Roupa Nova em BH com o show de lançamento do novo DVD
Grupo Roupa Nova volta a Belo Horizonte, no Chevrolet Hall com o show de lançamento do CD e DVD “Roupa Nova em Londres”.
Com grandes sucessos já consagrados na música brasileira, a banda retorna a Belo Horizonte para embalar os fãs com o seu novo DVD, gravado em Londres.
Todo o trabalho foi naturalmente registrado para um novo DVD, que sai simultaneamente e ainda oferece uma versão bônus exclusiva de “Lumiar”.
O DVD mostra bastidores da gravação das novas faixas no estúdio e também cenas da banda na capital inglesa, ao som das gravações do EP “4U”.
No repertório de ambos os produtos, vale destacar as revisitações de “Sonho” (1985), “Lembranças” (1996), “Muito Mais” (1997) e “Correndo Perigo” (1990), que ganhou nova letra e virou “A Cor do Dinheiro”.
Além disso, uma versão – com arranjo para octeto de cordas – de “She’s Leaving Home”, de McCartney e Lennon, gravada originalmente pelos Beatles no LP “Sgt. Pepper” de 1967 e agora registrada à capela pelo Roupa Nova no estúdio AIR Lyndhurst Hall, instalado numa igreja centenária há 15 anos por Sir George Martin, o lendário produtor e maestro dos Beatles, considerado por muitos o quinto integrante.
Informações
Quando?
Sexta-Feira, 26/03/2010, às 23:00
Onde?
Arena Chevrolet Hall
Quando?
Pista/Arquibancada:
1º lote: R$ 50,00 – inteira/ R$ 25,00 – meia-entrada
2º lote: R$ 60,00 – inteira/ R$ 30,00 – meia-entrada
3º lote: R$ 70,00 – inteira/ R$ 35,00 – meia-entrada
4º lote: R$ 80,00 – inteira/ R$ 40,00 – meia-entrada
Quem pode ir?
16 anos – Haverá venda de bebidas alcoólicas
Mais informações?
31 3209-8989
Governo quer manter IPI reduzido
A redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos, material de construção e bens de capital pode ter o prazo prolongado, segundo fontes do governo.
Como o impacto fiscal dessas medidas é bem menor do que a queda do IPI para automóveis, cujas alíquotas começaram a ser majoradas esta semana, a equipe econômica avalia se valeria a pena manter esse inventivo.
O problema, mais uma vez, é o espaço fiscal bastante limitado com que trabalha o governo.
Apesar da defesa enfática da política fiscal expansionista posta em prática nos últimos meses, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, falam em conseguir um superávit de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem usar os abatimentos previstos.
Nesse esforço, qualquer economia fará diferença.
Por outro lado, existe a disposição de estimular ao máximo a economia, e é isso que está sendo pesado.
Segundo uma fonte, diante desse dilema, os incentivos à construção civil e ao investimento têm mais chances de permanecer do que os da linha branca, que são itens de consumo.
A avaliação é que, com a política monetária flexível adotada ao longo do ano, cujo efeito pleno está chegando agora, no fim do ano, o consumo já terá um impulso significativo, o que pode dispensar a renovação do IPI linha branca.
Impulso para a economia
A alíquota reduzida para fogão, refrigeradores, tanquinhos e máquinas de lavar termina no dia 31 deste mês. Há dentro do governo quem defenda a prorrogação pelo menos até o fim do ano, quando se encerram os incentivos para os demais setores.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, tem destacado a importância do incentivo fiscal para manter as vendas aquecidas.
Em recente entrevista, Jorge defendeu a manutenção da redução do IPI para linha branca e materiais de construção.
Ele argumenta que é preciso baixar o custo das obras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que recebe subsídios do Tesouro para as moradias destinadas à população de baixa renda.
O raciocínio é que elevar os impostos de um produto em que o governo tem participação tributária importante é ampliar o custo até para o Tesouro.
A Associação da Indústria de Material de Construção (Abramat) e a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) também têm trabalhado para convencer o governo a ampliar os prazos, mantendo a desoneração pelo menos em parte de 2010.
O argumento é que o ciclo de uma obra pode chegar a dois ou três anos.
Uma fonte do governo afirma que a prorrogação para cada setor será “discutida no tempo certo”, ou seja, mais perto de quando o prazo das desonerações estiver se encerrando.
Nas contas da Receita Federal, a redução de IPI para material de construção até 31 de dezembro custará aos cofres públicos R$ 952 milhões e, para bens de capital, R$ 345 milhões.
A renúncia fiscal para linha branca, prevista para acabar em 31 de outubro, será de R$ 380 milhões.
Mineiros não sabem corretamente quanto pagam de impostos
Conhecer as taxas sobre cada produto consumido revela surpresas nada agradáveis.
Mas é fundamental para o contribuinte saber o quanto realmente paga toda vez que compra algo.
Antônio Carlos Moreira faz as contas do orçamento doméstico todo mês.
À medida que vai calculando os gastos, vê a sua indignação crescer.
Não é para menos.
Este ano, o administrador de empresas já desembolsou cerca de R$ 15 mil só com os tributos formais cujas cobranças chegam pelos Correios, como IPTU e IPVA, mais o Imposto de Renda proporcional ao período.
Somadas as taxas embutidas em todos os produtos que a família compra, de supérfluos a itens necessários à manutenção da vida e da casa, o resultado dá um salto – e o susto dele também.
Entre janeiro e julho, cerca de R$ 8 mil foram embora nos impostos que nem imaginava que existiam nos itens adquiridos na padaria, na farmácia e no supermercado.
Perdido em meio a uma cascata de impostos, o brasileiro não consegue imaginar quanto da renda familiar é consumida pelos tributos. Mesmo os mais prevenidos assustam.
Na padaria, a cada R$ 1 que a família de Antônio Carlos gasta em pãezinhos, cerca de R$ 0, 17 é consumido pelo imposto.
A conta não para de crescer. Mais de 37% do valor da fralda descartável usada pelo pequeno Lucas vão para o Tesouro.
No supermercado, então, o susto é de perder o fôlego.
A família gasta cerca de R$ 1,2 mil mensais com alimentos. Desse total, pelo menos R$ 480 correspondem à mordida do fisco. Isso significa que só em bebidas e alimentos variados já se foram pelo menos R$ 2,8 mil em impostos este ano.
E os gastos continuam. Durante o ano, a família de Antônio Carlos gastou R$ 2,1 mil de gasolina.
O fisco ficou com R$ 1,5 mil desse valor.
Pior foi o que constataram no jogo eletrônico de Matteo, o filho mais velho, de 11 anos.
O valor do produto se perde em uma carga tributária que chega a 72,18%, menos que o tênis de corrida da esposa, Patrícia Cardoso, em que quase 60% do valor do produto são tributos.
A surpresa com a descoberta dos impostos escondidos nos preços dos mais variados produtos foi compartilhada pela família do médico Sérgio Dias Gonçalves Vilela e da professora de inglês Rosana Junger dos Santos.
A renda mensal do casal para manutenção da casa e dos gastos com os filhos, Henrique, de 5 anos, e Nina, de 5 meses, é de cerca de R$ 10 mil.
O Imposto de Renda já leva 27,5% desse total. E, do restante, uma média que varia de 30% a 60% em tributos acaba indo para a compra de produtos diversos.
Na mesa do café da manhã, o imposto do açúcar não é nada doce, chega a 40,5%.
Do valor pago pelo biscoito recheado que o Henrique adora, 37,3% vão para o fisco. E mesmo nas frutas de Nina há 22,9% pagos em impostos.
Amanhã a arrecadação de impostos brasileira vai atingir a marca de R$ 600 bilhões.
Nos próximos 30 dias, deve alcançar o equilíbrio em relação ao ano anterior, um prodígio em ano de crise na economia internacional, quando o esperado era um movimento inverso.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, a arrecadação deve atingir este ano 35,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equiparando-se ao patamar de 2007.
No ano passado, a conta fechou em 35,8% do PIB, segundo dados da Receita Federal.
Seminário em BH discute novos rumos para a gestão cultural
Com os ventos de mudança surgidos da proposta de reformulação da Lei Rouanet, gestores culturais se perguntam que rumos tomar diante das possíveis mudanças da lei e da crise que atingiu os patrocínios, via lei de incentivo, na área cultural.
Pensando nisso, os alunos da Pós-graduação em Gestão Cultural do Centro Universitário UNA organizaram o Seminário Gestão Criativa da Cultura: Tranversalidade e Sustentabilidade. O tema é de grande interesse e relevância e recebeu o apoio do Ministério da Cultura – Representação MG, e foi noticiado pelo jornal Hoje em Dia e pelo site Cultura e Mercado e entre outros.
Seu foco é debater soluções criativas para a gestão da cultura, a fim de tentar diminuir sua dependência dos mecanismos governamentais de fomento.
O Seminário traz convidados para expor iniciativas inovadoras de financiamento à produção e apresentar cenários possíveis de colaboração e criação de redes.
As mesas acontecerão nos dias 1º e 2 de julho a partir das 19 horas no auditório do Centro Universitário UNA – Rua Aimorés 1.451, Lourdes. As inscrições podem ser feitas pelo site http://gestaocriativadacultura.wordpress.com
No primeiro dia (1º/07), o seminário trará a mesa sobre Sustentabilidade e Cultura.
Sob uma perspectiva integrada e universal, essa mesa tem como tentativa reconhecer o potencial das indústrias criativas e culturais no contexto de umfinanciamento que se sustente ao longo do tempo.
Os debatedores apresentarão iniciativas que exemplificam o diálogo intersetorial (cultura, educação, meio ambiente, turismo) e permitem a administração de bens intangíveis.
No dia 2/07, a mesa Ações Colaborativas: Redes e Coletivos buscará compreender o poder colaborativo das formas organizacionais horizontais.
Na pauta, iniciativas surgidas da criação coletiva, possibilitadas por fluxos e conexões descentralizadas.
A proposta desse segundo dia é pensar o papel destas redes e coletivos na expansão do espaço cultural e das trocas diversificadas.
Paralelamente, haverá uma mini-exposição do grupo Giramundo Teatro de Bonecos e a presença da livraria Usina das Letras com títulos específicos para o evento.
O SEMINÁRIO
O seminário “Gestão Criativa da Cultura: Transversalidade e Sustentabilidade” é uma realização do curso de pós-graduação em Gestão Cultural/Turma 2009 do Centro Universitário UNA, sob a coordenação da Profª. Maria Helena Cunha, e é viabilizado por meio de parcerias institucionais e permutas de produtos e serviços.
Seminário Gestão Criativa da Cultura: Transversalidade e Sustentabilidade
Auditório do Centro Universitário UNA
Rua Aimorés, 1451 – Lourdes – BH
Dias 1º e 2 e julho/2009
19h às 22h30
As inscrições são totalmente gratuitas e podem ser feitas pelo site
http://gestaocriativadacultura.wordpress.com
O evento também será transmitido ao vivo via Twitter: @seminariogcc
Ana Flávia Machado (CEDEPLAR / UFMG)
Leonardo Beltrão (Instituto Cultural Inhotim)
Ibrahima Gaye (Casa África)
José Aparecido Gonçalves (Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA)
Alberto Guzik (Grupo Satyros / SP)
Nísio Teixeira (Doutor em Ciência da Informação pela UFMG e jornalista)
Francislei Henrique (DJ Francis / Negros da Unidade Consciente – NUC)
Carlos Rocha (FIT-BH / Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil)
Marcela Bertelli (DUO Informação e Cultura)
Carlos Falci (Escola de Belas Artes/UFMG)
Governo anuncia pacote para estimular avanço econômico
O Governo anunciou ontem um pacote de R$ 45,342 bilhões para ampliar os estímulos à retomada do crescimento econômico no Brasil. A maior parte dos recursos está destinada à equalização de taxas de juros nos empréstimos do BNDES (R$ 42 bilhões). Serão atendidos segmentos que vão de compra de bens de capital ao exportador.
Também foi anunciada a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para mais de 70 produtos do setor de bens de capital e a prorrogação da isenção do imposto para veículos, caminhões, produtos da linha branca, construção civil , além da a manutenção das isenções de PIS e Cofins na produção de motos, farinha de trigo e pão.
As isenções representarão uma renúncia fiscal total de R$ 3,342 bilhões em 2009 e serão seguidas de um redução do custo de financiamentos tanto do Tesouro para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como para a indústria.
“A indústria vai passar do negativo para o positivo daqui para a frente”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante do anúncio das medidas.
Para ele, o Brasil estará em condições de se expandir 4,5% já em 2010, retomando um ritmo de crescimento pré-crise e avançando para mais de 5% em 2011.
Mantega disse que a queda nos preços dos eletrodomésticos foi de 5% a 10%, apesar de alguns produtos, como refrigeradores e máquinas de lavar, terem tido uma queda menor que esse patamar. “Existe espaço para uma redução maior desses preços”, afirmou o ministro.
Após o anúncio do pacote, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que as medidas de incentivo à produção e ao investimento representam o caminho de saída da crise econômica. No final da solenidade, a ministra sinalizou que, se for necessário, o governo tomará novas providências para enfrentar a crise econômica.
“Eu acho que demos um passo muito grande, que é uma política de incentivo ao investimento, através da ampliação da produção de bens de capital e do incentivo a que os empresários entrem nessa nova perspectiva, que é o caminho de saída da crise”, disse a ministra.
Segundo ela, a meta é aumentar o nível de investimento. Com isso, disse, “estamos criando as condições para que o Brasil tenha maior produtividade, tenha indústrias mais bem preparadas, que apostem na inovação, na engenharia nacional”, comentou Roussef.
Ainda de acordo com a ministra, as medidas fazem parte de um conjunto de ações que o Governo vem adotando para garantir crédito e ampliar investimentos.
Antes do evento, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o pacote de isenções anunciado ontem é o penúltimo do ano. Segundo ele, Mantega já revelou que pretende colocar em prática, até dezembro, a desoneração da folha de pagamentos.
Dia dos Namorados mais caro
Até maio deste ano, a inflação média para presentes relacionados ao Dia dos Namorados acumulou alta de 5,01%, segundo informou nesta terça-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em levantamento sobre o tema, feito com base em pesquisa de preços de 12 produtos e serviços mais demandados durante a data, a fundação apurou que cintos e bolsas foram os produtos que apresentaram a maior taxa acumulada de variação de preços no mesmo período, de 13,75%, seguido por hotel/motel (12,26%) e joias e bijuterias (11,62%).
Da lista de 12 produtos e serviços pesquisados pela fundação, seis apresentaram taxas de inflação acumuladas acima da inflação média no período.
Além de joias e bijuterias, hotel/motel e cintos e bolsas, também apresentaram taxa de inflação acumulada acima da média os itens restaurantes (8,25%), bombons (7,88%) e cinema (8,21%).
Os itens restantes registraram variação de preços menos intensa do que a média, e até mesmo queda de preços no mesmo período.
É o caso de roupas femininas (3,47%), calçados (-0,92%), celular (-9,52%), CD (-1,96%), livros (3,93%) e perfumes (2,95%).
Ao analisar as movimentações de preços dos itens em sete capitais, a FGV apurou ainda que São Paulo acumula a menor taxa de inflação média acumulada em 12 meses entre os produtos relacionados ao Dia dos Namorados, com variação de 2,41%.
A cidade mais cara para comprar presentes para a data foi Salvador com taxa de 8,47% acumulada em 12 meses até maio.
Grandes marcas ganhando espaço no mercado
As marcas talibãs, conhecidas popularmente por terem produtos mais baratos e de qualidade inferior, estão mais escassas na cozinha e no guarda-roupa das classes C, D e E.
A estabilidade econômica, o aumento da renda e do crédito permitiram que essas faixas da população consumam hoje artigos de marca internacional, no passado usado apenas pela elite social.
Depois de terem acesso ao frango, ao iogurte e aos eletrodomésticos, essas classes passaram a consumir Nike, Adidas, Reebok, Puma, Everlest, Dolce & Gabanna, Calvin Klein, Ralph Lauren e Diesel.
“O fenômeno das marcas talibãs, com centenas de produtos de baixo preço e baixa qualidade, acabou.
O consumidor de renda menor passou a exigir produtos de melhor qualidade e ficar mais exigente.
E ele geralmente é fiel às marcas mais conhecidas, pois o custo do erro é grande”, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, instituto que pesquisa os hábitos de consumo da baixa renda no país.
As marcas talibãs, explica ele, ganharam o nome por serem “bombásticas” e atirarem para todos os lados. “Hoje elas perderam mercado.”
Segundo levantamento do Data Popular, a elite escolhe a marca para se diferenciar da massa e costuma se concentrar no exclusivo. “Já as classes da base da pirâmide escolhem marcas conhecidas para fazer parte do grupo, da tribo”, observa Meirelles.
Para o instituto, as famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395) fazem parte da classe E, as com renda entre três e seis salários mínimos (R$ 1.395 e R$ 2.790), da classe D e a faixa da população com renda entre R$ 2.790 e R$ 4.650 são da classe C.
Essa última é definida pelo Data Popular como a verdadeira classe média brasileira.
Nas campanhas publicitárias para essa faixa da população, Meirelles afirma que a comunicação deve ser bem didática. “Se o consumidor não sabe falar se o nome da marca é Reebok ou Rebôque, ele não faz a propaganda boca a boca. É importante entender o recado da marca”, afirma.
O vendedor Rodrigo Barbosa faz parte da classe C e mora com a mãe no Bairro Betânia, Região Oeste de Belo Horizonte. No seu guarda-roupas 100% das peças são de marcas famosas.
“Eu só uso roupa de marca, tenho esse defeito”, brinca. Ao ser entrevistado, Barbosa usava tênis All Star Converse, calça Vide Bula, blusa Cavalera e óculos retrô, do brechó Brilhantina. Suas grifes prediletas são Cavalera e Colcci.
“Em lojas de departamento e outras regiões, como Barro Preto, só encontramos imitações e a qualidade e o corte são inferiores. E só compro produto original. Uma vez comprei um tênis pirata e uma semana depois estava todo descascado”, afirma.
Quando está bem vestido, o vendedor afirma que recebe tratamento diferenciado. “As pessoas falam que você está chique, te dão mais credibilidade”, diz.
Cristiana Oliveira e Tarcísio Júnior são amigos e moram em república no Bairro Ouro Preto.
Os dois trabalham com atendimento de call center e, pelo rendimento, fazem parte da classe D.
Eles compram roupas de dois em dois meses e confessam que a maior parte do salário é destinado ao guarda-roupa. As marcas preferidas são Colcci, Farm, Diesel, Calvin Klein, Puma e Everlast.
“A qualidade é melhor e dura mais tempo”, diz Cristiana. Ela costuma ser fiel às marcas. “Não vale a pena trocar o certo pelo duvidoso”, diz.
O público que circula pela 9º edição do Griffe Show, no Minascentro, em BH, reúne este ano desde moradores dos luxuosos condomínios ao redor da capital a consumidores populares.
“Observamos que a classe C compra o que é o mais básico da moda, não arrisca muito.
Eles esperam a confirmação de tendência. Quem arrisca é a classe A, que é formadora de opinião”, afirma Letizzia Bafile, organizadora do evento, um bazar de marcas famosas com descontos de até 75%.
Com nova reestruturação, GM demitirá trabalhadores
A montadora norte-americana General Motors (GM) anunciou nesta segunda-feira a revisão de seu plano de viabilidade, que prevê a demissão de 21 mil pessoas e a eliminação da marca Pontiac até o fim de 2010.
A montadora disse que irá se concentrar nas quatro marcas principais nos Estados Unidos – Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC – e que reduzirá o número de modelos para se focar em programas de desenvolvimento de novos produtos.
O número de modelos será reduzido de atuais 48 para 34 até o ano que vem.
A companhia também irá reestruturar sua rede de concessionárias nos EUA, reduzindo o número de lojas em 42% até o fim de 2010.
Tal corte implica o fechamento de 500 lojas, mas em um prazo quatro anos menor do que foi proposto no primeiro plano de viabilidade, apresentado em fevereiro deste ano.
O plano estima que a empresa terá 19,5% de fatia de mercado no fim de 2009
O executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse que a companhia está adotando “ações difíceis, mas necessárias”, que são cruciais para a viabilidade de longo prazo da companhia.
Ele afirmou que as negociações com relação a mudanças nos contratos com o sindicato dos trabalhadores, o United Auto Workers (UAW, na sigla em inglês), ainda estão em curso.
A administração do presidente norte-americano, Barack Obama, deu prazo à montadora até 1º de junho para apresentar um plano de reestruturação ou pedir concordata.
Esse prazo foi dado depois de o governo ter rejeitado o primeiro plano de viabilidade apresentado, em 17 de fevereiro.
Troca de papéis
A GM anunciou hoje uma oferta para troca de US$ 27 bilhões em dívida não securitizada por ações ordinárias da companhia.
De acordo com a montadora, o sucesso na troca de dívida por ações permitirá que a GM se reorganize sem precisar recorrer à concordata.
A GM está oferecendo 225 ações ordinárias a cada US$ 1.000 do volume principal da dívida em circulação.
A troca será realizada apenas se 90% dos credores concordarem com os termos.
A companhia disse por meio de um comunicado que espera pedir concordata se não houver adesão suficiente.
A data limite para os credores aderirem à oferta é 26 de maio.
A proposta de troca de dívida por ações foi encaminhada à Securities Exchange Commission (SEC), comissão de valores mobiliários dos EUA.
Vendas do varejo crescem com queda do IPI
s redes de varejo já contabilizaram crescimento nas vendas de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos no primeiro final de semana de vigência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada na última semana pelo governo.
Na média de quatro grandes varejistas – Pão de Açúcar, Wal-Mart, Magazine Luiza e Lojas Colombo – a alta foi de 21,2%. Além disso, a movimentação de consumidores pesquisando preços também foi grande, elevando as expectativas sobre o desempenho para o Dia da Mães, segunda data mais importante de vendas do varejo, perdendo apenas para o Natal.
No Grupo Pão de Açúcar, o destaque ficou com os fogões, com alta de 25% nas vendas quando comparadas à média dos últimos finais de semana. Segundo o diretor executivo da companhia, Jorge Herzog, considerando todos os produtos beneficiados pela redução do IPI, as vendas subiram 20%, e os preços caíram entre 8% e 13%.
“Essa compra (de bens da linha branca) geralmente não acontece por impulso. Acreditamos em um crescimento acima dos 20% nos próximos dias com a proximidade do Dia das Mães”, afirmou.
Segundo o diretor de marketing da Lojas Colombo, Thiago Baisch, a redução do IPI despertou a curiosidade do consumidor, que foi às lojas para comprar e pesquisar preços. “Como a medida foi anunciada às vésperas de um feriadão, a expectativa é de que o movimento aumente a partir de quarta-feira, após o feriado.
Projetamos um crescimento de 15% a 20% nas vendas dos produtos beneficiados com a redução do imposto”, disse. Os preços caíram 10% em média na Colombo em razão da queda do imposto.
No primeiro final de semana com a vigência da redução de IPI sobre os produtos da linha branca de eletrodomésticos, as lojas do Magazine Luiza apresentaram acréscimo de 25% nas vendas, em relação à semana anterior.
Já o Ponto Frio disse, em nota, que foi registrado um aumento das vendas e do fluxo de consumidores nos dois primeiros dias da medida, mas evitou dar detalhes da alta.
No Wal-Mart, foi registrado um crescimento médio de 20% nas vendas de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, nos dois primeiros dias de vigência da redução do IPI.
Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que os destaques das vendas ficaram com a linha de refrigeradores “frost free” e máquinas de lavar menores, que substituíram o tanquinho na escolha dos consumidores.
Na última sexta-feira, o governo anunciou que a alíquota do IPI das geladeiras recuou de 15% para 5%; das máquinas de lavar, de 20% para 10%; de fogões de 5% para 0%; e de tanquinhos de 10% para 0%.
Comércio contra o cartão de crédito
Lojistas de todo o país vão aproveitar a crise econômica para se insurgir contra as altas taxas e prazos excessivos cobrados pelas administradoras de cartões de crédito e débito no Brasil, que acabam caindo na conta do consumidor, encarecendo as compras em até 12%.
Na quarta-feira que vem, depois do feriado de Tiradentes, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) vai apresentar na Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista, no Câmara dos Deputados, mais detalhes sobre o custo das operações por loja, que podem ultrapassar o valor pago pela folha de pagamento.
Além do aluguel das máquinas de passar o cartão, que varia de R$ 80 a R$ 200 mensais cada uma, o lojista paga até 5% de taxa de administração e de 3% a 5% pela antecipação dos valores a receber (no caso de cartões de crédito), que levam 30 dias para serem repassados ao comerciante. A taxa média apurada pelo Banco Central (BC) é de 2,9%.
Tome-se como exemplo uma loja de calçados com cinco funcionários, que apura uma venda mensal estimada de R$ 50 mil. Pelos cálculos da CNDL, ela vai pagar, em média, R$ 3 mil com a folha de pagamento e R$ 5 mil para a administradora de cartão de crédito, sendo R$ 2,5 mil em taxa de administração e R$ 2,5 mil em taxas por antecipar os créditos que só deveria receber no fim do mês.
Fora as taxas, o dono da loja vai pagar R$ 180 pelo aluguel de duas máquinas eletrônicas. Isso sem contar os gastos com as ligações telefônicas.
“Até então, as administradoras de cartão de crédito eram uma caixa-preta. Suas operações precisam ser reguladas pelo BC, enquadrando-as como instituições financeiras, como é feito em boa parte do mundo ”, afirma Roque Pelizzaro Júnior, presidente da confederação.
Ele denuncia que não existe qualquer tipo de regulamentação para o cartão de crédito no país, que sofre apenas a marcação das entidades de defesa do consumidor, já que são os campeões em reclamações.
“O setor é autorregulável. Descobri isso quando era presidente da CDL de Santa Catarina e, com o fim da CPMF, sentei com o representante da operadora para negociar.
Ele confessou que não havia desconto a fazer porque eles nunca tinham pagado CPMF”, conta.
“Cerca de 90% das lojas são micro e pequenas empresas, que recolhem 5% de impostos pela menor faixa do Simples. Elas estão pagando mais para as operadoras de cartão de crédito do que em tributos”, reforça Roberto Alfeu, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).
Ele lembra que as taxas de administração cobradas nos Estados Unidos e na Europa são inferiores a 2%, com repasse dos valores pagos pelo cliente no prazo de dois dias.
“Na Argentina, o dinheiro das compras é devolvido em uma semana. Por que lá é diferente? No Brasil, as operadoras congelaram as regras da época da inflação e ninguém reclamou”, diz.
O diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Marcelo Noronha, afirma que as discussões apresentadas pelos lojistas são legítimas.
E garante que a instituição vai se posicionar assim que tiver acesso ao conteúdo da apresentação que será feita na Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista. No entanto, já adianta que “o negócio (das operadoras de cartões de crédito) gera valor para a sociedade.
O consumidor ganha até 40 dias para pagar, a loja economiza com inadimplência e o governo e a sociedade ganham um instrumento formal de pagamento”.
Em 2008, as transações com essas formas de pagamento movimentaram R$ 374 bilhões em 5,3 bilhões de transações e 1,4 milhão de lojas que aceitam cartões.
O proprietário do Butiquim Santo Antônio, Arthur Leite Franco, é exemplo de empresário que fez a opção por não aceitar cartões. Ele adquiriu o bar há sete meses e está fazendo uma restruturação financeira.
E, se tivesse que pagar mais de 2% por transação, mais o aluguel da máquina mensal, garante que teria de repassar esses custos para os preços dos produtos do cardápio.
“Está crescendo o número de estabelecimentos que não aceitam. Os clientes já sabem e não são pegos de surpresa”, afirma.
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