Estudante mineiro no Havaí, postou no twitter sobre o alerta de tsunami
O alerta de tsunami no Havaí, feito após o terremoto de 8,8 graus que atingiu o Chile deixa moradores e turistas apreensivos.
O estudante de Relações Públicas da PUC-MG, Bernardo Vasconcellos Nepomuceno, que faz um intercâmbio em Waikiki há três meses, está relatando pelo twitter os momentos de tensão que ele e outros três amigos, também de Belo Horizonte, vivem na expectativa da região em que se encontram ser atingida por uma onda gigante.
Ele contou à reportagem de O TEMPO Online que a madrugada foi muito tumultuada e que o medo de uma grande tragédia levou a população a correr para os supermercados e buscar, imediatamente, armazenar alimentos.
“Estávamos dormindo quando, por volta de quatro horas da madrugada (11h de Brasília) uma amiga recebeu o aviso de que havia um alerta de tsunami.
Acordamos desesperados, buscamos informações no noticiário e na portaria do prédio”, contou. “Eles nos aconselharam a subir para o terraço do prédio e ficar lá.
Fomos a um supermercado e encontramos uma fila quilométrica.
Só para entrar esperamos cerca de 40 minutos”, conta.
Ele e os amigos estão morando em um prédio de 34 andares que fica a um quarteirão da praia e a apreensão entre eles é grande.
Segundo o estudante, nas ruas os turistas demonstram maior preocupação. “Uma brasileira nos disse que a onda estava perdendo força.
Mas depois de alguns minutos um norte-americano disse que seria devastadora.
Estamos nos preparando para o pior”, disse. Segundo Bernardo, os turistas japoneses parecem os mais desesperados: “Os norte-americanos são mais controlados e estão apenas buscando se precaver.
Nós, brasileiros, simplesmente não sabemos o que fazer.
Não somos preparados pra esse tipo de emergência”.
Guns N’ Roses em Belo Horizonte
Alguns sites comemoram como “Belo Horizonte já tem o seu primeiro show internacional confirmado”.
A torcida é para que não seja o primeiro e único do ano de 2010.
Mas, o importante é que a banda Guns N’ Roses vem a Belo Horizonte em Março.
Isso mesmo, dia 3 de Março tem show do famoso e consagrado conjunto Guns N’ Roses.
A produtora Time For Fun anunciou cinco apresentações do Guns N’ Roses no Brasil, em março de 2010.
A banda liderada por Axl Rose fará o primeiro show em Brasília (7/3), logo depois em Belo Horizonte (10/3), São Paulo (13/3), Rio de Janeiro (14/3) e Porto Alegre (16/3), onde encerrará a sua turnê no Brasil.
Os ingressos começam a ser vendidos em janeiro, e clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners terão direito a comprar seus ingressos antecipados. Ainda divulgaram os locais nem mais detalhes sobre os eventos.
Mas fica aqui o registro e a torcida para que esse seja um grande show, pois é bem provável que seja a ultima chance de ver a banda em solo brasileiro.
Reativação da hidrovia do São Francisco no Norte de Minas Gerais
Pirapora- A reativação da hidrovia do São Francisco é apontada como alternativa para transformar Pirapora, no Norte de Minas, no principal núcleo intermodal de transporte de Minas Gerais.
A travessia de cargas no rio, em território mineiro, foi interrompida em 2001, o que acelerou a liquidação da Companhia de Navegação do São Francisco (Franave).
A proposta ganhou força com a implantação do Terminal Intermodal de Cargas de Pirapora pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), empresa do Grupo Vale, para atender todo o país.
A unidade foi inaugurada em março. Com isso, o município passaria a contar com transporte rodoviário, terrestre, aéreo e fluvial.
O assunto será discutido nesta quinta-feira (12), no Seminário Intermodal do Norte e Noroeste de Minas, em Pirapora.
O ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, deve participar do encontro.
O trecho navegável do Rio São Francisco começa em Pirapora e termina em Juazeiro, na Bahia. No entanto, desde 2001, só é feita de Ibotirama a Juazeiro.
O secretário de Planejamento de Pirapora, Dalton Soares Figueiredo, coordenador microrregional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), afirma que seminário discutirá a integração de várias modalidades de transporte e a revitalização do trecho mineiro da hidrovia, com capacidade para transportar 3 bilhões de toneladas de cargas por ano.
Segundo ele, o transporte fluvial reduz o frete, já que o preço cobrado por tonelada/quilômetro seria de R$ 0,05, enquanto na rodovias, “que exige grandes investimentos em manutenção”, é de R$ 4,50.
Figueiredo alega que a FCA/Vale tem interesse em explorar a hidrovia, com a integração do sistema hidroviário e ferroviário.
O seminário terá as palestras “Políticas de Transportes e as Regiões Norte-Noroeste de Minas”, “Projetos de Infraestrutura a Serem Implementados para a Região”, “A Contribuição que o Transporte Aquaviário tem para Menor Emissão de Gás Carbônico”, “Desafios para Implementação da Multimodalidade em Minas Gerais”, “O Rio São Francisco e a Navegação no Tramo Sul”, “Oferta de Serviços, Disponibilidade de Containers”, “Corredor Noroeste de Exportação” e “Possibilidades de Apoio aos Investidores da Nova Fronteira Agrícola”.
De acordo com Figueiredo, Pirapora tem condições de crescimento no setor de logística, devido ao Terminal Intermodal, já que tem, no Rio São Francisco, um grande potencial hidroviário a ser explorado.
Além disso, o município pretende ser um grande produtor de grãos. Ele afirma que, nesse sentido, o seminário ajudará a identificar novas oportunidades de negócios.
A FCA mostrará o potencial logístico e os investimentos feitos no ramal e na construção do terminal da ferrovia, em Pirapora.
Cruzeiro não passa de um empate com o Santos
O empate do Cruzeiro diante do Santos, neste domingo, no Mineirão, não só impediu que o Cruzeiro avançasse na tabela de classificação, como também manteve o tabu negativo da Raposa em jogos contra o treinador Vanderlei Luxemburgo.
Desde que deixou o Cruzeiro, em 2003, o técnico jamais perdeu para os celestes, em jogos do Campeonato Brasileiro.
Em nove partidas, o Cruzeiro perdeu seis e empatou três.
O treinador santista acredita que o tabu pessoal diante da Raposa é uma mera coincidência. “Não tem nada a ver. Faz parte do futebol.
Isso é do futebol, são coincidências”, destacou Luxemburgo.
Jogos do tabu
Em 2004, comandando o próprio Santos, o treinador arrancou um empate em 4 a 4, no Mineirão.
No ano seguinte, Luxemburgo, então treinador do Real Madri, não enfrentou o time mineiro.
Em 2006, Vanderlei voltou ao Santos e enfrentou o Cruzeiro na 17ª e na 36ª rodadas do campeonato.
Na Vila Belmiro, vitória santista por 2 a 0. No Mineirão, empate em 1 a 1.
No Brasileirão de 2007, foram duas vitórias do treinador em cima da Raposa: 4 a 1 na Vila Belmiro e 1 a 0 no Mineirão.
Ano passado, como treinador do Palmeiras, Luxemburgo voltou a vencer o Cruzeiro por duas vezes: 5 a 2 no Palestra Itália e 1 a 0 no Mineirão.
Este ano, ainda pelo Palmeiras, o treinador triunfou sobre os celestes por 3 a 1, em São Paulo, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
Zé Carlos deixa o Cruzeiro e acerta com a Portuguesa
Foi curta a passagem de Zé Carlos pelo Cruzeiro. O jogador, que chegou à Toca da Raposa em abril, depois de se destacar pelo Paulista de Jundiaí no campeonato estadual, rescindiu seu contrato com o clube mineiro nesta quarta-feira e seguiu para a Portuguesa de Desportos.
O contrato de Zé Carlos com o Cruzeiro iria até o fim do ano. Mesmo com a rescisão, o clube mineiro terá direito a 20% do valor em uma futura negociação do jogador – os outros 80% são do Corinthians Alagoano. Com a camisa celeste, o atacante atuou nove vezes e marcou dois gols.
O lance mais marcante do jogador nesta passagem pela Raposa foi também o que tirou seu espaço no clube. No clássico contra o Atlético-MG, em 12 de julho, pelo Campeonato Brasileiro, ele agrediu Renan com menos de dez segundos e foi expulso de campo. Desde então, não teve mais nenhuma oportunidade.
Na Lusa
Zé Carlos já chegou ao Canindé e se mostrou otimista com a campanha da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro.
“Estou feliz por ter acertado com a Portuguesa. A Lusa é um time de tradição e estou aqui para ajudar a equipe a subir. Vamos trabalhar para recolocar a Portuguesa na Série A”, afirmou o jogador.
Quase 30 mil ingressos vendidos para Galo x Palmeiras
Até o fim da tarde desta sexta-feira, 27.224 foram vendidos para a partida entre Atlético-MG e Palmeiras, na próxima quarta, em Belo Horizonte. Os bilhetes estão sendo comercializados desde a última terça e a grande procura confirma a lua de mel entre o Galo e sua torcida.
O time mineiro tem, de longe, a melhor média de público do Campeonato Brasileiro. Nos jogos em que foi mandante, o clube alvinegro colocou, até o momento, 39.709 pagantes por partida no Mineirão. Contra Goiás, São Paulo e Fluminense, mais de 50 mil torcedores estiveram no estádio.
Entre os jogadores, a confiança é de que tantos fãs façam a diferença na hora do jogo. “Dentro de casa, temos uma arma forte que é a torcida.
Ela lota o estádio e é um jogador a mais, então, precisamos estar bem preparados para que a gente possa conseguir uma bela vitória”, espera o meia-atacante Renan Oliveira.
O volante Serginho também acredita que este seja um fator fundamental.
“É um jogo difícil em que eles vão tentar manter a liderança e a gente vai em busca dela, mas estaremos dentro de casa, onde vamos contar com o apoio da torcida para voltar à primeira colocação”, prevê.
Das nove partidas que fez no estádio neste Brasileirão, o Galo venceu seis – uma delas o clássico, com mando do Cruzeiro -, empatou duas e venceu uma.
Orgulho de Minas

O Governo de Minas Gerais inaugurou em seu blog a coluna “Orgulho de Minas”, atualizada semanalmente, para celebrar seu maior patrimônio: o povo mineiro.
Cidadãos como o produtor e gestor cultural, Romulo Avelar, que transformam sonhos e boas ideias em realidade. Para a seleção dos personagens, a equipe do Blog também conta com a sugestão dos leitores.
Romulo Avelar é produtor e gestor cultural, viaja todo o Brasil dando cursos e palestras sobre o tema. É assessor do Grupo Galpão e do Grupo do Beco, e já passou por várias empresas como a Fiat e MBR, foi superintendente de cultura de Contagem, diretor de promoção da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes e presidente da Comissão Técnica de Análise de Projetos da Lei de Incentivo à Cultura. Romulo é autor do livro “O Avesso da Cena – notas sobre produção e gestão cultural”, da editora Duo Editorial, realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Com muito para ensinar e opinar sobre o tema, ele falou em entrevista como anda o setor cultural no país, o que melhorou e o que ainda precisa caminhar.
Por que escrever um livro sobre gestão cultural?
Estudei na primeira escola de produção cultural que surgiu no Brasil, a Ecoar, no Rio de Janeiro. E sempre percebíamos a falta de bibliografia na área. Trabalhávamos muito com recortes de jornal, mas não tinha muita informação. Acho que com o tempo avançamos com os textos de marketing cultural, política cultural etc. Mas a prática da produção, o dia-a-dia quase não existia.
Sempre dei cursos de gestão cultural e vivia dizendo que alguém precisava escrever sobre o assunto… Até que me perguntei se eu mesmo não podia passar isso para um livro. Fiquei cinco anos escrevendo, desde 2003.
E como chegou a esse formato de entrevistas e detalhamentos da prática?
Primeiro fiz um esqueleto com o que eu achava importante relatar. Tentei registrar todas as experiências que tinha e fui preenchendo lacunas com entrevistas de profissionais da área.
Ao todo foram 53 pessoas de diferentes estados. A proposta é que fosse um livro com olhar prático, por isso inclui planilhas, roteiros de produção, check-list, mapas de palco, luz etc. Mas que não fosse simplesmente um manual.
Há no texto uma visão crítica, o que penso sobre a área e os problemas que enfrentamos. Fiz questão de dar esse foco. Escrevi pensando nos alunos dos cursos que ministrei, pessoas que encontram dificuldade e dúvidas no dia-a-dia.
Muita gente que tenta produzir pelo interior do país, mas com pouca experiência prática. E também para os leigos, achava importante apresentar para as pessoas esse universo da produção, como é a gestão de um teatro, a produção de um grupo ou de um CD, por exemplo.
Você esperava esse retorno do livro?
Para minha surpresa, muitos profissionais com experiência na área têm lido o livro e comentado. Não era esse o foco inicial, mas foi uma boa surpresa. Essa é uma área que vem crescendo muito, vários cursos estão surgindo em todo país, em todos os níveis de graduação, mestrado, doutorado etc.
Acabei rodando vários estados brasileiros dando cursos e palestras. Estive no Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Roraima e daí por diante. Em Minas Gerais, fui a várias cidades. Há uma grande carência de informação sobre o assunto.
E essa é uma área que está crescendo muito rapidamente e faltam profissionais qualificados. Por isso, é fundamental que haja uma profissionalização. É um grande campo de trabalho.
E qual o principal questionamento das pessoas dentro desse tema?
A maior preocupação é com a captação de recursos. Mas eu sempre tento puxar para outro lado a conversa. As pessoas estão excessivamente focadas na capacitação de recursos, mas o desafio está na gestão. Falta habilitação em gestão. Recursos são mal investidos ou se perdem.
A área cultural precisa se apropriar de ferramentas de administração como planejamento estratégico, logística, gestão de qualidade, marketing de relacionamento etc.
Estamos lidando com uma empresa que precisa ser bem gerida. Acho que muita gente ainda acha que tudo acontece como num passe de mágica. Olham só o espetáculo e não enxergam a legião de anônimos que está nos bastidores.
Os grupos ainda têm profissionais que acumulam funções?
Sim, os menores têm um produtor que acumula isso. No livro faço uma distinção do produtor, que vai trabalhar o produto, a linha de frente do espetáculo. E o gestor, que é a retaguarda, o planejamento, a relação com o público. Isso ainda não é uma realidade, mas acho necessário.
As leis de incentivo a cultura são a base do setor.Quanto disso é bom e quanto é negativo?
Sim, costumo dizer que o setor está ancorado nas leis de incentivo. O que é positivo, no sentido de que elas injetaram recursos na cultura que diferentemente talvez não existissem. O que possibilitou a expansão que estamos acompanhando.
O delicado é que o Estado entrega para a iniciativa privada a decisão do que será produzido ou não. O que é uma grande distorção.
Acho importante a existência de fundos culturais que também beneficiem os pequenos grupos. As empresas tendem a investir no que está dentro da lógica do mercado. O Estado pode distribuir melhor, inclusive geograficamente, os recursos.
Você diz que além de características técnicas, o bom gestor cultural precisa ter sensibilidade com o que o cerca. Isso seria o que?
É preciso fortalecer a cena local. Temos um país com imensa diversidade cultural e precisamos de gestores e produtores culturais que tenham sensibilidade para valorizar o que existe do lado deles. Temos uma certa massificação da cultura. Precisamos de profissionais que saibam identificar as riquezas locais e ressaltar essa diversidade.
Flávio Venturini em Belo Horizonte
O mineiro Flávio Venturini faz única apresentação no Palácio das Artes, para mostrar seu mais recente trabalho: o CD e DVD “Não se Apague esta Noite”, gravado no Museu de Arte da Pampulha.
Protagonista de uma talentosa e respeitada carreira artística que soma mais de trinta anos, Flávio Venturini é autor de obras primas da música popular brasileira, como: Todo Azul do Mar, Linda Juventude, Nascente, Anjo Bom, Espanhola, Planeta Sonho, Criaturas da Noite, Princesa e Nuvens.
Natural de Belo Horizonte, o músico iniciou sua formação musical aos 15 anos, estudando acordeão e piano.
Foi revelado pelo Clube da Esquina, nos anos 60, e ingressou na vida artística em festivais de música das décadas de 60 e 70. Nessa época, participou do grupo “O Terço”.
Em 1974, por indicação de Milton Nascimento, foi convidado a gravar com Sá & Guarabyra. Já em 1979, fundou a banda 14 Bis onde permaneceu por 10 anos.
Em 1989 desligou-se do grupo e seguiu carreira solo.
Gravou vários discos com canções próprias e de outros compositores, como: Cidade Veloz (1990), Flávio Venturini ao Vivo (1992), Noites com Sol (1994), Beija Flor (1996), Trem Azul (1998), Linda Juventude (1999), Porque não Tínhamos Bicicleta (2003), Luz Viva (2005), Canção Sem Fim (2006).
As composições de Flávio receberam interpretações nas vozes de importantes artistas, como Leila Pinheiro, Jane Duboc, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Simone, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Beto Guedes e Peter Gabriel.
No show do Palácio das Artes, a direção é de Ronaldo Bastos e Leonel Pereda, com roteiro de Hudson Vianna, produção de Fabiane Costa e direção musical de Chico Neves e Flavio Venturini.
No palco, o compositor vai estar acompanhado pelos músicos Kadu Viana na guitarra e vocais; Aloísio Horta no baixo; Ricardo Fiúza nos teclados e Arthur Resende na bateria.
“Não se apague esta noite” é uma co-produção da Caramelo Produções com o Canal Brasil.
A produção em Belo Horizonte é da Executiva Promoções, responsável pelo lançamento nacional dos últimos três trabalhos do artista.
Ingressos:
Platéia I
R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada para maiores de 60 anos**), R$20 (meia-entrada para estudantes**);
Platéia II
R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada para maiores de 60 anos**), R$20 (meia-entrada para estudantes**);
Platéia Superior
R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada para maiores de 60 anos**). R$16 (meia-entrada para estudantes**)
Será concedido desconto de 20% para Funcionário Público, mediante apresentação de crachá funcional ou contracheque, na compra de até dois ingressos (apresentar comprovação na bilheteria e na entrada do teatro).
As várias formas de falar do mineiro
Imagine um diálogo entre Pedro Washington Costa Júnior, 21 anos, criado em Itinga, no Alto Jequitinhonha, e Bernardo Caldas, 27, natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas.
“Se ocê quiser, no dia de sábado eu vou na tua casa”, diz Júnior, influenciado pelo falar baiano, por causa da proximidade de Itinga com a Bahia. “As porrrtas estarão aberrrtas”, responde Bernardo, de falar sulista, característico do dialeto caipira herdado do interior de São Paulo. A diversidade linguística mineira foi tema de pesquisa feita pela Faculdade de Letras da UFMG. Homens e mulheres de idade e escolaridade variadas conversaram com os pesquisadores. Suas falas, repletas de expressões e traços típicos do ‘mineirês’, foram transcritas. Além de um livro e artigos científicos, o material alimentará um site previsto para estar disponível em meados de junho. Os internautas terão a oportunidade de ouvir o áudio dos entrevistados. O endereço eletrônico ainda está sendo criado.
Júnior, que mora em Belo Horizonte há um ano, conversa cantando, com expressões características do falar baiano. “A gente fala painho,mainha, cuzinha em vez de cozinha. Ninguém fala amanhã é sábado ou domingo, e sim amanhã é dia de sábado ou dia de domingo”, exemplifica.
Outra característica marcante da fala dos mineiros influenciados pela Bahia é a troca do pronome você por tu, de acordo com a doutora em Linguística Jânia Martins Ramos, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Variação Linguística da Faculdade de Letras da UFMG. Os pesquisadores percorreram São João da Ponte, no Norte de Minas, entrevistando os moradores.
Em Arcerburgo, na fronteira de Minas com São Paulo, o ‘mineirês’ é caracterizado pelo r retroflexo – acentuado na fala. “É verdade. No Sul (de Minas), quase todo mundo fala esse ‘r carregado’. Se converso com alguém que não está acostumado, vira até motivo de chacota”, brinca Bernardo.
Os pesquisadores da UFMG estiveram ainda em Ouro Preto e Mariana, cidades antigas da Região Central. “O apagamento de sílabas (como pó falá no lugar de pode falar) e problemas de concordância são comuns nessa região”, afirmou Jânia Ramos.
A pesquisa também englobou Belo Horizonte. “Por ser a capital, um centro de migração de pessoas de todas as regiões, é possível encontrar várias características do ‘mineirês’. Uma marcante é a redução de pronomes (vontadefazê no lugar de vontade de fazer). Quanto mais rápido a pessoa fala, mais ocorre essa redução”, explicou a pesquisadora.
Jânia Ramos chama a atenção para uma expressão muito comum entre os mineiros: “Nossa Senhora”, que se transforma em “nossa”, “nó” e “nu”, à medida que o a idade do interlocutor diminui. “As pessoas de 50 a 70 anos falam Nossa Senhora com muita frequência. Entre as de 30 a 45, fala-se Nossa Senhora e nossa. No grupo de pessoas de 25 a 15 anos, é apenas nossa, que reduz para nó e nu, dos sete aos 14 anos.”
A pesquisa da Faculdade de Letras da UFMG foi elaborada com base no esboço para um Atlas Linguístico de Minas Gerais, produzido pelo professor da Universidade Federal de Juiz de Fora Mário Zágari e outros especialistas. O primeiro e único volume do atlas foi publicado em 1977.
“O jeito de falar do mineiro é muito debatido na Internet, mas falta uma ferramenta científica, como a que vamos oferecer. Nosso trabalho poderá contribuir com o Atlas Linguístico Brasileiro (Alibi), que está sendo produzido na Universidade Federal da Bahia”, disse Jânia Ramos.
“Uai” virou marca registrada
Quando se fala sobre Minas, a primeira expressão que vem à cabeça é “uai”. A pesquisadora da UFMG ressalta que tal interjeição pode ser conclusiva (É isso aí, uai), uma manifestação de surpresa (Uai, você chegou agora?) ou argumentativa. Como exemplo deste último caso, quando uma pessoa é questionada: “O que você acha disso?”, o uai vem antes da resposta, que é precedida de uma pequena pausa.
“O uai também é usual em alguns municípios da Bahia, o que indica a influência do ‘mineirês’ por lá.”
Copa do Brasil; Galo promete força total no ataque ao Guaratinguetá
Tentar liquidar o jogo o mais rápido possível e carimbar o passaporte para as oitavas-de-final da Copa do Brasil ainda no primeiro tempo. Quem revela a receita para o Atlético evitar o sufoco que passou na partida de ida contra o Guaratinguetá e avançar na competição, em busca do título inédito, é o lateral-direito Marcos Rocha. A partida da volta, a partir das 19h30 de hoje, no Mineirão, vale pela segunda fase. Com o 2 a 2 no interior paulista, o time de Emerson Leão pode até empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 que se classifica. Novo 2 a 2 leva a decisão para os pênaltis. Quem vencer enfrenta o Vitória-BA.
Mas esta vantagem de jogar pelo regulamento não passa nem de longe pela cabeça dos jogadores alvinegros. Apesar de entrar para buscar a vitória, eles sabem que o confronto não será fácil. Na semana passada, o Guaratinguetá não deu espaços ao time mineiro e por pouco não saiu de campo com a vitória.
O goleiro Édson, que não atuava como titular desde a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008, substituiu Juninho, expulso na partida de ida. A única alteração na linha, com relação ao time que enfrentou o Guaratinguetá na semana passada, é a escalação de Marcos Rocha, que ficou algumas rodadas longe da titularidade, e tenta reencontrar seu espaço. Ele substitui o zagueiro Werley contundido, que vinha atuando improvisado no setor. O lateral-esquerdo Júnior, o volante Márcio Araújo e o armador Lopes, que não enfrentaram o Rio Branco no fim de semana, pelo Estadual, retornam. Éder Luís e Diego Tardelli, autor dos dois gols no empate contra o Guaratinguetá, formam o setor ofensivo esta noite. O volante Fabiano e o lateral-direito Elder Granja, que ainda não estrearam, ficaram fora da relação para a partida. Alessandro, outro que ainda não vestiu a camisa do Galo, fica no banco.
Se no interior paulista o Guaratinguetá assustou, dentro do Mineirão a história tem que ser bem diferente, avalia Marcos Rocha. “Vamos jogar dentro de casa. Temos que impor nosso ritmo e matar esta partida o mais rápido possível, porque no domingo já temos a outra decisão contra o Cruzeiro”, observa. “Vamos respeitar a equipe deles, mas temos que liquidar o mais rápido possível.” O lateral pede atenção com o meio-de-campo do adversário.
Mesmo garantindo que o time entrará em campo disposto a definir nos 90 minutos, o técnico Emerson Leão preferiu se resguardar e treinou bastante as cobranças de pênaltis. Ao lado de Diego Tardelli, Carlos Alberto e Lopes, Marcos Rocha foi um dos destaques no fundamento.
Mais e experiente que o lateral, o armador Lopes também pensa na vitória, mas pede cautela. Para ele, o Galo deve avaliar o tipo de jogo que será desenvolvido pelo Guaratinguetá para não ser surpreendido. “Temos que ter seriedade e tranquilidade, porque eles já mostraram que têm qualidade”, diz. “Precisamos ter cautela no início para conseguirmos definir a partida e não acontecer como aconteceu lá em São Paulo”, avisa Lopes.
Além do jogo de semana passada, as duas equipes disputaram um amistoso em 1958, vencido por 1 a 0 pelo Guaratinguetá. A delegação paulista chegou no início da noite de ontem a Belo Horizonte. O técnico Candinho Farias não divulgou o time que começa jogando, mas pode fazer algumas modificações na equipe. Depois de ser rebaixada no Campeonato Paulista, o Guaratinguetá aposta suas fichas na Copa do Brasil.
Atlético: Edson; Marcos Rocha, Leandro Almeida, Marcos e Júnior; Renan, Márcio Araújo, Carlos Alberto e Lopes; Éder Luís e Diego Tardelli.
Técnico: Emerson Leão
Guaratinguetá: Fernando, Edson Rocha, Nino e Rocha; Dedimar, Careca, Gil, Magal, Nenê e Guarú; Wellington Amorim.
Técnico: Candinho Farias.
Local: Mineirão.
Horário: 19h30.
Ingressos: Cadeiras superior e inferior – R$ 10; Cadeira especial – R$ 30.
Arbitragem: Rodrigo Nunes de Sá, auxiliado por Ricardo Ferreira de Almeida e Jackson Massara dos Santos, todos do Rio de Janeiro.
Transmissão: Sportv, ESPN Brasil e Pay-per-view.
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