Categorias

Publicidade



Marques desfalca o Atlético-MG contra o Goiás


Além dos titulares Jonílson e Jorge Luiz, que cumprem suspensão, o atacante Marques, que tem sido opção de banco, desfalca o Atlético-MG na partida contra o Goiás domingo no estádio Serra Dourada, em Goiânia, às 16h (horário de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Marques reclamou de um incômodo no músculo adutor da coxa direita e retornou a Belo Horizonte para fazer tratamento. O atacante participou do segundo tempo da derrota para o Fluminense, por 2 a 1, quinta-feira à noite no Maracanã.

Depois de passar por cirurgia no joelho direito, em 12 de janeiro, e ficar longo período em tratamento, Marques voltou a atuar sábado passado, quando entrou no segundo tempo do triunfo sobre o Vitória, por 1 a 0, no Mineirão.

Contra o Fluminense, o atacante substituiu o volante Márcio Araújo aos 16 minutos do segundo tempo e encontrou um gramado encharcado no Maracanã, por causa da forte chuva.

Além de Marques, o técnico Celso Roth perdeu o zagueiro Jorge Luís, expulso diante do Fluminense, e o volante Jonílson, que recebeu o terceiro cartão amarelo.

Sem os três jogadores, o treinador convocou o lateral-direito Coelho, o zagueiro Alex Bruno e o atacante Alessandro para o jogo com o Goiás. O trio, que ficou em Belo Horizonte, se junta ao restante do grupo em Goiânia ainda nesta sexta-feira.


BH apresenta propostas para a Copa


Os projetos de revitalização e qualificação de Belo Horizonte e de modernização do transporte público municipal, que fazem parte do pacote elaborado para a cidade sediar a Copa de 2014, foram apresentados ontem à tarde em uma audiência pública realizada na Câmara Municipal.

Entre as proposta exibidas, a expansão do metrô e a construção da nova rodoviária. Também foram exibidos os planos para a implantação do BRT (Bus Repit Transit), sistema de ônibus que circula em calhas, em pistas exclusivas, com capacidade para atender a 200 pessoas por veículo.

“Nosso investimento prioritário é o BRT. O sistema é o melhorar para a cidade”, afirma o presidente da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar.

Segundo ele, o BRT será implantado primeiro na avenida Antônio Carlos. A expectativa é de que o sistema entre em operação até 2012. “Os recursos já foram garantidos pela prefeitura e aprovados pela Câmara Municipal”, disse Cesar.

Sobre o metrô, ele voltou a informar ontem que o projeto de expansão do sistema, inclusive com ideia ligando a Cidade Administrativa (na região Norte da cidade) ao bairro Novo Eldorado (em Contagem), está elaborado. Mas, segundo ele, para que a proposta saia do papel, seria preciso a captação de R$ 2 bilhões em recursos junto ao governo federal.

Quanto à nova rodoviária, Ramon Cesar informou que o desejo da administração municipal é que o terminal seja construído no bairro Calafate (região Oeste), mas que a definição depende de um estudo de impacto em fase de elaboração por uma empresa paulista. A prefeitura prometeu divulgar o resultado do estudo até o fim deste mês.

Quanto a rodoviária atual, o presidente da BHtrans afirmou que ela será revitalizada para operar apenas o transporte municipal e metropolitano. Dentre as propostas apresentadas pela prefeitura, está ainda a revitalização da região da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha.

Conforme o secretário Municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, 12 quarteirões do hipercentro de Belo Horizonte terão os passeios trocados.

“Nosso objetivo é promover melhorias no espaço urbano e nos preparar para receber pessoas de vários lugares do mundo”, disse Valadares. De acordo com ele, há planos também para despoluição da lagoa da Pampulha, criação de seis novas ciclovias, com cerca de 62 km de pista. Ainda segundo Valadares, há ainda a proposta de cuidados das praças e dos 69 parques municipais da capital.

Propostas

Transporte

- Expansão do metrô
- Implantação do programa Corta Caminho
- Implantação dos corredores de BRT (inicialmente na avenida Antônio Carlos)
- Gestão inteligente do Transporte Público. Funcionamento com GPS, painéis eletrônicos e câmeras

Estruturação urbana

- Revitalização da Savassi, do Barro Preto e da Lagoinha
- Tratamento da calçada em 12 quarteirões do hipercentro da cidade
- Despoluição da Lagoa da Pampulha
- Melhorias e manutenção em praças e parques públicos


Minas Gerais é referência mundial no tratamento da anemia


A doença falciforme, também conhecida como anemia falciforme, é a doença genética de maior incidência no Brasil, sendo prevalente entre os afrodescendentes. “Isso não é por acaso, é um reflexo da imigração imposta dos negros, durante séculos, no Brasil. O drama dessa enfermidade é que ela se concentra numa população de baixa renda”, ressalta o coordenador estadual de Doenças Complexas, Carlos Machado.

A doença é o foco das atenções de profissionais de saúde de diferentes especialidades, pesquisadores e gestores públicos de mais de 20 países, que estão reunidos desde a último dia 3 em Belo Horizonte, para o V Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias e para o Encontro Pan-americano para Doença Falciforme – Organização Pan-americana de Saúde/ Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).

O Encontro Pan-americano, nos dias 3 e 4 de outubro, e o Simpósio, de 4 a 7, marcam o aumento da atenção e da preocupação com a doença falciforme no contexto da saúde pública mundial.

Temas relativos ao contexto atual da doença, com ênfase em pesquisas científicas inovadoras e nos avanços para o tratamento e acompanhamento de pacientes serão tratados com profundidade e com vistas à implantação de melhorias e benefícios para as populações de todos os países envolvidos, que assinarão um protocolo de intenções.

Em razão da grande importância epidemiológica da doença falciforme nos países da África, o V Simpósio conta com a presença de especialistas e pesquisadores vindos desse continente.

Estimativas apontam que uma em cada 30 pessoas nascidas em Minas Gerais é portadora da moléstia. Atenta a essa realidade, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) desenvolve um trabalho de diagnóstico e tratamento que é considerado referência mundial. “Por ser hereditária, o diagnóstico precoce é fundamental para o controle dos sintomas”, explica Machado.

Além de possuir o terceiro maior programa de triagem neonatal do mundo (atrás apenas da Califórnia e do Texas, nos Estados Unidos), Minas Gerais possui também um trabalho pioneiro de acompanhamento dos pacientes, que podem ter sérias complicações, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e crises de dores intensas.

O “gene falciforme” altera o formato dos glóbulos vermelhos, o que dificulta a passagem dessas células pelos vasos sanguíneos. A redução da circulação sanguínea pode resultar em lesões em diversos órgãos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), infecções, úlceras de difícil cicatrização, crises de dores intensas que não cedem com analgésicos usuais, sendo necessário até o uso de morfina.


Gripe suína, paciente recebe alta depois de 70 dias internado


Teve alta nesta terça-feira o paciente que ficou mais tempo internado em todo o Brasil por causa da gripe suína.
O analista de sistema Rodrigo Novelli, de 27 anos, ficou 70 dias em tratamento no Hospital das Clínicas (HC) da UFMG, em Belo Horizonte.

 

Rodrigo passou 45 dias isolado no Centro de Tratamento Intensivo do hospital.
Ele ficou inconsciente na maior parte do tempo e respirava com a ajuda de aparelho.
De acordo com os boletins do HC, seu estado era grave.

O analista de sistema foi internado com sintomas da Influenza A (H1N1) no dia 29 de junho junto com a mulher, Isabel. Ela não desenvolveu os sintomas da doença e uma semana depois recebeu alta.

 

Minas

 

Ao todo, nove novos casos de infecção pelo vírus H1N1 foram confirmados nesta terça-feira em Minas Gerais.
O número de pessoas doentes no estado subiu para 166. Nove pessoas continuam internadas em CTIs e 33 já morreram em decorrência da gripe.


Casos de derrames sobem 11,7% em Belo Horizonte


O número de internações de pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), doença popularmente conhecida por derrame, aumentou 11,7% em Belo Horizonte no ano passado em relação a 2007. A hipertensão é uma das principais causas da doença.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de internação em 2007 era de 16 pontos passou para 18.5 para cada grupo de 10 mil habitantes de pessoas com 40 anos de idade ou mais.

 

Em números absolutos a quantidade de pessoas hospitalizadas vítimas de derrame passou de 1.432, em 2007, para 1.592 no ano passado. O número de mortes passou neste período de 1.119 para 1.123.

 

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Cerca de 75% dessas pessoas recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) para receber atendimento na Atenção Básica.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não sabe explicar as causas do aumento de internações e não considera os números preocupantes. O derrame matou no ano passado 1.119 pessoas e em 2007 1.123.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Roberto Venâncio de Carvalho, atribui o aumento de internações à falta de comparecimento do idoso nas unidades de saúde de Belo Horizonte, onde eram entregues os medicamentos e eram dadas orientações de como tratar a hipertensão.

 

“O idoso recebia orientações nas unidades de saúde de como ele poderia reduzir o uso dos medicamentos para controlar a pressão arterial. Algumas das dicas é fazer caminhadas e melhorar os hábitos alimentares, o que ajuda a combater a hipertensão.

 

O Conselho Municipal de Saúde informou que enviou denúncia ao Conselho Nacional de Saúde fazendo alerta sobre os riscos da distribuição de remédios nas casas dos idosos pelas farmácias particulares. “O conselho é contra a rede privada cadastrar idoso para entregar remédio em casa.

 

Pode haver um incentivo ao uso indiscriminado de remédios, o que também pode causar morte”, alertou Paulo Venâncio.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não tem o balanço de pessoas internadas com AVC. Uma das vítimas das doença é a salgadeira Ângela Maria Mota, 50 anos, internada desde terça-feira no Hospital Felício Rocho.

Ela disse que também enfrenta dificuldades de encontrar medicamento no posto de saúde do Bairro Vera Cruz para controlar a pressão arterial. “Eu senti dor nas costas, pescoço e peito. “Quase perdi os movimentos, mas agora estou mais aliviada com a melhora”, diz.

 

A salgadeira Ana Paula Mota Valentim, 32 anos, sobrinha de Ângela Maria, denuncia que na sexta-feira passada no Centro de Saúde do Bairro Vera Cruz, e não encontrou Enalapril, Atenolol, Hidrion e Losartan, usados para controlar a hipertensão. “Estou com muito medo de sofrer um derrame.

 

Não tenho dinheiro para comprar remédio para controlar a pressão e vou ter que esperar até a semana que vem”, denunciou.

 

Mesmo sabendo que poderia encontrar o Atenalol por R$ 0,85 (cada comprimido) na farmácia popular, Ana Paula afirma que não comprou o medicamento por falta de dinheiro para adquirir os outros que ela precisa, entre eles o Losartan, que custa R$ 96 na farmácia popular.

 

O neurologista Luiz Cláudio Ferreira Romanelli explica que o tipo mais comum de AVC é o isquêmico, provocado por problemas de circulação o sangue ou entupimento das artérias, problemas que podem ser agravados pela hipertensão.

Esse tipo da doença representa 70% dos casos de AVC. Os outros 30% são do tipo hemorrágico, com rompimento da artéria, causado pela hipertensão.

 

“O AVC é uma doença com mais sequelas no paciente e o índice de mortalidade é maior que as doenças do coração”, constatou o neurologista. Ele afirma que as pessoas hipertensas devem fazer o controle diário da pressão arterial, devem fazer atividades físicas e usar os medicamentos de acordo com orientação médica.

 

A coordenadora do Programa de Hipertensão Arterial da Secretaria de Saúde, a médica Janaína Guimarães de Araújo, afirma que não recebeu nenhum comunicado sobre falta de remédios nos postos de saúde. Alega ainda que o índice de internação é considerado estável, mesmo com o aumento.

 

Mal silencioso

 

Os riscos e as causas da hipertensão

 

O que é hipertensão arterial


É quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9

 

Quem tem mais risco de ficar hipertenso


- Quem consome mais bebida alcoólica
- Pessoas que têm hipertenso na família
- Excesso de peso
- Uso de sal na alimentação
- Diabéticos
- Quem não tem uma alimentação saudável
- Pessoas da raça negra

 

Como tratar a hipertensão


- Evite ficar parado. Caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador
- Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas
- Tente levar os problemas do dia a dia de maneira mais tranquila
- Mantenha o peso saudável
- Procure o profissional de saúde e peça orientação quanto à sua alimentação. Compareça às consultas regularmente
- Não abandone o tratamento, tome a medicação conforme a orientação médica
- Tenha uma alimentação saudável
- Diminua o sal da comida

 

Doenças provocadas pela hipertensão


_ derrames
_ doenças do coração (principalmente o infarto)
_ paralisação dos rins
_ lesões nas artérias
_ alterações na visão

 


Saúde; doenças crônicas lideram o ranking das mortes registradas em Minas


Tratadas como mal da modernidade, as doenças crônicas não estão provocando somente corrida aos consultórios médicos para prevenção e tratamento. Estão matando. Hoje, lideram o ranking de mortes em Minas Gerais, conforme o Estudo de Carga de Doenças realizado pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e Secretaria de Estado da Saúde (SES), deixando para trás as causas externas e as doenças infecciosas e parasitárias. Os primeiros dados foram apresentados, ontem, em Belo Horizonte. A segunda parte do trabalho será concluída até o final do ano e, ao final, será construído um relatório que vai apontar a chamada “carga de doença”, que mostra, simultaneamente, os efeitos da morte prematura e da morbidade sobre as condições de vida da população.

 

O relatório foi realizado a partir da análise das causas das mortes ocorridas no Estado entre 2004 e 2006. Ao todo, foram 325.422 óbitos, uma média de 108.474 por ano. As doenças crônicas foram responsáveis por 66% das mortes em Minas Gerais, as infecciosas/parasitárias, por 18%, e as causas externas, por 16%. Em relação às doenças crônicas, estão problemas cardiovasculares, males no aparelho digestivo e cânceres, por exemplo, conforme a pesquisadora da Fiocruz, Joyce Mendes de Andrade.

 

Entre as infecciosas/parasitárias que aparecem com importância, estão HIV e Doença de Chagas. Entre as causas externas, há as intencionais – por exemplo, morte por perfuração a bala – e as não intencionais, como as quedas. Essas últimas chamaram a atenção da pesquisadora. “Está aumentando a ocorrência de quedas na população, em todas as faixas etárias”.

 

Os problemas crônicos, segundo Joyce Andrade, merecem o máximo de atenção. “São doenças que consomem muita utilização do serviço público de saúde, matam lentamente e incapacitam pessoas por longo período”, observa. Consultor da SES, Eugênio Vilaça, um dos palestrantes do seminário, disse que a carga de doenças que afeta Minas Gerais tem que ser controlada com rede de atenção à saúde e implantação de sistema gerencial a partir das informações do relatório. “Hoje, trabalha-se com o problema do dia. Não temos sistema gerencial”, destaca. Segundo ele, a meta é que, até 2023, Minas seja o melhor estado para se viver, com redução de mortalidade e incapacitação de indivíduos.

 

A coordenadora da Área de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, Maria Leonor Abasse, observa que as doenças crônicas são mais difíceis de se combater porque não têm resposta imediata como têm as infecciosas e parasitárias, que, em muitos casos, são resolvidas com vacinas e remédios. “A prevenção às doenças crônicas se baseia em um tripé: alimentação saudável, atividade física e combate ao tabagismo”, destaca. Por isso, demanda trabalho de longo prazo que promova mudança de comportamento da sociedade. Apesar de a proporção de doenças crônicas ser elevada em Minas, o Estado não representa exceção, conforme Maria Leonor. “Minas Gerais é o resumo do Brasil, reflete o que acontece no país”.

 

Mina é o primeiro Estado que fez o estudo de carga de doença com dados desagregados por região. Jequitinhonha, Norte, Nordeste e Noroeste do Estado apresentam dados piores para doenças infecciosas e parasitárias, Sul, Sudeste, Oeste e Centro-Sul têm percentuais mais elevados em relação às doenças crônicas e Centro, Triângulo do Norte e Noroeste são as que apresentaram maior proporção de causas externas nas mortes. Para o superintendente de Epidemiologia da SES, Francisco Lemos, as causas externas têm que ser melhor tratadas porque não envolvem apenas a saúde públicas, mas também fatores sociais. “Assim como as cirroses hepáticas, que podem estar ligadas à cultura da bebida”, diz.

 

O estudo traz também dados curiosos, como o que mostra que, entre as doenças neuropsiquiátricas que mataram no período, a única encontrada foi o transtorno mental por alcoolismo, conforme Joyce de Andrade. O relatório traz, ainda, informações a respeito das mortes por faixa etária e revela que, entre as crianças com até um ano de vida, a principal causa de morte é asfixia e traumatismo ao nascer.

 

O susto e o medo são os primeiros sinais após o diagnóstico do câncer. Para Dolores Cordeiro de Souza, a certeza de que iria morrer foi o outro sentimento imediato, após confirmar a presença de um nódulo no seio, em casa. Sem esperança de cura, só procurou tratamento cinco meses depois, com algumas consequências. “Quando não estava mais suportando a dor, procurei o médico contra a vontade de minha família”, contou Dolores, 43 anos, que já perdeu sete parentes vítimas da doença. “Meu sobrinho já falou que se descobrisse que tinha câncer, ia beber veneno. Meu marido me bateu quando ficou sabendo, mas minha filha, Aline, disse que ia lutar comigo”, contou a paciente, que perdeu inclusive as sobrancelhas e os cílios por causa do tratamento.

 

Dolores já fez duas cirurgias, uma na axila e outra de retirada da mama. Há três anos tentando se livrar da doença, ela ainda sente dores no braço direito. “Eu e minha filha vivíamos para o tratamento e já passamos até fome para ter dinheiro para ir ao hospital. Agora, ela olha para mim e diz que valeu a pena”, completou Dolores, que participa do Grupo de Apoio a Pessoas com Cancer, no Bairro Floresta.

 

Com o diagnóstico de câncer de colo de útero há um ano, Rosângela Conceição de Oliveira, de 50 anos, tenta ter a mesma força que Dolores. Por causa da doença, ela parou de trabalhar e está na fase final do tratamento, que consistiu em 40 sessões de radioterapia e seis de quimioterapia. “Mesmo assim, ainda vou ficar em observação por cinco anos, para ver se não surgem novos tumores”, explica Rosângela, que conta que passou a comer dobrado para não emagrecer e ter aspecto semelhante ao de outros pacientes.

 

Característico dos tempos modernos, o problema de Célio Márcio Tameirão, 58 anos, foi no coração. Há dois anos ele sofreu o primeiro infarto, cujo sinal foi apenas suor excessivo, mas que poderia tê-lo levado à morte. Com o cateterismo, descobriu-se que Célio tinha cinco veias entupidas. “Para corrigir fiz uma angioplastia e foi colocado nas coronárias dois stents, que são como pequenas molas. As outras veias, com menor importância, continuam entupidas”, lembrou. Um ano depois, um novo infarto ocorreu, mas com menor gravidade. Hoje, aposentado, Célio precisa tomar remédios e fazer exercícios para controlar o problema cardíaco. “O segundo infarto, acredito, foi mais por causas emocionais e estresse. O médico falou para me exercitar e parar de fumar, mas ainda não consegui fazer isso”, completou.

 


Cobrança pelo uso da água em bacias hidrográficas


A cobrança pelo uso da água em bacias hidrográficas que cortam Minas Gerais já tem data para começar. Em dezembro, indústrias, produtores rurais que trabalham com agricultura irrigada e concessionárias de saneamento, como a Copasa, passarão a pagar pela captação do líquido nas bacias do Rio das Velhas e Araguari.

 

O prazo foi anunciado ontem pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, durante o 8º Fórum das Águas. Só na região do Rio das Velhas, que engloba 51 municípios – inclusive Belo Horizonte e Contagem –, a cobrança deve render R$ 13 milhões por ano. O montante será aplicado na recuperação da própria bacia, bancando desde projetos de revegetação do entorno dos cursos d’água ao tratamento de esgoto.

 

A cobrança da água é prevista em lei e, embora não incida diretamente sobre o consumidor domiciliar, terá reflexos na conta recebida por ele no fim do mês. Como as concessionárias de saneamento serão taxadas pela captação do líquido, a tendência é de que repassem o valor para o usuário final – que hoje só paga pelo tratamento da água que consome em casa.

 

Os termos da cobrança são definidos por comitês criados em cada uma das bacias hidrográficas. Das 36 existentes em Minas, 34 já têm as comissões e outras duas estão sendo formadas. Os grupos reúnem representantes do Governo do Estado, das prefeituras da área da bacia, usuários e sociedade civil. Cabe ao comitê definir a aplicação da verba arrecadada.

 

“A cobrança não veio para ser uma taxa, mas para imprimir na sociedade a questão do uso racional da água”, diz a diretora de gestão de recursos hídricos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Luiza de Marilac Camargos. Membro do comitê da Bacia do Rio das Velhas, ela diz que a ideia é atribuir valor econômico para a água, estimular a utilização racional dela e permitir o uso dos recursos na revitalização de cada bacia.

 

A Copasa ainda estuda se vai repassar a cobrança aos consumidores nas bacias do Rio das Velhas e Araguari. No entanto, segundo o superintendente comercial da concessionária, Cláudio Gomes, isso já acontece nas áreas da bacia do Paraíba do Sul, que é federal. Lá, o valor médio pago pelo usuário residencial é de R$ 0,01 por mil litros de água usado.

 

Em setembro, um projeto piloto de cobrança será lançado na bacia dos rios Piracicaba e Jaguari, no extremo Sul do Estado. Até dezembro, a medida será ampliada até as bacias do Rio das Velhas, Araguari, Pomba e Muriaé e Paraibuna e Preto. Das 36 bacias e regiões hidrográficas mineiras, estima-se que 60% possam implementar a cobrança, de acordo com a avaliação de cada comitê. Nas regiões do Jequitinhonha e Mucuri, por exemplo, o modelo não será adotado.

 

O secretário José Carlos Carvalho classificou o valor da cobrança como “pedagógico”. “É um valor mínimo, mas tem que ser considerado. Não é mais possível imaginar o uso da água para fins menos nobres, como lavar calçadas”. A cobrança já existe em bacias hidrográficas federais. Em nível estadual, será pioneira em Minas.

 


Terapia manual, especialistas mineiros aprendem nova técnica


Especialistas mineiros aprendem nova técnica, a ortopraxia, que trata os pacientes em pé, respeitando a neurofisiologia de cada um

 

A fisioterapia é umas das áreas que mais evoluíram no mundo e os franceses continuam sendo grandes mestres no desenvolvimento de técnicas e avaliações. A mais nova, que chega ao Brasil, é a ortopraxia, terapia manual desenvolvida por pesquisadores do Hospital de Toulouse-Ranguel, na França. A especialização, entre outras inovações, permite o tratamento dos pacientes em pé, com manipulações suaves. A intenção é trabalhar a neurofisiologia, mudando no cérebro os registros de postura da pessoa. 

 

 

Quem explica a novidade é o fisioterapeuta francês Jean-Luc Safin, presidente da Associação de Posturologia e Ortopraxia. Ele esteve no Brasil para concluir a segunda etapa do curso, que vai formar a primeira turma de profissionais mineiros na especialidade. Safin explica que a ortopraxia vem da idéia da ação que o corpo faz para nos mantermos de pé. É exatamente por isso que, antes de iniciar o tratamento, cada paciente passa por uma avaliação detalhada. “Primeiramente, vamos usar a posturologia para avaliar o paciente e só depois tratá-lo com a ortopraxia”, resume. 

 

 

Safin explica que a posturologia é uma disciplina que estuda a capacidade do ser humano de se estabilizar no espaço. Em outras palavras, é o estudo de como ficamos de pé de forma estável. “Para nos equilibrarmos, usamos os olhos, o vestíbulo (que fica no ouvido) e os pés, que vão mandar sinais para o cérebro sobre o espaço à nossa volta, nos dar noções de vertical, horizontal etc.” A base do tratamento está ligada a essa visão de conjunto do organismo, que precisa do equilíbrio global. Por isso, é preciso usar a posturologia para avaliar o paciente como um todo. 

 

 

Para essa análise, primeiramente a pessoa sobe em um aparelho específico, chamado de plataforma de força. Em cima dessa espécie de balança, é possível obter dados relativos à postura, como a distribuição de peso na planta dos pés, centro de gravidade, inclinações etc. Os dados aparecem na tela do computador e vão qualificar quais são as alterações normais e as qualificadas como problemáticas. “Nosso corpo é tão sensível que uma noite maldormida pode alterar a postura”, comenta Safin. 

 

Tratamento:

Feito isso, o fisioterapeuta terá uma visão de todo o conjunto para aplicar a ortopraxia. “Sem uma manipulação pesada ou referência biomecânica, como nas terapias tradicionais, vamos proporcionar estímulos neurossensoriais, atuando diretamente no cérebro, que terá que mudar seu registro da postura”, completa o fisioterapeuta. “Na ortopraxia, é o cérebro quem faz o trabalho, sem que o paciente perceba. Ao profissional cabe realizar pequenas pressões de estímulos manuais ao nível da pele, dos tendões, dos músculos e de ligamentos que doem, fazendo o cérebro reagir”, diz Safin. Por isso, segundo ele, a força não será a exigência e sim a prática e a técnica. “Esta é uma especialização que só pode ser feita por fisioterapeutas e osteopatas.” 

 

A novidade de atender os pacientes em pé, com a presença da gravidade, é o que modifica os resultados, de acordo com a fisioterapeuta Ângela Bessa. “Em pé, o cérebro vai corrigir, em tempo real, os desequilíbrios de postura que geram dores. Em outros tratamentos em que o paciente é manipulado sem a presença da gravidade, isso só ocorreria depois”, afirma a especialista, proprietária da Harmoniza Fisioterapia, que organizou o primeiro curso em BH. 

 

Ângela se formou na França, é tradutora do curso e já começou a usar a técnica na capital. Ela conta que, para uma melhor resposta do sistema nervoso central, são estimulados as articulações têmporomandibulares (ATMs), coluna vertebral, cóccix, púbis, pés, músculos do assoalho pélvico etc. “Locais específicos que vão dar qualidade à postura. Se tudo estiver em ordem, a pessoa gastará o mínimo de energia para ficar em pé, e ficará menos cansada.” 

 

Ela explica que a terapia é indicada para o tratamento de diversos problemas, como dores nas costas, labirintites, entorses, tendinites de repetição, alguns distúrbios de postura ou dos músculos esqueléticos. E o número de seções necessárias vai variar de acordo com cada caso. “Os franceses dizem, inclusive, que em alguns casos tudo se resolve em apenas uma seção.”


Novo galpão pode ampliar atuação de catadores de papel


Com metade da população sendo atendida com o sistema de coleta seletiva, o município de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), deve ampliar os galpões onde famílias de catadores de papel atuam na separação dos resíduos, dando oportunidade para mais pessoas envolvidades nesta atividade.

 

Além da coleta seletiva, a cidade já conta com a separação de resíduos secos e úmidos. Mensalmente são coletados, em toda a cidade, seis mil toneladas de lixo domiciliar. Desse total, 300 toneladas são reciclados por mais de 40 famílias vinculadas à Associação dos Catadores de Papel e Recicláveis de Betim (Ascapel) e que vivem da coleta de secos e úmidos.

Segundo o coordenador do Serviço de Limpeza Urbana do município, Álvaro Luiz Rodrigues de Oliveira, essas famílias atuavam como catadores de rua e foram inseridas no projetoque recebe o lixo captado pela Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTRS) de Betim, responsável pela coleta de secos e úmidos. A central ocupa uma área de 300 mil metros quadrados e está localizada no Bairro São Salvador, no Citrolândia. “Estão inseridos no local quatro instrumentos de disposição e tratamento de lixo doméstico, que são o aterro sanitário, as lagoas de tratamento de chorume,o pátio de compostagem e por fim, a unidade de recuperação de recicláveis (URR)”, diz. A central recebe todo o lixo doméstico coletado na cidade – média diária de 160 toneladas.

 

Oliveira pede a colaboração das empresas que pretendem se instalar no município para que doem os resíduos recicláveis para a associação. “A prefeitura está desenvolvendo projetos para fomentar a criação de pequenas associações de catadores de papel regionalizadas, com o intuito de inserir mais famílias no processo formal”, diz.

 

De acordo com o coordenador, o projeto tem forte expectativa de ampliação com a construção de um galpão de triagem de material reciclado de 1.300 metros quadrados. “Ainda não há previsão para a criação desse novo galpão, mas ele vai atender cerca de 150 famílias. Ele será construído no Aterro Sanitário de Betim, localizado no Bairro São Salvador, e contará com toda a infraestrutura necessária para a reciclagem, como esteira e compactadores de lixo”, afirma.

 

Ainda de acordo com Oliveira, no entorno desse galpão será construído um Centro de Ensino voltado para a reciclagem, que vai priorizar os filhos dos catadores. “Será, de fato, um centro de ensino, e não um lugar apenas para se passar as horas”, garante.

De acordo com Oliveira, a coleta de lixo simplificada atende 98% do município. O serviço é diário na região central, três vezes por semana nos bairros e uma vez por semana na área rural. “A coleta noturna é feita em 40% da cidade, priorizando os locais de tráfego intenso e em ruas estreitas. A destinação final é o aterro sanitário municipal”, afirma. A coleta de lixo adequada é importante para se evitar que ele seja jogado em córregos e lotes vagos, por exemplo.

 


Mulher é chefe nas cem melhores empresas


As mulheres ocupam mais da metade dos cargos de chefia nas cem melhores empresas para trabalhar no Brasil, segundo a consultoria Great Place to Work. Em Minas Gerais, a Algar Telecom (ex-CTBC Telecom) está entre as cinco melhores do Estado para trabalhar. A empresa também está entre as 25 brasileiras mais bem votadas por funcionários. Entre os estímulos que a Algar Telecom oferece às funcionárias, que são 41% do quadro da empresa, está o auxílio-creche por seis anos, enquanto a lei prevê o benefício por dois anos. O horário flexível também é elogiado pelas mães que precisam deixar ou buscar os filhos na escola.

 

Além da Algar, as outras mineiras entre as cem, são o Banco BMG, a JFL Eletrônica, a Patrus Transportes e a Rio Paracatu Mineração (RPM). No BMG, as mulheres são 40% dos 665 funcionários e 29% ocupam cargos de chefia. Na JFL, são 126 trabalhadores, 21% mulheres, que ocupam a liderança em 21% dos postos.

Na empresa Patrus Transportes, são 941 funcionários, 15% deles mulheres, e os cargos de chefia assumidos por elas somam 18%. Na RPM, segmento tradicionalmente ocupado por homens, elas são 7% do quadro total de 628 trabalhadores, mas nos cargos de chefia chegam a 10%.

 

Para se chegar à definição da boa empresa para trabalhar, a consultoria utiliza a opinião dos funcionários. Eles respondem a um questionário, voluntário e anônimo, por meio do qual descrevem a realidade da empresa e explicam o que consideram único e diferenciado em seu ambiente de trabalho. A avaliação dos funcionários tem um peso de 67% do cálculo da média final, e a descrição das empresas, de suas melhores práticas e benefícios, soma os 33% restantes.

 

A secretária-executiva da Algar Telecom, regional Belo Horizonte, Mariangela Trindade, rasga elogios à empresa em que trabalha há três anos. “Quando vim para cá, achava que empresa como essa não existia. Contava para meus colegas do trabalho anterior e eles não acreditavam”.

Os motivos para a satisfação ela tem na ponta da língua: não bate ponto, tem horário flexível, o auxílio-creche durou três anos e era maior do que o pago pelo mercado em geral, e só não foi maior porque a filha caçula completou sete anos. “Sinto que aqui tenho mais poder de negociação. Não tenho nenhum stress se tenho que falar com meu chefe que preciso alterar meu horário de trabalho, e também considero o ticket-refeição mensal de R$ 486 muito bom”, avalia.

Outros pontos que fazem a secretária considerar a empresa como excelente é o ambiente de trabalho e o tratamento dado aos funcionários. “Aqui temos comemorações pelo Dia da Mulher e de aniversário diz”, emendando que a rotatividade é baixa porque os funcionários gostam de trabalhar na empresa. “Estou cursando uma segunda faculdade, sendo que a empresa paga a metade do curso. Nunca pensei que isso fosse possível. Sinto que sou mais feliz aqui e isso me faz produzir mais”, conclui.

 

A satisfação dos funcionários pode ser medida pela diferença no crescimento das empresas. “Em dez anos, a média de rentabilidade anual para as melhores para se trabalhar nos Estados Unidos foi de 12%, contra 6% para as demais empresas”, compara o presidente executivo da Great Pleace to Work no Brasil, Ruy Shiozawa. Ele informa que a comparação da performance dos dois grupos foi feita por meio do desempenho na Bolsa de Valores.

O motivo para as mulheres se destacarem nos cargos de chefia, segundo o executivo, é o fato de que os gestores das melhores empresas passaram a associar a mulher com competências que são valorizadas pelas organizações, como empatia, paciência, humanidade, habilidade em trabalhar em equipe, capacidade de delegar e negociar.

 

“Em situações de crise, então, essas características ficam ainda mais procuradas pelas empresas, uma vez que são capazes de gerar mais envolvimento e participação dos empregados e diferencial para as empresas”, frisou.

A explicação para a pequena participação (5%) das empresas mineiras no ranking das cem melhores deve ser relativizada, segundo Shiozawa. São Paulo detém mais de 50% das ranqueadas.

Ele ressalta que Minas ainda possui poucas empresas no páreo, mas não soube informar qual o número total de participantes. “Vamos intensificar o trabalho de divulgação para estimular as empresas a participarem mais”, afirma, contando que observou que, no Rio de Janeiro, a disputa elevou o grau de autoestima das companhias.

 

Em relação à contratação das mulheres, as empresas mineiras ainda ficam distantes das que se destacam por essa opção no cenário nacional. A Byofórmula, por exemplo, lidera com 81% de participação feminina, seguida por Associação Brasil-América, com 80%, Quintiles (77%), Losango (73%), Cultura Inglesa (72%) ou o Laboratório Sabin, que também tem 72% do quadro formado por mulheres.

Entre as cinco empresas mineiras melhores para se trabalhar, de acordo com a pesquisa, três estão ligadas à áreas mais ‘abstratas’ – banco, telecomunicações e informática.

 

“Essas áreas, telecomunicações e informática, absorvem mais mulheres porque são mais modernas. Se desenvolveram juntamente com a expansão das mulheres nas universidades e no mercado de trabalho”, analisa a engenheira Heleni de Melo Fonseca, que de 2002 a 2006 ocupou o cargo de diretora de gestão empresarial da Companhia Energética de Minas Gerais( Cemig). Foi a primeira a ocupar um cargo de direção na empresa.

Ela diz que, na área de exatas, como na engenharia civil, ainda persiste uma cultura mais masculina. “Nessa área, que trabalha mais com o que é tangível, os homens ainda são mais presentes do que as mulheres”, observa.

 

O executivo da Great Place to Work garante que, de modo geral, a mulher continua sendo preterida no mercado de trabalho. “Quanto melhor o ambiente de trabalho, melhor para todo mundo. E é exatamente nos locais com essas condições mais dignas que as mulheres têm mais oportunidades”, destaca.

Para Heleni Fonseca, Minas Gerais tem uma formação que contribui para que o Estado mantenha um caráter mais conservador , refletindo diretamente no modo de o mercado de trabalho tratar as mulheres. “Até hoje, quando viajo a São Paulo, percebo que os executivos têm uma impressão de que as empresas, mesmo as privadas, tem um ranço de estatais”, diz.

 

Ela informa que, durante o período em que esteve na Cemig, a empresa foi selecionada como uma das melhores para se trabalhar durante dois anos seguidos. “Essa é uma meta do Conselho Administrativo que nós recebemos e conseguimos cumprir”, conta.

Na avaliação da engenheira, atualmente as mulheres dispõe de uma situação mais favorável para disputar espaço com os homens no mercado de trabalho.

“Antes, elas sofriam muito com a turbulência que o trabalho fora de casa trazia para o universo doméstico. Agora, passam por uma fase mais equilibrada, onde já conseguem separar melhor as coisas e desenvolver a capacitação profissional”.

A desenvoltura que conseguiu em ambientes predominantemente masculinos, como a Sociedade Mineira de Engenheiros, deve-se, segundo ela, ao prazer que tem com a profissão.

 

“Acho que, quando a gente faz o que gosta, consegue essa desenvoltura. Tudo acaba ficando mais leve”, analisa. Heleni conta que desenvolveu a carreira juntamente com a criação de três filhos.

Depois de mais de três décadas de trabalho, ela diz acreditar que algumas características femininas de fato se relacionam melhor com algumas atividades.

“Essas áreas mais recentes, como tecnologia da informação ou telecomunicações, se adaptam bem à capacidade de concentração e paciência que as mulheres têm. Os homens, de fato, ainda estão vinculados aos aspectos mais tangíveis das profissões”, conclui.

Depois de trabalhar por décadas como engenheira e executiva, ela resolveu partir para o negócio próprio e é dona de uma empresa de mecânica e tecnologia da informação.

 

   Próximos

Pesquise
 

Publicidade


Fique por dentro
Assine o RSS!

Siga o BHOL no Twitter!

Parceiros
itdrops


Assuntos mais publicados
Cruzeiro apresentação Atlético teatro banda sucessos Cultura festa evento projeto arte técnico sucesso equipe espetáculo grupo vencer empresas internet apresentações obras população preço humor dança jogador produção ônibus emprego desenvolvimento imposto energia crescimento educação jogos disputa transporte consumidor competição lançamento Cidade Mineiro economia oportunidade vagas popularização serviço estudantes decisão torcida américa Brasil cantor vaga mudanças empresa popular comprar chuva desemprego treinador Preços palco projetos comércio


BlogBlogs Add to Technorati Favorites Divulgue o seu blog! Central Blogs DigNow.net Divulgue o seu blog!
Divulgue o seu blog! Yoomp