Vagas de estágio na TIM
O programa 2010 de Estágio da TIM, o Estágio sem Fronteiras, apresenta-se com um novo formato.
Os jovens universitários de todo Brasil que estiverem cursando Administração, Comunicação, Economia, Informática, Engenharia, Estatística e Análise de Sistemas, entre outros cursos afins, já podem se candidatar ao programa através do site www.tim.com.br.
Neste ano, estão abertas 400 vagas divididas em duas etapas de admissão: em maio e em setembro.
O objetivo do novo programa é atrair os melhores estudantes do mercado que formarão um banco de talentos para aproveitamento interno.
A operadora busca pessoas criativas, determinadas, à procura do novo, que gostem de desafios e metas.
Oferece crescimento profissional, reconhecimento, formação diferenciada, o que significa maior empregabilidade para os estagiários. “A nossa intenção é alavancar o programa de estágio como uma triagem para a contratação de jovens com alto potencial de crescimento profissional.
A idéia é que os jovens de destaque, sejam inicialmente estagiários e depois participantes do Programa Talentos Sem Fronteiras, constituindo, desta maneira, o fluxo de alimentação do nosso management”, diz Beniamino Bimonte, Corporative Support Officer da TIM Brasil.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.tim.com.br (Sobre a TIM / RH / Programa Estágio Sem Fronteiras 2010) até o dia 14 de março de 2010.
Para participar, os estudantes precisam estar a um ou dois anos da formatura, além de ter bom rendimento acadêmico e conhecimentos avançados em inglês e informática.
Estamos de volta, sempre com novidades
Devido a problemas administrativos, ficamos algum tempo sem novidades em nosso blog.
Mas aproveitamos para informar, que o bhol.com.br é apenas um blog que tem como objetivo reunir as principais noticias sobre esportes, política, economia, lazer, teatro ou qualquer outro assunto que possa ser interessante aos moradores da região metropolitana de Belo Horizonte.
Não temos nenhuma intenção de “clonar” conteúdo de nenhum meio, seja virtual ou impresso.
Muito pelo contrario, como colocamos apenas uma parte do texto e sempre mostramos e indicamos a fonte completa do conteúdo, pensamos que o visitante poderá clicar e ir até o site do qual citados a fonte para ler o conteúdo completo.
Sendo assim, não publicaremos absolutamente mais nenhum conteúdo dos meios que nos notificaram extra-judicialmente.
Contamos com a compreensão e inteligência dos outros meios, que já não encaram a internet como algo novo.
Governo quer legalizar trabalhadores informais
O governo federal pretende regularizar a situação de 1 milhão de trabalhadores informais até dezembro de 2010, segundo projeções do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo).
Só no Estado de São Paulo, a previsão é de que 300 mil informais tenham sua situação regularizada nos próximos 12 meses.
Para aderir ao MEI, o empreendedor deve ter renda de até R$ 3.000 mensais (R$ 36 mil ao ano), estar entre as mais de 280 ocupações do programa e não ter sócio. A abertura da empresa é de graça e o serviço de contador é oferecido gratuitamente.
A emissão de nota fiscal é facultativa ao empreendedor e o controle fiscal do negócio é feito com base nas notas de compra das mercadorias, o que exclui o comércio ilegal.
Governo quer legalizar trabalhadores informais
O governo federal pretende regularizar a situação de 1 milhão de trabalhadores informais até dezembro de 2010, segundo projeções do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo).
Só no Estado de São Paulo, a previsão é de que 300 mil informais tenham sua situação regularizada nos próximos 12 meses.
Estima-se que existam hoje no Brasil quase 19,3 milhões de pessoas que exercem atividades econômicas sem regularização – 3,4 milhões delas nos 645 municípios do Estado mais desenvolvido do país, isto é, 8% do total estão em São Paulo.
Para regularizar a situação dos trabalhadores, o governo aposta no Programa MEI (Microempreendedor Individual). Para aderir ao MEI, o empreendedor deve ter renda de até R$ 3.000 mensais (R$ 36 mil ao ano), estar entre as mais de 280 ocupações do programa e não ter sócio. A abertura da empresa é de graça e o serviço de contador é oferecido gratuitamente.
O microempreendedor que produz e comercializa seus produtos paga R$ 57 todo mês ao governo – R$ 51 vai para a previdência social, R$ 1 para o ICMS (imposto de circulação das mercadorias) e R$ 5 para o ISS (imposto sobre serviços).
A emissão de nota fiscal é facultativa ao empreendedor e o controle fiscal do negócio é feito com base nas notas de compra das mercadorias, o que exclui o comércio ilegal.
Paulo Eduardo Stabile de Arruda, diretor técnico do Sebrae-SP, diz que para cada trabalhador formal brasileiro há pelo menos dois na ilegalidade. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, a relação sobe a um regularizado para três informais.
- O foco do MEI são trabalhadores da área de serviços, como pintores, pedreiro, jardineiro, borracheiro.
A informalidade se divide em três grupos no Brasil: a ilegalidade, que está inserida na economia e tem como base a pirataria, mas que não pode ser formalizada porque os produtos comercializados são falsos; trabalhadores da economia de subsistência, como o catador de latinha e o flanelinha, por exemplo, que vivem na rua para buscar algum recurso; e os informais estruturados, categoria que vende produtos e presta serviços legais sem regularização.
Segundo o diretor técnico do Sebrae-SP, quase 70% da informalidade está inserida nesta última classe.
Lula prepara pacote de ajuda para alavancar Dilma
O governo tem pronto um pacote de bondades destinado a neutralizar os efeitos do apagão e dar musculatura à candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).
As medidas sairão do papel entre dezembro deste ano e julho de 2010, três meses antes das eleições.
Bancadas pelo Tesouro Nacional, a maioria delas resultará em mais recursos no bolso dos eleitores, sejam beneficiários de programas sociais, sejam servidores da burocracia federal. “O blecaute terá repercussão política quase nula.
A oposição se apega a ele porque está desorientada, sem propostas nem bandeiras”, diz um dos generais petistas da coordenação de campanha de Dilma.
A declaração otimista esconde uma preocupação que atormenta Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente se irritou com a falta de luz que atingiu 18 estados brasileiros. E, como ficou claro na sexta-feira, considerou insatisfatórias as explicações dadas por seus auxiliares, incluindo Dilma.
De olho nas urnas, exigiu atenção redobrada aos investimentos no setor elétrico a fim de evitar a repetição do problema, que afetou cerca de 60 milhões de brasileiros entre terça e quarta-feira.
No roteiro de Lula, o apagão é o único ponto fora da curva. O restante do cenário seria róseo e amplamente favorável à concorrente petista.
“Nunca um governo chegou à disputa presidencial em condições tão favoráveis.
O Congresso está sob controle. O Brasil superou a crise mundial.
A economia nacional está bombando”, afirma um dos ministros mais influentes da equipe de Lula. Pela previsão oficial, haverá expansão de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.
Ou seja, no ano da sucessão aumentarão o emprego, o consumo e, assim, a sensação de bem-estar que sustenta o nível recorde de aprovação popular do presidente.
O pacote de bondades serviria para azeitar a pré-campanha de Dilma. Implantado de forma gradual, ajudaria ainda a neutralizar eventuais obstáculos surgidos no processo eleitoral.
O primeiro afago na população sairá no mês que vem. Por determinação do presidente, a Receita liberará outro megalote de restituição do Imposto de Renda.
A ideia é injetar dinheiro na economia e garantir o “melhor Natal de todos os tempos”, conforme promessa do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em janeiro, o governo dará um aumento acima da inflação a cerca de 8 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo por mês.
Haverá ainda correções salariais para setores do funcionalismo. Além da construção de moradias populares por meio do programa Minha casa, minha vida.
De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), pelo menos 600 mil unidades estarão em construção em meados de 2010.
Bolsa-Família fez subir o PIB
A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.
O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios.
Os pesquisadores investigaram 5,5 mil cidades nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários).
A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.
Governo quer manter IPI reduzido
A redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos, material de construção e bens de capital pode ter o prazo prolongado, segundo fontes do governo.
Como o impacto fiscal dessas medidas é bem menor do que a queda do IPI para automóveis, cujas alíquotas começaram a ser majoradas esta semana, a equipe econômica avalia se valeria a pena manter esse inventivo.
O problema, mais uma vez, é o espaço fiscal bastante limitado com que trabalha o governo.
Apesar da defesa enfática da política fiscal expansionista posta em prática nos últimos meses, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, falam em conseguir um superávit de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem usar os abatimentos previstos.
Nesse esforço, qualquer economia fará diferença.
Por outro lado, existe a disposição de estimular ao máximo a economia, e é isso que está sendo pesado.
Segundo uma fonte, diante desse dilema, os incentivos à construção civil e ao investimento têm mais chances de permanecer do que os da linha branca, que são itens de consumo.
A avaliação é que, com a política monetária flexível adotada ao longo do ano, cujo efeito pleno está chegando agora, no fim do ano, o consumo já terá um impulso significativo, o que pode dispensar a renovação do IPI linha branca.
Impulso para a economia
A alíquota reduzida para fogão, refrigeradores, tanquinhos e máquinas de lavar termina no dia 31 deste mês. Há dentro do governo quem defenda a prorrogação pelo menos até o fim do ano, quando se encerram os incentivos para os demais setores.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, tem destacado a importância do incentivo fiscal para manter as vendas aquecidas.
Em recente entrevista, Jorge defendeu a manutenção da redução do IPI para linha branca e materiais de construção.
Ele argumenta que é preciso baixar o custo das obras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que recebe subsídios do Tesouro para as moradias destinadas à população de baixa renda.
O raciocínio é que elevar os impostos de um produto em que o governo tem participação tributária importante é ampliar o custo até para o Tesouro.
A Associação da Indústria de Material de Construção (Abramat) e a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) também têm trabalhado para convencer o governo a ampliar os prazos, mantendo a desoneração pelo menos em parte de 2010.
O argumento é que o ciclo de uma obra pode chegar a dois ou três anos.
Uma fonte do governo afirma que a prorrogação para cada setor será “discutida no tempo certo”, ou seja, mais perto de quando o prazo das desonerações estiver se encerrando.
Nas contas da Receita Federal, a redução de IPI para material de construção até 31 de dezembro custará aos cofres públicos R$ 952 milhões e, para bens de capital, R$ 345 milhões.
A renúncia fiscal para linha branca, prevista para acabar em 31 de outubro, será de R$ 380 milhões.
Mineiros não sabem corretamente quanto pagam de impostos
Conhecer as taxas sobre cada produto consumido revela surpresas nada agradáveis.
Mas é fundamental para o contribuinte saber o quanto realmente paga toda vez que compra algo.
Antônio Carlos Moreira faz as contas do orçamento doméstico todo mês.
À medida que vai calculando os gastos, vê a sua indignação crescer.
Não é para menos.
Este ano, o administrador de empresas já desembolsou cerca de R$ 15 mil só com os tributos formais cujas cobranças chegam pelos Correios, como IPTU e IPVA, mais o Imposto de Renda proporcional ao período.
Somadas as taxas embutidas em todos os produtos que a família compra, de supérfluos a itens necessários à manutenção da vida e da casa, o resultado dá um salto – e o susto dele também.
Entre janeiro e julho, cerca de R$ 8 mil foram embora nos impostos que nem imaginava que existiam nos itens adquiridos na padaria, na farmácia e no supermercado.
Perdido em meio a uma cascata de impostos, o brasileiro não consegue imaginar quanto da renda familiar é consumida pelos tributos. Mesmo os mais prevenidos assustam.
Na padaria, a cada R$ 1 que a família de Antônio Carlos gasta em pãezinhos, cerca de R$ 0, 17 é consumido pelo imposto.
A conta não para de crescer. Mais de 37% do valor da fralda descartável usada pelo pequeno Lucas vão para o Tesouro.
No supermercado, então, o susto é de perder o fôlego.
A família gasta cerca de R$ 1,2 mil mensais com alimentos. Desse total, pelo menos R$ 480 correspondem à mordida do fisco. Isso significa que só em bebidas e alimentos variados já se foram pelo menos R$ 2,8 mil em impostos este ano.
E os gastos continuam. Durante o ano, a família de Antônio Carlos gastou R$ 2,1 mil de gasolina.
O fisco ficou com R$ 1,5 mil desse valor.
Pior foi o que constataram no jogo eletrônico de Matteo, o filho mais velho, de 11 anos.
O valor do produto se perde em uma carga tributária que chega a 72,18%, menos que o tênis de corrida da esposa, Patrícia Cardoso, em que quase 60% do valor do produto são tributos.
A surpresa com a descoberta dos impostos escondidos nos preços dos mais variados produtos foi compartilhada pela família do médico Sérgio Dias Gonçalves Vilela e da professora de inglês Rosana Junger dos Santos.
A renda mensal do casal para manutenção da casa e dos gastos com os filhos, Henrique, de 5 anos, e Nina, de 5 meses, é de cerca de R$ 10 mil.
O Imposto de Renda já leva 27,5% desse total. E, do restante, uma média que varia de 30% a 60% em tributos acaba indo para a compra de produtos diversos.
Na mesa do café da manhã, o imposto do açúcar não é nada doce, chega a 40,5%.
Do valor pago pelo biscoito recheado que o Henrique adora, 37,3% vão para o fisco. E mesmo nas frutas de Nina há 22,9% pagos em impostos.
Amanhã a arrecadação de impostos brasileira vai atingir a marca de R$ 600 bilhões.
Nos próximos 30 dias, deve alcançar o equilíbrio em relação ao ano anterior, um prodígio em ano de crise na economia internacional, quando o esperado era um movimento inverso.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, a arrecadação deve atingir este ano 35,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equiparando-se ao patamar de 2007.
No ano passado, a conta fechou em 35,8% do PIB, segundo dados da Receita Federal.
Mineração e siderurgia devem cair em 2009
A indústria da mineração e as usinas siderúrgicas já trabalham com a perspectiva de um balanço negativo de vendas e rentabilidade em 2009, apesar dos sinais de recuperação da produção industrial nos últimos meses, da possibilidade de renovação do acordo de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os fabricantes de automóveis e da retomada das compras da China.
Depois de um longo período de resultados positivos, de 2003 a 2008, este ano passou a ser considerado praticamente perdido para os dois setores de peso da economia mineira.
Pedro Galdi, analista de mineração e siderurgia da SLW Corretora, estima em 15% de queda do comércio de aço no Brasil no fechamento de 2009, e não tem dúvidas de que as empresas precisarão de pelo menos dois anos para recuperar os níveis de lucratividade registrados antes da crise financeira mundial.
Embora se considere um otimista, José Luiz Amarante, diretor de marketing e vendas da AngloFerrous, diz que não há como prever o comportamento dos preços e nem mesmo o tempo de reação da demanda em países da Europa e no Japão, onde, aparentemente, a recuperação da economia virá em ritmo mais lento.
A AngloFerrous é uma subsidiária da gigante da mineração Anglo American, criada a partir da aquisição de ativos do sistema Minas Rio, que pertenciam à MMX, do empresário Eike Batista.
O processo recente de recuperação da indústria é, ainda, muito suave e está aquém do que a siderurgia idealiza, segundo Moacyr Pimenta Brant Filho, analista de marketing do grupo Usiminas.
Os dois executivos participaram de debate e palestra de Pedro Galdi sobre os efeitos da crise na produção de minérios e aço, evento promovido pela Câmara Americana de Comércio na Fundação Dom Cabral (FDC).
“Só veremos melhora nas vendas durante o quarto trimestre deste ano, mas os volumes serão negativos e geração de caixa das empresas ficará bem mais reduzida frente a 2008.
A situação de quem se endividou tende a ser difícil”, disse Galdi a uma platéia repleta de profissionais da mineração e da siderurgia e de fornecedores e prestadores de serviços.
O problema central, na visão do analista, está numa espécie de congelamento das compras no mercado internacional e em estoques de aço altos.
Em dezembro do ano passado, no auge da crise, as empresas vinham trabalhando com produtos armazenados para cerca de quatro meses e meio, que agora baixaram para 75 dias, de acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).
A média de estoques do setor, no entanto, não passou de um mês e meio nos últimos cinco anos. Brant, da Usiminas, afirmou que, mesmo com a reação das vendas, a procura pelos produtos siderúrgicos deve retomar em 2010 os níveis de 2001, afetado pelo apagão de energia brasileiro. “Este ano, a nossa visão é de que o mercado está perdido.”
Para Amarante, da AngloFerrous, há dois fatores positivos nesse cenário: a redução da taxa básica de juros, aquela que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência para as operações nos bancos e no comércio, e a necessidade de investimentos em infraestrutura de nações como a Arábia Saudita, Irã, Egito e Indonésia.
Forno religado
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou na quinta-feira ter retomado a produção do alto-forno 2 da Usina Presidente Vargas, de Volta Rendonda (RJ), parado há 90 dias para reforma.
Conforme comunicado da CSN, o religamento deverá gerar 400 empregos diretos nos próximos meses, em função do aumento da produção de ferro-gusa (matéria-prima da fabricação de aço) na fábrica.
Frente à demanda reduzida de mercado, a empresa vai operar com 90% de sua capacidade produtiva na área da metalurgia.
Preço do material cai e consumidor retoma as construções
Animado com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção, desde 30 de março, o consumidor formiguinha aproveita o momento para colocar em prática os planos de construir ou reformar a casa. No primeiro mês de vigência da desoneração, a comercialização dos produtos incluídos no pacote do Governo federal cresceu 25%, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Nas lojas de Belo Horizonte, clientes já pagam menos, garantem os varejistas.
Na média, os preços de 30 itens do setor tiveram queda entre 5% e 8,5%, calcula a Anamaco. “Inicialmente, a medida vale para abril, maio e junho, e está influenciando não só os consumidores que estavam adiando suas compras, mas também aqueles que pretendem reformar”, afirma o presidente da entidade, Cláudio Conz. “As vendas aumentaram quase 5% no último mês, enquanto os preços caíram”, emenda o vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac-MG), Rui Júnior.
Segundo ele, que também é diretor da Obradec, no Bairro Santa Efigênia, o saco de 20 quilos de argamassa, por exemplo, passou de R$ 8,90 para R$ 7,90. Carro-chefe da construção, o preço do cimento também encolheu – de R$ 18,95 para R$ 17,50.
“O pessoal, principalmente o consumidor formiguinha, está voltando a comprar. Para maio, a previsão é de que as vendas cresçam mais 8%”, acredita Rui Júnior.
Entusiasmada com a queda no IPI, a bancária Juciana Rodrigues resolveu cobrir parte do quintal de sua residência, em Lagoa Santa. “Antes, o preço da telha estava entre R$ 22 e R$ 23. Agora, vou levar o mesmo produto pagando só R$ 18 cada”, comemorou.
O pedreiro Geraldo Silva Matos também foi às compras na tarde de ontem. “Estou comprando para minha patroa e notei que os preços melhoraram um bocado. Quem sabe, agora, não dá para fazer a laje lá em casa?”, disse. Ele vai precisar de tijolo, ferro, brita, areia e cimento para realizar a obra que sonha na sua casa, no Bairro Betânia. “Só o cimento ainda está salgado”, reclamou.
Segundo o coordenador do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, o cimento é responsável por 7% dos custos gerais de uma obra. “De março para abril, o preço caiu 3,51%, passando a R$ 16,21, em média. E a expectativa é de cair mais”, aposta.
“A santa redução do IPI ajudou muito, mas ainda há espaço para cortes”, acredita o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan.
No país, a venda de materiais aumentou 4,5% em abril, na comparação com igual mês de 2008. A expansão poderia ser ainda maior se não fossem os feriados. O aquecimento acontece após um início de ano de fraco movimento, em função da crise, que fez despencarem as vendas em 12% em janeiro e fevereiro, na comparação com mesmo período de 2008.
Mantega diz que a queda na produção era esperada
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a queda na produção industrial de 14,7% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2008, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, é forte e parecida com o resultado do último trimestre do ano passado.
Segundo ele, o resultado já era esperado, mas não capta a recuperação que vem ocorrendo desde março.
“A gente já esperava isso, mas isso não capta o que já vem acontecendo desde março. A partir de março a economia está se recuperando”, disse.
O ministro afirmou ainda que a economia do País voltou a crescer e a acelerar.
De acordo com ele, os dados refletem uma situação anterior ao do atual momento da economia. “Então, nós estamos olhando para o passado, mas no presente a situação está melhorando nitidamente.”
Segundo os números do IBGE, em relação ao trimestre imediatamente anterior, a taxa caiu 7,9%. Nos dois últimos trimestres, a perda acumulada pelo setor é de 16,7%, a mais elevada desde o segundo trimestre de 1990 (-19,8%).
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada é negativa de 1,9%.
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