que há sinais iniciais de melhora.

No entanto, ele cita que os países desenvolvidos experimentam uma “desaceleração severa do crescimento com desemprego crescente e subemprego”.

 

“Entre os maiores mercados emergentes, China, Índia e Brasil ainda têm indicadores econômicos relativamente favoráveis em 2009, embora menos favorável do que nos anos anteriores”.

 

No entanto, disse o ministro no discurso para seus pares no IMFC, “no mundo desenvolvido, a perspectiva é ainda pior. O PIB vai se contrair acentuadamente”. Mantega ressalvou, no entanto, que também entre os desenvolvidos há sinais de que uma “recuperação pode ter começado”.

 

A melhora, avalia Mantega, deve estar ligada aos esforços de larga escala que os governos e os bancos centrais estão adotando “para reagir às forças da recessão”. O ministro acredita, porém, que em alguns países as medidas anticrise estão abaixo do necessário.

 

É por isso, que, durante o discurso, destacou a necessidade de que os países se movam de maneira mais rápida das palavras para ações.

 

O ministro ainda saudou o reconhecimento do FMI que países possam ter de nacionalizar temporariamente instituições financeiras se o objetivo for que a crise seja superada.

 

“Nosso principal objetivo deveria ser restaurar a oferta de crédito, dar suporte ao comércio internacional e sustentar os fluxos de capital”.

 

Uma falha nessa arena, ponderou, “faria com que reestruturações de dívidas fossem inevitáveis, com danos duradouros à confiança e à recuperação econômica”.


Trabalhadores ficam menos de dois anos no mesmo emprego


Metade dos trabalhadores brasileiros do setor privado que têm carteira assinada fica menos de dois anos no emprego.

É o que revela estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB), baseado em dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego feita anualmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) referentes ao Distrito Federal e à região metropolitana de São Paulo entre 1992 e 2006.

 

O autor da pesquisa, o sociólogo Roberto Gonzales, afirma que essa rotatividade se justifica por questões salariais e de políticas das próprias empresas.

“Essa rotatividade não é derivada apenas de desligamentos voluntários.

É, em grande medida, resultado de demissões e isso tem muito a ver com o quadro institucional e a cultura das empresas, que permite que elas façam ajustes constantes no seu quadro de pessoal”, explicou.

 

De acordo com a pesquisa, 50% dos empregos duram menos de 24 meses, 25% duram menos de oito meses e 25% têm duração maior que cinco anos.

O levantamento também mostra que todos os anos 40% das pessoas que trabalham com carteira assinada perdem o emprego.

 

A maior permanência no mesmo emprego está na indústria de transformação. No Distrito Federal, a permanência é de 49 meses e em São Paulo, de 61 meses.

Isso se deve ao fato de esse tipo de trabalho exigir experiência técnica e ao fato de os trabalhadores do setor serem mais bem organizados em sindicatos.

 

Gonzales disse ainda que essa alta rotatividade tem implicações salariais e acaba dificultando a construção de uma carreira profissional.

“Além disso, há outra consequência que não é individual, mas coletiva, na verdade isso é um mecanismo que diminui a identificação das pessoas com o seu emprego e acaba sendo algo que freia a capacidade das pessoas de ter condições melhores de emprego coletivamente”, acrescentou.


Inadimplência do consumidor sobe em março, diz Serasa


A inadimplência dos consumidores cresceu 22,6% em março em relação a fevereiro, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira (13). De acordo com o levantamento, o indicador de inadimplência da pessoa física, baseado no critério do credor pesquisado, teve alta de 16,6% em março ante o mesmo período de 2008, e de 11,4% no acumulado deste ano até o mês passado, na comparação com o primeiro trimestre de 2008.

 

As dívidas com os bancos lideraram o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores nos três primeiros meses de 2009, com 43,4% do total. No mesmo período do ano passado, a participação das dívidas com bancos foi de 42,9%.

 

Em seguida, ficaram as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com 37,1% do total no acumulado de janeiro a março deste ano, ante 31,4% no primeiro trimestre de 2008.

Em terceiro lugar, ficaram os cheques sem fundo, com 17,6% do total no primeiro trimestre de 2009, contra 23,4% no mesmo período de 2008. Por fim, os títulos protestados representaram 1,9% do total da inadimplência dos consumidores, com 1,9% de participação no primeiro trimestre, ante 2,3% no primeiro trimestre do ano passado.

 

Segundo a Serasa Experian, o valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras foi de R$ 386,86 no período de janeiro a março, o que representa um recuo de 13,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2008.

Já o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 1.357,47 no primeiro trimestre do ano, equivalente a uma queda de 1,5% na mesma base de comparação.

 

Por outro lado, o valor médio dos títulos protestados aumentou 11,9% no primeiro trimestre de 2009 ante o mesmo trimestre de 2008 para R$ 1.036,23. Da mesma forma, o valor médio dos cheques sem fundo cresceu 31,2% na mesma base de comparação para R$ 828,70 nos três primeiros meses de 2009.


Motivos


Os técnicos da Serasa Experian atribuíram o avanço da inadimplência da pessoa física à redução do nível de atividade econômica e ao desemprego localizado em alguns setores.

Segundo o levantamento, as comparações com os períodos equivalentes do ano passado – quando a economia estava a pleno vapor – tornaram os resultados mais significativos.

 

Já a alta na comparação entre março e fevereiro foi explicada parcialmente pelos técnicos da Serasa Experian a um efeito calendário, já que fevereiro teve um número de dias úteis inferior ao de março.

“De qualquer forma, os primeiros três meses do ano são mais críticos para as finanças pessoais, agora agravadas com a crise. O nível atual da inadimplência deve ser monitorado, pois inadimplência em alta é sinônimo de juros mais altos”, afirmaram.

 

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